Tuesday, September 22, 2009

O retrato 30 x 40 de um político 3 x 4

Liminar

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 22/9/2009

O desembargador federal Tadaaqui Hirose, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, concedeu ao ex-vereador de Florianópolis, Juarez Silveira, liminar que suspende a ação penal por sonegação em curso na 1ª Vara Federal da Capital catarinense. Segundo o magistrado, o ex-vereador teria aderido ao parcelamento previsto pela Lei nº 11.941 de 2009, apresentando certidão que comprovaria a aceitação do pedido pela Receita Federal. A decisão foi publicada ontem (segunda-feira, 21/9/2009) e vale até o julgamento do mérito do habeas corpus.

Tuesday, August 11, 2009

Contra

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 11/8/2009

O procurador de Justiça Paulo Cezar Ramos de Oliveira emitiu parecer contra o recurso apresentado pelo ex-vereador da Capital Juarez Silveira, que pretendia reverter a decisão no processo em que foi condenado a devolver aos cofres públicos, com juro e correção monetária, os salários que recebeu como diretor de Planejamento da Codesc, em 2006. Na época, Juarez também ocupava o cargo de vereador.Para o Ministério Público, o acúmulo das duas funções foi irregular. A ação está avaliada em cerca de R$ 90 mil e será julgada pela Primeira Câmara de Direito Público do TJ, tendo como relator o desembargador Newton Trisotto.

Tuesday, August 04, 2009

Opinião do Rob

Diário Catarinense ; Blog Cacau Menezes ; 4/8/2009

Cacau, confirmada a entrada de Juarez Silveira no PSDB, certamente acontecerá uma revoada de tucanos para fora do ninho, pois aqueles que parabenizaram o Dr. Juca pelo parecer que cassou o mandato do ex-vereador querem saber o que é que vão dizer em casa...

Abraços,

Roberto Kuzolitz (Rob)

Thursday, July 02, 2009

Grana

Diário Catarinense ; 2/7/2009

O ex-vereador da Capital Juarez Silveira ganhou na Justiça o direito de receber os vencimentos dos 11 meses em que permaneceu com seu mandato cassado, entre 2007 e 2008. Porém, se depender da procuradoria da Câmara de Vereadores, Juju não vai levar o dinheiro. Os procuradores emitiram parecer contra o pagamento, que chega perto da casa dos R$ 200 mil.

Monday, June 08, 2009

Juarez vai responder por sonegação

Blog Cesar Valente ; 8/6/2009

O vereador (ia falar ex, mas com tanto processo não sei, afinal, se ainda é ou já deixou de ser) Juarez Silveira teve negado seu pedido de anulação da denúncia por sonegação do imposto de renda e ainda, de quebra, levou um pito do juiz.

No exercício do “jus sperniandi” (o direito de espernear) e talvez para ganhar algum tempinho, a defesa do vereador alegou que o recebimento da denúncia do Ministério Público deveria ser anulado porque a Receita Federal teria quebrado o sigilo bancário do (ex?) edil. O juiz, provavelmente contendo o riso, disse na decisão que a receita não teve outro jeito, já que Juarez não atendeu o pedido de entregar os extratos bancários solicitados.

“Não me parece razoável que o denunciado se valha de sua própria inércia para alegar a nulidade”, disse o juiz João Batista Lazzari, da 1ª Vara Federal Criminal da Capital.

Leia a nota distribuída hoje pela Justiça Federal:

Justiça Federal: negada anulação de denúncia contra ex-vereador por sonegação

A Justiça Federal rejeitou as questões preliminares levantadas pela defesa do ex-vereador de Florianópolis Juarez Silveira, que pedia a nulidade da decisão que recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) por crime de sonegação de imposto de renda, e designou a data de 7 de julho para interrogatório do réu e depoimentos das testemunhas de defesa e acusação. O juiz João Batista Lazzari, da 1ª Vara Federal Criminal da Capital, entendeu que os argumentos apresentados pelo réu não autorizam a absolvição sumária. A decisão foi registrada sexta-feira (5/6/2009).

A defesa do ex-vereador havia alegado que as provas que sustentaram a denúncia do MPF seriam ilícitas, pois teriam sido obtidas mediante a quebra ilegal de sigilo bancário. Segundo a defesa de Silveira, a Receita Federal teve acesso às informações bancárias com fundamento em normas de 2001, que não se aplicariam a foto ocorrido em 2000. O juiz não aceitou o argumento, explicando que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já assentou o entendimento de que as normas podem retrogir. O STJ reafirmou o entendimento em habeas corpus do próprio Silveira.

A alegação de que a Receita não teria demonstrado a necessidade de quebra do sigilo também foi refutada pelo magistrado. De acordo com a decisão, Silveira foi intimado a apresentar à Receita os extratos bancários referentes à movimentação financeira de 2000, mas não atendeu à intimação. “Tal fato afasta qualquer discussão acerca da necessidade da medida, pois a autoridade fiscal não teria outros meios de obter os dados que pretendia”, entedeu Lazzari. “Não me parece razoável que o denunciado se valha de sua própria inércia para alegar a nulidade”, concluiu.

Processo nº 2004.72.00.013933-6”

Juarez Silveira

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 8/6/2009

A Justiça Federal rejeitou as questões preliminares levantadas pela defesa do ex-vereador de Florianópolis Juarez Silveira, que pedia a nulidade da decisão que recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) por crime de sonegação de imposto de renda, e designou a data de 7 de julho para interrogatório do réu e depoimentos das testemunhas de defesa e acusação. O juiz João Batista Lazzari, da 1ª Vara Federal Criminal da Capital, entendeu que os argumentos apresentados pelo réu não autorizam a absolvição sumária. A decisão foi registrada sexta-feira, dia 5.

A defesa do ex-vereador havia alegado que as provas que sustentaram a denúncia do MPF seriam ilícitas, pois teriam sido obtidas mediante a quebra ilegal de sigilo bancário. Segundo a defesa de Silveira, a Receita Federal teve acesso às informações bancárias com fundamento em normas de 2001, que não se aplicariam a foto ocorrido em 2000. O juiz não aceitou o argumento, explicando que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já assentou o entendimento de que as normas podem retrogir. O STJ reafirmou o entendimento em habeas corpus do próprio Silveira.

Saturday, May 30, 2009

Desabafo

Coluna Paulo Alceu ; 29/5/2009

"Cometeram uma grande injustiça comigo e com o Marcílio ( Ávila). Na verdade queriam se salvar. Foi uma orquestração produzida pelos ex-vereadores Ptolomeu Bittencourt e Ângela Albino," atirou o ex-vereador florianopolitano Juarez Silveira, que assinará ficha no PSDB, depois de confirmada pela Justiça que a sessão que cassou o mandato dele e de Marcílio Ávila foi considerada nula.

Silveira que vai recuperar os 11 meses e meio de salário fez uma indagação: "Neste período quem recebeu foi o suplente Aloísio Piazza, agora vão ter que me pagar, porque foi anulada a sessão. Quem deu prejuízo para o município?".

Friday, May 29, 2009

Mais uma

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 29/5/2009

O ex-vereador Juarez Silveira ganhou mais uma. Em nova decisão, o Tribunal de Justiça confirmou que a sessão que cassou o mandato dele, em 2007, foi ilegal e abusiva. Não cabe mais recurso. O vereador, que ficou afastado da Câmara do dia 3 de julho de 2007 até 18 de junho de 2008, quando foi reintegrado ao cargo, pede agora o pagamento de todos os salários, 13º e vantagens que deixou de receber. Juarez foi defendido pelos advogados Nilton Macedo Machado e Guilherme Scharf Neto.

Thursday, May 07, 2009

VOLTA

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 7/5/2009

Na noite de anteontem, pela primeira vez desde que deixou a Câmara da Capital, onde atuou por 25 anos, o ex-vereador Juarez Silveira apareceu para uma visita ao parlamento. Entre um abraço e outro dos funcionários, onde é muito querido, Juju garantiu: “Vou voltar para cá eleito pelo povo”.

Monday, March 09, 2009

Retorno

Coluna Paulo Alceu ; 9/3/2009

Os ex-vereadores Marcílio Ávila e Juarez Silveira, abalroados pela Operação Moeda Verde, pensam nas urnas. Ávila para deputado e Silveira numa volta à Câmara.

Wednesday, December 31, 2008

Medaglia desanca pastor político

Cangablog ; 31/12/2008

Li que o blogueiro Mário Megaglia saiu com o vice-prefeito Bita Pereira nas costas. O Mário não aguentou a entrevista que ouviu do "projeto de pastor" e baixou o cacete nele, na turma dele e é claro no vereador mais escroque que já habitou a nossa câmara de vereadores, Juarez Silveira.

Tuesday, December 30, 2008

Pastor também mente. E como.

Mário Medaglia ; 30/12/2008

O vice prefeito Bita Pereira e prefeito interino de Florianópolis estragou meu dia e azedou meu fim de ano com a entrevista que deu hoje pela manhã na rádio CBN aos jornalistas Mário Motta e Moacir Pereira.

Com sua conversa pastoral e sem conteúdo desfiou um monte de baboseiras sem o menor sentido, transformando aquele espaço em uma grande peça de ficção. Lá pelas tantas, talvez irritado com o papo furado do vice – aliás, por onde anda o titular? – Moacir desabafou listando uma série de carências da nossa cidade, como o sistema viário, o aeroporto, o acesso ao sul da ilha, transporte coletivo deficiente, crescimento desordenado, falta de fiscalização da Prefeitura e – acrescento eu - conivência da Câmara Municipal, falta de equipamentos turísticos, como marinas, trapiches, proliferação de construções irregulares servindo de portais turísticos nas entradas de algumas de nossas principais praias.

Enfim, a lista é imensa e ainda faltou dizer que nossa cidade não tem parques e que aquele vereadorzinho de merda, o tal da “moeda verde”, acha muito natural porque “Florianópolis não tem tradição de parques”. Foi a frase mais imbecil e calhorda que ouvi de um político que deveria trabalhar pelo bem da comunidade ao invés de fazer contrabando de bebida e encher o bolso com o resultado de atividades suspeitas.

Apesar de tudo e de concordar com o desabafo do jornalista, Bita Pereira ainda achou motivos para elogiar Dário Berger e justificar os estragos feitos na cidade graças ao acúmulo de omissões, safadeza e incompetência.

Exemplo recente: aquele precioso espaço após o túnel Antonieta de Barros na baía sul, que poderia abrigar um belo parque à beira mar, já esta virando um muquifo com passarelas depredadas, o mato crescendo e o aparecimento das primeiras obras que ninguém sabe sobre suas finalidades.

Voltando ao passado e por questão de justiça, é preciso lembrar também a ocupação irracional dos espaços do aterro da baía sul com camelódromos, estacionamentos, garagens de ônibus, um fedido merdódromo, e um suspeitíssimo centro de eventos. Tudo isso em substituição ao projeto do paisagista Burle Marx. Projeto que sumiu e ninguém sabe, ninguém viu.

Os parques de Curitiba, São Paulo e Porto Alegre, por exemplo, não servem de inspiração para nossos legisladores e administradores porque não representam fonte de rendimento, seja econômico ou político. E vem aí mais Dário, mais Bita, muitas promessas, mais mentiras.

Sunday, December 21, 2008

Vereadores


Diário Catarinense ; Blog Cacau Menezes ; 21/12/2008


Os vereadores Guilherme Grillo, João Batista Nunes e Juarez Silveira posam para a foto depois da última sessão da Câmara da Capital, ontem à tarde. Juju, que durante discurso de despedida disse que vai voltar a se candidatar, comemorou o parecer da Procuradoria Geral da República que sugere o envio do inquérito da Moeda Verde para a Justiça de Florianópolis. Enigmático, disse que "pessoas que ainda não apareceram vão aparecer" e que vai para casa cuidar da mãe, que tem 86 anos e, desde a prisão do filho, quanto teve até mesmo seu apartamento invadido por policiais federais armados, enfrenta problemas de saúde..

O fim de uma legislatura polêmica

Diário Catarinense ; 21/12/2008

É sexta-feira e o relógio do plenário da Câmara de Vereadores de Florianópolis marca 15h07min. Nesse exato momento o presidente Ptolomeu Bittencourt Júnior (DEM) anuncia o fim da última sessão da 15ª legislatura do parlamento municipal.

Encerrava, ali, aquela que pode ser considerada a mais controvertida e polêmica página da história da Câmara da Capital. A inédita cassação de quatro parlamentares – dois por envolvimento na Operação Moeda Verde e dois por infidelidade partidária –, a instalação de quatro Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), uma Comissão Parlamentar Externa (CPE) e uma relação tempestuosa com o Executivo deram o tom dos quatro anos de legislatura.

Deflagrada em maio de 2006, a ação da Polícia Federal (PF) praticamente paralisou os trabalhos dos vereadores por mais de um ano e meio. Nesse período, os dois parlamentares acusados de supostas irregularidades na concessão de licenças ambientais, Marcílio Ávila e Juarez Silveira, retomaram seus postos amparados em decisões da Justiça.

Marcílio renunciou e voltou a atuar na iniciativa privada. Juarez preferiu retomar o seu posto, onde ficou até o último minuto de sexta-feira. Durante a derradeira sessão, Juarez, que chegou a passar 18 dias preso na carceragem da PF, é o que mais usa a palavra. Vereador no quinto mandato, Juju, como é conhecido, foi apontado pela PF como suposto líder do alegado esquema de favorecimento. Político influente na cidade e uma unanimidade entre os funcionários da Casa, ele assegura que sai da vida pública mas não do cenário político de Florianópolis.


Friday, August 22, 2008

Dário aprovou a Lei da Hotelaria para os amigos do rei

Cangablog ; 22/8/2008

A já famosa Lei da Hotelaria anda pelos quatro cantos de Florianópolis livre, leve e solta, beneficiando os amigos do rei. Até agora ninguém conseguiu dar uma resposta convincente sobre o que aconteceu entre os dias 8 de janeiro e 15 de janeiro deste ano. São seis meses de escuridão desde o projeto substitutivo feito pelo então líder do Governo na Câmara, vereador Juarez Silveira, o “Juju boca-grande”, ao projeto final aprovado. Bom, se ele era líder do prefeito Dário Berger o mínimo que se esperava é que os dois falassem em sintonia. De qualquer maneira o que motivou o prefeito a vetar total, depois voltar a trás? Os leitores, claro, ainda não conseguiram entender o que levou o município a dar incentivos, sem comprovação, e a dar benefícios até mesmo aos caloteiros. Parece um Proer dos hotéis. Com grana pública, lógico.


Thursday, August 14, 2008

Vereador da Capital terá que devolver salários e pagar multa por acúmulo de cargos públicos

14/8/2008

O Vereador Juarez Silveira, de Florianópolis, foi condenado pelo Juízo da Fazenda Pública da Comarca da Capital a devolver todos os vencimentos que recebeu como Diretor de Planejamento da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (CODESC). Silveira terá, ainda, que pagar multa do mesmo valor.
A sentença foi proferida em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em cujos autos ficou demonstrado que, entre 16 de maio de 2006 e 3 de maio de 2007, Juarez Silveira acumulou a função de Diretor de Planejamento da CODESC com o cargo de Vereador, recebendo vencimentos pelas duas funções.
Para o Ministério Público, tal fato afronta a Lei Orgânica do Município de Florianópolis, que veda expressamente aos Vereadores, desde a posse, a ocupação de cargo ou função demissível ad nutum (cargo de confiança ou comissionado) em autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista - a exemplo da CODESC -, fundações ou empresas concessionárias de serviço público. O Vereador, por sua vez, argumentou que existia compatibilidade de horário no exercício das duas funções.
O Juízo acatou a tese da Promotoria de Justiça da Capital com atuação na Defesa da Moralidade Administrativa, destacando, na sentença, que a lei é objetiva, vale por sua própria redação, é regra impositiva e tem por objetivo impedir que o vereador exercente de cargo ou função vedada se aproveite do exercício da atividade comissionada para extrair benefício eleitoral ou outro qualquer. "
Assim, há de se convir: acumular cargos públicos, sendo um deles vedado pela lei maior do Município é atentar contra a moralidade administrativa. Dado que, conscientemente, mesmo sabedor da impossibilidade, tomou posse e passou a receber pelo novo cargo desempenhado", redigiu o Magistrado.
A sentença proferida determina a devolução de todos os valores recebidos pelo Vereador como Diretor de Planejamento da CODESC, corrigidos monetariamente pelo INPC e juros de mora de 1% ao mês. Silveira terá de pagar, ainda, multa no mesmo valor. Cabe recurso da sentença ao Tribunal de Justiça. (Ação Civil Pública nº 023.07.116113-1)

Redação: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

Condenação

Coluna Paulo Alceu ; 14/8/2008

O Juízo da Fazenda Pública da Comarca da Capital condenou o vereador Juares Silveira a devolver todos os vencimentos que recebeu como Diretor de Planejamento da CODESC, além de pagar multa do mesmo valor.Isso ocorreu por que o vereador, entre 16 de maio de 2006 e 3 de maio de 2007,acumulou a função de Diretor de Planejamento da CODESC com o cargo na Câmara recebendo pelas duas funções, o que afronta a Lei Orgânica do Município de Florianópolis...que pelo visto atingem outros vereadores desta mesma legislatura. Silveira vai recorrer da decisão.

Thursday, August 07, 2008

Manobra

Blog de Roberto Azevedo ; Diário Catarinense ; 7/8/2008

O pedido de vistas do vereador Juarez Silveira (sem partido), que adiou a decisão da Câmara sobre a licença do prefeito Dário Berger (PMDB), entra para o anedotário político de Florianópolis.

Por conta da "revanche", Dário teve que tirar férias para o vice, Rubens Bita Pereira (PMDB), assumir. O pior ficou para o contribuinte, pois Dário vai receber R$ 7,9 mil pelo período que estará fora. Se pedisse licença, ficaria sem vencimento. A comunidade "agradece" pelo resultado da rusga política.

Wednesday, August 06, 2008

Vistas

Blog Moacir Pereira ; 5/8/2008

O prefeito Dário Berger(PMDB) está uma arara com o vereador Juarez Silveira (sem partido), seu antigo líder governista na Câmara Municipal. Pediu licença à Câmara, mas Silveira requereu vistas. Enquanto o processo não é aprovado, Berger não poderia deixar a Prefeitura. Resultado: o prefeito entrou de férias, para os efeitos legais. Só se licencia depois do pronunciamento do ex-líder.

Thursday, June 26, 2008

RECUPERAÇÃO

Diarinho (Diário do Litoral) ; Cesar Valente ; 25/6/2008

Em política não existe impossível. Nem o “para sempre”. Basta ver como sobrevivem os políticos a grandes desgastes, que pareciam tê-los sepultados “definitivamente”.

O exemplo mais recente e didático que temos à mão, em Florianópolis, é o do abalo sísmico conhecido como Operação Moeda Verde. No embalo das escutas, a PF chegou até a executar uma mini-operação paralela, que apreendeu os vinhos que o vereador Juarez Silveira trouxe do Uruguai para seu amigo Içuriti Pereira, também flagrado nas escutas oficiais comemorando a chegada do mimo.

O desgaste político que todo aquele furdunço causou parecia enorme. Içuriti teve que sair de cena (era presidente da Codesc). Manteve apenas seu papel nos bastidores (é tesoureiro do PMDB).

Vereadores cassados, histórias cabeludas circulando, processos, suspeitas de delitos de vários tamanhos... na época parecia mesmo que estava tudo acabado para muitos dos personagens.

Mas o tempo passou e as coisas estão voltando a ser o que eram antes do furacão. Erros no processo devolveram a Juarez a cadeira na Câmara. Voltou a usar seus carrões (é apenas um fiel depositário, mas quem se importa com este detalhe técnico, quando o vê passar, lépido e fagueiro, na boléia do bólido?).

Não será surpresa se outra palha mal colocada também ressuscitar o ex-vereador Marcílio Ávila.

Içuriti, entretanto, não vai apenas voltar: teve uma promoção. Por fidelidade, por merecimento, ou por ter-se mantido calado. Segundo informa Moacir Pereira, em seu blog, o Suçu, assim que voltar da Europa, será chamado a Palácio para receber novas incumbências: será secretário de Estado da Casa Civil (ou que nome tenha, depois de tantas reformas).

Equipe recomposta e recuperação completada a tempo de mergulharem todos no principal projeto do governo LHS para a capital: reeleger o Darío e derrotar o Amin. Não necessariamente nesta ordem.

Friday, June 13, 2008

Numa boa

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 13/6/2008

Além de ter recuperado seus automóveis, que estavam na Polícia Federal, apreendidos durante a Operação Moeda Verde, o vereador Juarez Silveira receberá todos os $$$ atrasados, pois o ato de cassação na Câmara foi nulo pela Justiça catarinense.

Segundo o vereador João Batista, Juju retornou num outro "plano espiritual". Só fala em Deus, em amor, amigos, perdão. Parece outro homem.

Thursday, June 12, 2008

Reviravolta

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 12/6/2008

Vereador Juarez Silveira receberá todos os salários atra$ados, pois o ato de sua cassação foi nulo pela Justiça catarinense! Como recuperou também todos os seus carros que estavam na Polícia Federal, e com os salários pagos com juros, enfim, Juju já poderá figurar na disputada lista dos 100 melhores do ano da cidade, em grana.

A Cassação

Diário Catarinense ; Moacir Pereira ; 12/6/2008

Presidente da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Florianópolis, Aurélio Valente, do PP, defendeu com ênfase a legalidade do processo de cassação do vereador Juarez Silveira, por falta de decoro parlamentar.

Sustentou que o processo foi todo baseado na legislação federal. E lamentou a decisão do Tribunal de Justiça, que devolveu o mandato ao vereador.

O apoio do Juju

Diarinho (Diário do Litoral) ; Cesar Valente ; 12/6/2008

Na coluna de ontem comentei o retorno do vereador Juarez Silveira à Câmara e, a certa altura, informava que “Cesar Souza Jr (DEM-o) e o Dr. Juca (PSDB), candidatos a candidatos a prefeito e vice, que, ao que parece, têm Juju como apoiador”. Ontem tentei confirmar essa história, mas até onde consegui ir, não procede. Portanto, desconsiderem o que falei.

Entre as causas do problema, além da minha proverbial e distraída desinformação, está a mobilidade política do vereador. Juarez Silveira já foi do PFL, depois, quando mudou o governo, passou para o PP (foi diretor do Ciasc, lembram?). Com nova mudança de governo, Juju foi para o PTB, de onde trabalhou pela candidatura Dário Berger (e foi recompensado com amplos espaços na prefeitura). Teria também o vereador sido nomeado como diretor da Codesc graças aos bons serviços prestados à reeleição de LHS.

Ah, e quando a bomba da Moeda Verde estourou, ele estaria de malas prontas pra ir pro PMDB, para onde iria no mesmo barco do prefeito, de quem foi líder na Câmara.

Assim que conseguir descobrir para quem o Juju está trabalhando, volto ao assunto.

Wednesday, June 11, 2008

Juju devolvido a Câmara

Diarinho (Diário do Litoral) ; Cesar Valente ; 11/6/2008

Sem surpresas, o Tribunal de Justiça mandou a Câmara de Vereadores de Florianópolis reintegrar o vereador Juarez Silveira a seus quadros. O mérito da cassação não chegou a ser examinado. Este parece ter sido o caso em que a pressa foi inimiga da perfeição: a cassação se deu em tempo recorde e agora cai porque alguns itens da liturgia do processo não foram seguidos.Parte dos vereadores já fala em começar de novo, bem direitinho e com calma, pra que a decisão não seja questionada depois.

Mas, como existe na cidade a lenda de que o Juju é bom cabo eleitoral e que continua com seu prestígio em alta dentro da Prefeitura, ajudando todo mundo, dificilmente os vereadores conseguirão voltar ao assunto. O Cesar Souza Jr (DEM-o) e o Dr. Juca (PSDB), candidatos a candidatos a prefeito e vice, que, ao que parece, têm Juju como apoiador, certamente não deixarão seus partidos bulirem com o moço. O PMDB do prefeitoDarío também não tem o menor interesse em levantar poeira. Portanto, tudo indica que o Juarez terminará seu mandato em paz.

Tendência

Coluna Paulo Alceu ; 11/6/2008

Ainda não houve uma manifestação oficial, mas a tendência natural é a Câmara reagir contrária a decisão da Justiça buscando defender seus princípios diante da reintegração do vereador Juarez Silveira. Os advogados do vereador estão preparandos para rebater qualquer tentativa de embargo.

E a CPI ?

A cassação do vereador Juarez Silveira estava no contexto da Operação Moeda Verde. Falando nisso a Câmara não teve nem a capacidade de evoluir numa CPI que ainda depende de um relatório. Ficou um ano empurrando e sem efeito positivo para cidade. Deu a entender que trabalhou na base do quem não tem pecado atire a primeira pedra...ninguém se atreveu.


Reação

Nos bastidores da Câmara de Florianópolis o comentário é que de que existe um segmento pensando na possibilidade de retomar o processo de cassação do vereador Juarez Silveira que reassumiu ontem no final da tarde sendo recepcionado por servidores. Alguns vereadores comentam que estão aguardando a reação popular para se manifestarem. Outro segmento disse que este assunto é página virada.

Moeda Verde

Cassado depois de preso numa operação da Polícia Federal em defesa do meio ambiente e da cidade de Florianópolis o vereador Juarez Silveira conseguiu um ano depois retornar à Câmara através de uma decisão judicial que considerou que houve falhas na sessão em que perdeu o mandato. O vereador pretende buscar seus direitos tentando recuperar, inclusive, os salários que deixou de ganhar, além de acionar a Câmara por danos morais, até porque está ocorrendo uma reintegração. Foi o que revelou junto ao advogado Nilton Macedo Machado que se saiu vitorioso nbesse processo onde atuou sem alardes. “Vou assumir e cumprir o meu mandato, sem rancor e cobranças. Usarei a tribuna para defender meus projetos e rebater todas as acusações que tive que suportar”, declarou o vereador que não tem partido estando em parte prejudicado na tentativa de uma reeleição, mas pensando nessa possibilidade.

É fato

A decisão da Justiça recuperando o mandato do vereador Juarez Silveira revelou alguns detalhes interessantes. Os advogados de Silveira conduziram a defesa junto à Justiça argumentando ilegalidades na sessão de cassação. Até aí tudo bem, mas revelou que a Câmara criou um Conselho de Ética que nunca poderá cassar ninguém, caso a mesa abra processo contra algum vereador. Eu explico: Foi contestado o voto dos membros da mesa. Excluindo determinados votos não há quorum suficiente para cassar alguém. Ou seja, existe uma falha que acaba provocando intermináveis interpretações. Criaram uma Comissão de Ética que de repente não pode cassar um vereador. Cá entre nós acredito que estava no inconsciente dos criadores como, digamos, uma proteção. Inclusive viram a falha posteriormente e tentaram através de uma Resolução corrigir...

“Conhecí o lado duro da vida”

Diário Catarinense ; João Cavallazzi ; 11/6/2008

Meia hora depois do fim do julgamento no Tribunal de Justiça (TJ), Juarez Silveira estava no escritório do advogado Nilton João de Macedo Machado, no Centro de Florianópolis.

- Hoje a Justiça fez justiça - comemorou.

Vestindo jeans, camiseta branca e jaqueta e sapatos de couro, Juarez alternava momentos de alegria e introspeção. Ele evitou criticar seus algozes no processo de cassação da Câmara e garantiu que não tem mágoa dos colegas que votaram por seu afastamento.

- Um grande líder não tem decepção. E eu me considero um grande líder, porque tenho cinco mandatos consecutivos conquistados pelas mãos do povo, dos meus amigos, sem ajuda da máquina municipal e estadual - disparou, lembrando seu velho estilo.

Os 11 meses e sete dias fora da Câmara fizeram de Juarez um homem mais "maduro", conforme definiu o ex-líder do governo Dário Berger. O ex-menino pobre nascido no Morro do Geraldo, uma comunidade carente localizada na região continental da Capital, realmente não parece mais a mesma pessoa depois da prisão pela PF e da cassação.

O Juarez sempre bem-humorado, falastrão confesso, hoje parece um homem amargurado, triste.

- Conheci o lado duro da vida - justificou, lembrando o derrame cerebral sofrido pela mãe octogenária depois de sua prisão, sua maior mágoa.

Apreciador de champanha e carros importados, disse que não pensa em celebrar o retorno à Câmara.

- Eu não tenho o que comemorar. Vou retomar o meu trabalho pela cidade, pelo povo de Florianópolis - assegurou, acrescentando que não teme enfrentar um novo processo de cassação, já prometido pela procuradoria do Legislativo.

Ao chegar à Câmara para retomar seu mandato, Juarez foi recebido com beijos e abraços por funcionários. No elevador a caminho da presidência, não segurou a emoção e chorou.

Ele voltou a negar as acusações que custaram seu indiciamento pela PF no âmbito da Operação Moeda Verde.

Aloísio Piazza retorna para a suplência

- Passado mais de um ano da deflagração da Operação Moeda Verde, não há denúncia contra quem quer que seja. Puniu-se com a cassação de mandato parlamentar este (Juarez) e outro (Marcílio) vereador, a partir do início uma mera investigação que não torna ninguém réu e muito menos culpado antecipadamente - protestou o advogado Guilherme Scharf Neto.

Sobre o futuro, Juarez pouco falou. Limitou-se a dizer que está preocupado em encerrar o quinto mandato e que ainda não decidiu se concorre ao sexto. Apenas uma coisa é certa, afirmou: "Eu não sou da base do governo (Dário)".

Juarez volta a ser vereador

Diário Catarinense ; João Cavallazzi ; 11/6/2008

Cassado no dia 3 de julho de 2007 sob a acusação de quebra de decoro parlamentar, Juarez Silveira reassumiu seu mandato de vereador por Florianópolis às 17h50min de ontem.

Por 2 votos a 1, em uma sessão que durou 27 minutos, a Segunda Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça (TJ) julgou ilegal todo o processo de cassação promovido pelo Conselho de Ética da Câmara de Vereadores, sem entrar na análise das acusações contra o parlamentar.

- Não estamos abonando a conduta de quem quer que seja - afirmou o desembargador Cid Goulart, que, junto com o colega César Abreu, opinou pela procedência do pedido dos advogados Nilton João de Macedo Machado e Guilherme Scharf Neto.

- O voto do desembargador Goulart não se limitou a analisar uma ou duas ilegalidades do tortuoso processo de cassação. São inúmeras. O processo é, e era, manifestamente nulo - afirmou Scharf Neto.

Entre os pontos contestados pela defesa estão a participação da Mesa Diretora na votação da cassação, a ausência de lei específica para regulamentar o processo de perda de mandato, a falta da ampla defesa e o início do processo com base em um ofício encaminhado pelo juiz federal Zenildo Bodnar.

Único voto divergente, o relator Orli Rodrigues afirmou que não viu ato que pudesse gerar a nulidade da cassação, que, para o desembargador, seguiu "todos os preceitos do direito de defesa".

- A tese da defesa é sedutora, mas não me atrai - resumiu Rodrigues ao apresentar seu voto, ratificando posição assumida em sessão anterior.

Abreu, que havia votado contra o retorno de Juarez, mas mudou de opinião ao conhecer o voto de Goulart, apresentado na semana passada, manteve o entendimento mais recente.

Resultado: por 2 votos a 1 o vereador acusado pela Polícia Federal (PF) de ser o chefe de uma suposta quadrilha de servidores públicos volta à Câmara respaldado pelo TJ, a mais alta corte do Judiciário. Da decisão cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. A procuradoria da Câmara já avisou que vai iniciar novo processo de cassação.

A sessão da Segunda Câmara encerrou pouco antes das 15h. Juarez não acompanhou o julgamento e foi informado do resultado por telefone.Por volta das 17h, o vereador e os advogados chegaram à Câmara acompanhados de dois oficiais de Justiça.

Presidente da Câmara recebe ordem de posse imediata

O grupo seguiu para o 110 andar, na sala do presidente Ptolomeu Bittencourt Júnior (DEM), que recebeu a ordem de empossar Juarez imediatamente. Já na condição de vereador, Juarez informou que não participaria da sessão itinerante que estava marcada para a noite de ontem, nos Ingleses, no Norte da Ilha. Mas garantiu que, hoje, vai retomar o seu assento no plenário da Câmara de Vereadores e fazer um longo discurso para marcar o seu retorno.

Juarez Silveira e Marcílio Ávila (PMDB) perderam os mandatos sob a acusação de envolvimento na Operação Moeda Verde, da Polícia Federal, que investigou supostas irregularidades na concessão de licenças ambientais na Capital. Ambos foram indiciados, mas negam as acusações da polícia.

Renascido

Diário Catarinense ; Roberto Azevedo ; 11/6/2008

O vereador Juarez Silveira (sem partido), cassado, no ano passado, pela Câmara de Vereadores da Capital, por envolvimento na Operação Moeda Verde, da PF, entra, definitivamente, para o folclore político da Capital depois da decisão da Justiça que lhe restituiu o cargo.

Juarez havia prometido voltar para disputar as eleições deste ano e acabou conseguindo. A Câmara, que teve o processo de cassação questionado por não conceder o pleno direito de defesa a Juarez, vai recorrer.

Operação frustante

Diário Catarinense ; Moacir Pereira ; 11/6/2008

A Operação Moeda Verde retorna ao noticiário político de Santa Catarina com uma diferença. Agora, as rodas giram no sentido contrário. Primeiro, a prorrogação da CPI da Moeda Verde da Câmara Municipal, que o coitado do contribuinte nem sabia que ainda existia. Agora, a decisão da 2ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça, de conceder mandado de segurança ao ex-vereador Juarez Silveira, anulando a sua cassação.

São duas situações distintas. A primeira, política e subordinada a interesses inconfessáveis. Fica evidenciado que os vereadores perderam o precioso tempo, durante meses... para nada. Não obtiveram uma única informação útil para esclarecer as denúncias contidas no inquérito da Polícia Federal. Não ofereceram nenhuma contribuição para evitar os graves desvios de conduta de servidores municipais. E, sobretudo, não sugeriram uma só medida para agilizar as decisões dos órgãos da prefeitura, instrumentando, tecnicamente, os servidores e cuidando do futuro da cidade. De lá para cá, o que se viu? Mais lentidão na análise de processos, mais distanciamento da cidadania e ausência de planejamento, como todos constatam neste trânsito caótico, que liquida com a qualidade de vida da cidade. A pedido do relator da CPI da Moeda Verde, vereador Deglaber Goulart, líder do governo na Câmara, o documento final foi protelado por mais um mês.

Julgamento

Diário Catarinense ; Moacir Pereira ; 11/6/2008

A segunda situação é essencialmente jurídica. E, de técnica, de norma, de formalidade e de processo, eis que os desembargadores não examinaram o mérito da cassação. Vitória dos advogados Nilton José Machado e Guilherme Scharf, que recorreram da decisão da Câmara, nela identificando vícios processuais. Estiveram ausentes o direito de defesa e o princípio do contraditório. A origem do processo não poderia ser um simples ofício do juiz federal, mas alguma representação da casa ou de outro órgão público. E o fundamento legal teria sido violado. A Câmara Municipal baseou-se em uma simples resolução. Quer dizer: pela decisão judicial, agiu de afogadilho, não atentou para os requisitos legais sobre o processo de cassação.

A concessão do mandado de segurança, que resultará na reintegração de Juarez Silveira, não terá reflexos na outra cassação, a do ex-presidente Marcílio Ávila. São processos diferentes. Além disso, Ávila já garantiu o mandato, reassumiu e logo renunciou para proteger direitos políticos. Há dois recursos contra esta nulidade em julgamento no Tribunal de Justiça.

QQuer dizer, aos olhos da população, a Moeda Verde só acumula frustrações

JUJU

Blog Carlos Damião ; 11/6/2008


Dizem as más línguas por aí que Juarez Silveira, caso não tope com qualquer pedra pelo caminho, pode ser o vereador mais votado em Florianópolis na eleição deste ano. Por incrível que pareça, e apesar de toda a carga negativa que ele tem sobre os ombros, Juarez é quirido. Não acreditam? Circulem pela região central e por alguns bairros. E perguntem o que as pessoas comuns acham de tudo isso (Moeda Verde, denúncias de corrupção etc. e tal). Algumas nem sabe do que se trata, quanto mais o que Juarez teve a ver com as histórias todas.

Tuesday, June 10, 2008

SEM EXAME DO MÉRITO

Diarinho (Diário do Litoral) ; Coluna Cesar Valente ; 10/6/2008

Virou modinha: os processos vão, voltam, param, retornam, são extintos ou arquivados e nada de se entrar no mérito das questões. É o melhor dos mundos.

O ex-vereador Juarez Silveira está para ser devolvido à Câmara de Vereadores de Florianópolis, por causa de um carimbo arrevezado ou coisa parecida. Uma tecnicalidade que, distraidamente (ou seria propositalmente?) aqueles que o cassaram deixaram de observar faz com que a coisa volte à estaca zero.

Absolvido? Claro que não. As acusações permanecem intactas. Como não se entrou no mérito, não se discutiu se eram procedentes ou não. Mas ninguém mais, hoje em dia, está procurando provar inocência. Julgamento propriamente dito, com sentença e tudo é coisa em desuso.

Código de Ética da Câmara salva mandato do Juju

Blog A política como ela é ; 10/6/2008

Simples assim: o artigo 17, da Resolução nº 1155 - o Código de Ética da Câmara da Capital - salvou o mandato do vereador Juarez Silveira.

Diz a Resolução [art. 17]:

- Ficam impedidos de votar os parlamentares representados e a Mesa, quando representante do processo, bem como aqueles envolvidos diretamente no ato.

No caso do Juju, a Mesa assinou a representação contra o vereador e seus membros votaram no processo de cassação.

Só por isso a Justiça devolverá o mandato ao Juju.
__________

Na época, a decisão de permitir que a Mesa votasse foi polêmica.

Havia aqueles que se guiavam pelo rito estabelecido no Decreto-Lei 201/67 e outros contrapunham pela aplicação da Resolução 1155/06.

O artigo 5º, VI, do Decreto-Lei 201/67 estabelece o seguinte:

- … Considerar-se-á afastado, definitivamente, do cargo, o denunciado que for declarado pelo voto de dois terços, pelo menos, dos membros da Câmara …

O artigo nº 13 da Resolução 1155/06 prevê outra coisa:

- A aplicação das penalidades de suspensão temporária … e de perda de mandato é competência do Plenário, que deliberará por maioria absoluta de seus membros…

A Câmara de Florianópolis possui 16 vereadores. No primeiro caso, dois terços significam 11 votos. No segundo, maioria absoluta corresponde a 9 votos, metade dos membros mais um.
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O dilema não era shakespereano, mas preocupava todos.

Se fosse aplicado o rito previsto na Resolução 1155, apenas 11 vereadores poderiam votar no processo de cassação. Estariam impedidos cinco vereadores, os 4 membros da Mesa, mais o vereador representado.

Neste caso, se o número de votos necessários à cassação fosse o determinado no Decreto-Lei nº 201/67, todos os 11 vereadores teriam de votar pela cassação.

Uma unanimidade quase impossível de ocorrer. A Câmara jamais cassaria alguém.

Já se prevalecesse a Resolução 1155, bastariam sete votos para a Câmara cassar um vereador e, por conseguinte, também o prefeito.
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O fato é que suas excelências optaram por permitir o voto aos membros da Mesa e fixaram, através da Procuradoria, que bastariam nove votos favoráveis - maioria absoluta dos membros da Casa - para cassar um vereador.

Isto é, foi ignorada a restrição ao voto da Mesa contida no Código de Ética, mas acolhido o número de votos necessários à cassação previsto na mesma Resolução.

Essa dualidade de legislação, com disposições diferentes para o mesmo caso, foi a bóia de salvação do Juju.
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Os advogados dos vereadores cassados sabiam de antemão quais objeções levantar.

A primeira objeção seria com relação ao número de votos necessários à cassação. A defesa queria que prevalecesse os 11 votos do Decreto-Lei 201/67.

A Câmara estabeleceu que bastariam 9, seguindo o que dispunha a Resolução 1155/06.

Essa objeção, porém, foi superada porque a cassação - tanto do Juju, quanto do Marcílio - obteve 11 votos no Plenário. Mas foi um acaso.

Assim, sobrou a questão do voto dos membros da Mesa.
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Juarez Silveira teve a paciência de Jó.

Ao contrário do ex-vereador Marcílio Ávila, que retornou à Câmara por força de uma decisão judicial, mas renunciou desastradamente em seguida, Juju volta para exercer plenamente o mandato.

Como os desembargadores tendem a anular a sessão que cassou-lhe o mandato, tecnicamente a Câmara teria de realizar outra.

Mas as condições políticas são outras. Dificilmente Juju seria cassado outra vez.

O mais provável é que a Câmara recorra da decisão do Tribunal de Justiça. E enquanto a dona Justa não se manifestar novamente, Juarez Silveira continuará exercendo o mandato.
__________

O episódio terá conseqüências eleitorais. Juju conhece o mapa da mina.

Atualmente, o vereador manezinho trabalha adoidadamente pela eleição do deputado César Souza Jr, do Democratas.

Como o eleitor florianopolitano vai reagir ao apoio do Juju ao jovem e "renovador" deputado? E quem o vereador vai apoiar num eventual segundo turno entre PP e PMDB?

Se a eleição de Florianópolis já era complicada, ficou ainda mais.

Sem falar de alguns edis, que vão passar maus bocados com a volta à ribalta do Juju.

Saturday, June 07, 2008

Moeda Verde

Diário Catarinense ; João Cavallazzi ; 7/6/2008

Caso o Tribunal de Justiça (TJ) confirme a anulação da cassação do mandato do ex-vereador Juarez Silveira (sem partido) e o reconduza ao cargo, a Câmara de Vereadores vai iniciar um novo processo por quebra de decoro parlamentar.

A afirmação é do procurador-chefe do Poder Legislativo municipal, Roberto Polli. De acordo com ele, "em dois meses" a Conselho de Ética e Decoro Parlamentar deve apresentar novo relatório sugerindo a perda do mandato de Juarez.

Polli contesta o entendimento dos desembargadores Cid Goulart e César Abreu, membros da Segunda Câmara de Direito Público do TJ, que, na semana passada, votaram pela anulação da cassação de Juarez argumentando, entre outros pontos, que a Câmara agiu de forma irregular ao abrir o processo de cassação sem formalizá-lo a partir de representação firmada por sua Mesa Diretora ou por partido político.

Além disso, os magistrados consideraram que quatro vereadores que faziam parte da Mesa Diretora não poderiam ter votado na sessão que definiu a cassação do vereador, como aconteceu.

O procurador-chefe da Câmara não escondeu a surpresa com a reviravolta do julgamento, já que, antes da sessão de terça-feira, Abreu e o relator, Orli Rodrigues, já haviam votado contra a anulação da cassação do vereador.

No entanto, quando apresentou seu voto, o desembargador Goulart foi seguido por Abreu, que reconsiderou sua posição. O placar, que até então era de dois a zero contra Juarez, passou a ser de dois a um a seu favor.

Rodrigues pediu revista do processo e deve apresentar seu voto-vista na próxima terça-feira, quando o julgamento será encerrado. Caso o relator mantenha seu posicionamento contrário à anulação da cassação, Juarez volta à Câmara de Vereadores tão logo as partes e o MP sejam notificados da decisão.

Acusado espera encerrar seu quinto mandato

A única hipótese de o ex-vereador ser mantido afastado do cargo será se o relator conseguir convencer os outros dois desembargadores a mudarem seus votos, o que é considerado remoto, embora não impossível.

Juarez e Marcílio Ávila perderam os mandatos sob acusação de envolvimento na Operação Moeda Verde, da Polícia Federal (PF), que investigou supostas irregularidades na concessão de licenças ambientais na Capital. Ambos negam as acusações.

Ontem, Juarez afirmou que não pensa em renunciar ao cargo para manter os direitos políticos caso o TJ confirme seu retorno. O ex-vereador disse que "em respeito à Justiça" não vai comentar o processo antes do julgamento final, mas adiantou que, na hipótese de retomar o assento na Câmara, vai enfrentar um eventual novo processo de cassação e encerrar seu quinto mandato.

Friday, June 06, 2008

Opinião

Coluna Paulo Alceu ; 6/6/2008

Sobram críticas ao possível retorno do ex-vereador Juarez Silveira à Câmara em Florianópolis depois de cassado e preso na Operação Moeda Verde. O Tribunal de Justiça está aí para apurar o que é de direito. Se houve desvio legal da Câmara, não se trata aqui de impunidade, mas de ser estabelecida a lei distanciada da comoção pública. Caberá a Procuradoria da Câmara se pronunciar, caso confirmado o retorno, defendendo o que considerou correto na sessão que cassou o mandato de Silveira. A Justiça está cumprindo com o seu papel e Silveira buscando seus direitos.

Posição

“Não vou mexer uma palha. Nós fizemos a nossa parte com celeridade, seriedade e dentro das normas legais. Isso é uma situação da Justiça comum. Quem depois vai avaliar é a população,” adiantou o vereador Aurélio Valente, presidente da Comissão de Ética quando das cassações de Marcílio Ávila e Juarez Silveira.

Thursday, May 15, 2008

Moeda Verde vai aquecer inverno antecipado

Blog “A política como ela é” ; 12/5/2008

A CPI da Moeda Verde terá uma semana quente.

Terça-feira estão marcados os depoimentos de Carlos Amastha e Adir Gentil. Na quarta, Marcílio Ávila e Renato de Souza e a mulher de Adir, Maria Eduvirgem Cardoso Gentil.
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Maria Gentil é funcionária de carreira do Legislativo manezinho, mas desde o estouro do escândalo está licenciada para tratamento de saúde.

Além disso, o casal migrou de mala e cuia para o Centro-Oeste.

Ela enviou um atestado à Câmara dizendo que encontra-se internada em Palmas. Porém, as notícias que circulam na Casa do Povo dão conta que estaria prestando serviço [ilegalmente] à Procuradoria-Geral do Tocantins.

A Procuradoria da Casa foi acionada e dona Maria Gentil, no futuro, pode vir depor sob vara.

À época da guerra dos shoppings, ela era Procuradora-Geral de Florianópolis, cargo que teria usado para facilitar a vida de Amastha e complicar a do empreendedor rival, Paulo Cezar.

E, santa coincidência, o marido foi para Tocantins cuidar da implantação de um shopping em Palmas, de Carlos Amastha.
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Adir Gentil caiu nas garras da PF no episódio da suposta "doação" de R$ 500 mil de Fernando Marcondes de Matos ao então candidato a deputado federal Djalma Berger.

Adir teria acompanhado Dilmo Berger até o Costão do Santinho para botar a mão na bufunfa.

O dinheiro, segundo apurou a delegada Julia Vergara, além de contribuição de campanha via caixa-dois, foi dado como pagamento antecipado ao prefeito Dário Berger pela autoria da Lei da Hotelaria, que concedeu incentivos fiscais retroativos a 2001 aos hoteleiros da capital, beneficiando diretamente Marcondes.
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Renato Joceli já foi convocado e também justificou a ausência por motivo de saúde.

Reconvocado, seu depoimento está cercado de curiosidade. Era o secretário da SUSP, cargo que ocupou por indicação do cunhado, o ex-vereador Juarez Silveira. Renato também foi diretor administrativo da Câmara.

Sabe de coisas. Se acuado, pode reagir.

O cunhado deve assistir ao vivo. Em outras oportunidades, Juju acompanhou depoimentos e chegou a causar frisson ao apontar o dedo para um vereador acusando-o de receber "mensalinho".
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Carlos Amastha não deverá faltar. Indiciado pela PF, foi o responsável direto pela cassação de Marcílio Ávila.

O empreendedor usou o ex-vereador, então Presidente da Câmara, como um office-boy de luxo [royalties para o Juarez] na concessão antecipada do habite-se do Floripa Shopping.

Para expiar sua culpa não poupou dinheiro. Comprou páginas e páginas dos diários catarinas para defender o mandalete, sem sucesso.

O depoimento de Amastha, porém, pode se tornar explosivo. Ele doou, pessoalmente ou através de empresas ligadas a si, recursos para campanhas de boa parte dos vereadores manezinhos.

Marcílio, Ângela Albino e Acácio Garibaldi declararam as doações. Outros não.

Nos corredores da Câmara comenta-se entre sussurros que existem duas listas de doações não declaradas à Justiça Eleitoral, a do Amastha [que teria sido revelada ao jornalista Paulo Alceu] e a do Paulo Cézar, esta nas mãos do Juju.
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O ex-vereador Marcílio Ávila também deve depor. Apesar dos direitos políticos cassados, ele atualmente preside o PSB ilhéu, partido dirigido no estado pelo deputado Djalma Berger.

Marcílio foi cassado por causa da Moeda Verde, mas sua principal obra não foi o habite-se do Floripa Shopping.

No última noite de sessões do seu mandato de Presidente, em duas votações consecutivas, ambas extraordinárias, conseguiu, jogando em parceria com o Juju, a aprovação da Lei da Hotelaria.

Em troca dessa lei, o ex-vereador ganhou de Marcondes de Matos a indicação para a presidência da Santur, cargo do qual o ex-vereador só imaginava sair para concorrer a prefeito da Capital, pelo PMDB, contra Dário Berger.

Cassado Marcílio, Dário foi para o PMDB e de quebra levou o ex-futuro rival para um partido da base re-eleitoral.
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Nos bastidores da CPI se fala na convocação do prefeito Dário Berger.

Obviamente o alcaide deve ser ouvido, porém não podem ficar de fora o Juju, o Marcondes e o Paulo Cezar.

Seria uma injustiça!
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E, na sombra desses acontecimentos, com cinco assinaturas [Aurélio Valente, Ângela Albino, Dalmo Menezes, Guilherme Grillo e Xandi Fontes], dormita um pedido de CPI exclusiva para a Lei da Hotelaria.

Mas, como essa lei foi aprovada pela unanimidade dos presentes [retiraram-se da sessão Gean Loureiro e Xandi Fontes], agora outros vereadores não querem - ou não podem - assinar.

A cidade está de olho.

Friday, May 02, 2008

Um ano depois

Blog Carlos Damião ; 2/5/2008

O maior escândalo da história política e empresarial de Santa Catarina completa amanhã um ano. A Operação Moeda Verde, desencadeada naquela manhã cinzenta de 3 de maio, prendeu vários amigos do rei, entre empresários peso-pesados, vereadores, secretários municipais, funcionários públicos estaduais e municipais, todos eles acusados de envolvimento com negociatas (*) referentes a licenças ambientais. Mais de 50 foram indiciados em outubro pela Polícia Federal, inclusive o prefeito Dário Berger – que depois conseguiu, na Justiça, retirar seu nome da lista (prefeitos têm direito a foro especial).

Exceto pelas cassações dos vereadores Juarez Silveira e Marcílio Ávila, de lá para cá não houve mais conseqüências. O juiz federal que determinou as prisões, Zenildo Bodnar, foi transferido para uma unidade da Justiça no interior do Estado e o inquérito continua tramitando internamente.

Ficou uma grande lição. A de que, em definitivo, ninguém pode tudo em Florianópolis. Embora, como se sabe, muitos continuam achando que estão acima das leis, do plano diretor e da Justiça. Desse perigo ainda não nos livramos. Ainda há muito que melhorar na capital catarinense, e não apenas no plano político.

Saturday, April 19, 2008

FALTOU ASSESSORIA!

Diarinho (diário do Litoral) ; Cesar Valente ; 19/4/2008

Na coluna de ontem mostrei a foto de um pessoal que quer salvar a “Trilha da Tainha”, que está ameaçada por um empreendimento imobiliário na praia do Santinho e comentei sobre a novela do Bar do seu Chico (foto acima), que está para ser demolido. Um leitor, que se assina Schneider, enviou duas sugestões extremamente oportunas e muito bem pensadas:

“Trilha da Tainha e Bar do Chico não são temas para leigos como nós. Devemos consultar pessoas adequadas como, por exemplo, o Marcondes de Mattos – presidente do Conselho Estadual de Turismo. Um empreendedor que sempre superou essas “adversidades”, deve ter boas soluções. Bagagem não lhe falta.

Sem uma assessoria eficiente Seu Chico não irá resolver esse problema. Deveria buscar auxílio dos ex-vereadores Juarez Silveira e Marcílio D’Ávila. São experts no trato da relação empreendimento-ambiente e contam com uma respeitável carteira de clientes satisfeitos.”

Wednesday, March 26, 2008

DECISÃO

Diário Catarinense ; Roberto Azevedo ; 26/3/2008

Derrubada a indisponibilidade de bens do ex-vereador Juarez Silveira, de Florianópolis, no processo que analisa suposta acumulação indevida de cargos - vereador e diretor da Codesc. A decisão foi tomada pela primeira Câmara de Direito Público, do Tribunal de Justiça, que acatou recurso contra a medida tomada pelo então juiz da Vara dos Feitos da Fazenda Pública da Capital, Domingos Paludo, atendendo a pedido do Ministério Público.

Thursday, March 13, 2008

DETALHE

Coluna Paulo Alceu ; 14/3/2008

A assessoria do Tribunal Regional Federal da 4ª Região de Porto Alegre informa que os carros, detidos na Operação Moeda Verde, foram liberados para o ex-vereador Juarez Silveira da condição de depositário fiel. Ou seja, terá que preservar os bens sem poder vendê-los. Existe, esclarecem, a possibilidade de serem requisitados pela Justiça. A liberação se deu para evitar o desgaste e deteriorização.

TÁ LIBERADO

Diarinho (Diário do Litoral) ; Cesar Valente ; 14/3/2008

Li no blog do Paulo Alceu que os advogados do ex-vereador Juarez Silveira conseguiram, no Tribunal Regional Federal, a liberação dos carrões que estavam apreendidos na PF.
Aos poucos restaura-se a normalidade nesta ilha dos casos e ocasos raros. Embora para restaurar a moralidade ainda falte muito.

Tuesday, February 19, 2008

Ex-vereador

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 19/2/2008

Juarez Silveira, conhecido pela língua, agora sem mandato, sem emprego e sem os amigos "importantes" de antes, virou, de novo, atração na cidade. Onde chega, rouba a cena. Só ele fala. Mal de todo mundo. Juju tá se vingando de todos à moda antiga. Fofoca ao pé do ouvido, de boca em boca. Na Ilha, segundo o saudoso Alcides Ferreira, era um meio de comunicação mais eficiente do que o rádio e o jornal.
Mas já tem gente querendo processá-lo.

Monday, January 28, 2008

Saturday, January 26, 2008

AMIZADES

A Notícia ; Raul Sartori ; 26/1/2008

Ambos cassados por corrupção, os ex-vereadores florianopolitanos Juarez Silveira e Marcílio Ávila estão descobrindo agora o que é nunca terem tido amigos verdadeiros. Amigos sempre tiveram, e muitos. Interesseiros.

Saturday, January 05, 2008

Jornal "O Estado" ; 4/1/2008

Thursday, December 20, 2007

Encontro

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 20/12/2007


No casamento do advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, o ex-vereador e ex-dono da cidade Juarez Silveira, com o advogado Péricles Prade, que confessou essa semana que o Samuca, da factoring, está sem dinheiro, quebrado e que é um homem pobre, jogando água no chope deste final de ano de muita gente.

Wednesday, December 19, 2007

Depoimento vira bate-boca na Capital

Diário Catarinense ; 19/12/2007

Terminou em bate-boca o depoimento do secretário de Turismo de Florianópolis, Mário Cavallazzi, na CPI da Moeda Verde da Câmara da Capital, ontem.

A confusão começou logo depois de encerrar a sessão, quando o ex-vereador Juarez Silveira, que acompanhava o depoimento da galeria, começou a discutir com Cavallazzi em voz alta. Irritado por ter sido chamado de "falador" e "desonesto", Juarez passou a interpelar o secretário com o dedo em riste.

A segurança da Câmara chegou a ser chamada, mas não precisou intervir - apenas acompanhar o secretário na saída. Cassado por suposto envolvimento nas irregularidades investigadas pela Operação Moeda Verde, o ex-vereador fez inúmeras acusações contra Cavallazzi.

Juarez voltou a pedir ao presidente da CPI, Jaime Tonello, que o convoque para depoimento. Ex-líder do governo Dário Berger, o ex-vereador voltou a insistir em uma acareação com o prefeito.

Tonello criticou o depoimento de Cavallazzi e disse que o secretário de Turismo foi "debochado", "irônico" e "desrespeitoso" para com os vereadores.

Tuesday, November 27, 2007

A hora dos corruptores na CPI da Moeda Verde

Blog do Vieirão ; 26/11/2007

[À esquerda, vereador Jair Miotto, que pediu afastamento definitivo da CPI; o presidente Jaime Tonello; no centro, Hélio Chevarria e seu advogado, impecáveis na roupa e nas palavras, ladeados por dois servidores da Casa; e, à direita, de costas, o relator da CPI, Deglaber Goulart]
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Se há corruptos, há corruptores.

Se nas instituições - Executivo, Legislativo e Judiciário - têm corruptos, na sociedade civil estão seus correspondentes. É o lógico, o real, o inquestionável.

Ontem, o outro lado da moeda veio depor na CPI.

Foi a sessão mais íntima e constrangedora. Quem assistiu [ou verá sua repetição na TV Câmara], não vai esquecer jamais.

O vereador Jair Miotto desabafou com funcionários do Legislativo:

- Quem viu não pode mais ter dúvida de como funcionam as coisas em Florianópolis.
__________

Hélio Chevarria, diretor do grupo Habitasul, de Porto Alegre, respondeu todas as perguntas dos vereadores.

Sobre um terreno em Jurerê Internacional, supostamente de interesse de Dário Berger, disse o seguinte:

- O prefeito tinha problemas com a casa dos Ingleses. Uma das alternativas seria construir uma casa em Jurerê. Estava procurando um terreno.
_________

As conversas de Chevarria com Juarez Silveira e Péricles Druck, presidente do Grupo Habitasul, gravadas pela PF, são assim:

Em 06/09/2006, às 21:19:

JUAREZ: - … tô aqui em Ingleses com o Prefeito, eu até te liguei mais cedo, mas tu não atendesse, do telefone que eu te liguei. O Dário, amanhã, eu marquei com o Paulo Cordeiro, pra ir comer uma paletinha lá na casa do Paulo Cordeiro, entendeu, na hora que ele sair desse compromisso, ele e a Rose, e depois eu queria mostrar o loteamento, entendesse, os mapas, os terrenos, e tal! Entendeu? Aí depois a gente conversa.
HÉLIO: - Tá, amanhã uma hora?

Às 21:46 do mesmo dia:

HÉLIO: - Juarez, o Péricles Druck disse pra tu passar aqui, ó! Ele tá te esperando! Na casa dele! Vem aqui.
JUAREZ: - Deixa eu falar com o Dário aqui, então, tá?
HÉLIO: - Vem, passa aqui! Coisinha rápida! Só pra dar uma combinada aqui! Ligeirinho! Tá? Vem aqui, vem aqui! Tô te esperando!

No dia seguinte, 07/09/2006, às 16:10:

HÉLIO: - Não, é o seguinte: o Juarez tá ali com o Prefeito, na… casa do Paulo, tá?
PÉRICLES: - Eles tão ali com o Cordeiro, ele já me ligou antes e tal!
HÉLIO: - Isso, então ele disse que daqui meia-hora eles vão ta… eles queriam ir aí na… na sua casa pra… pra ir ali ver o Amoraeville daí!
PÉRICLES: - Então? E tu vem pra cá?
HÉLIO: - É, então eu vou pra aí! Tá?
PÉRICLES: - Então eu tô te esperando aqui!
HÉLIO: - Então daqui meia hora eu tô aí e eles vão também, tá?!

Às 16:12:

HÉLIO: - Ô Juarez, então tá! Daqui meia-hora na casa do Péricles! Tá bom?
JUAREZ: - Tá bom. Falou, fechou!
_________

Perguntado se Dário Berger possuía terreno em Jurerê, Chevarria respondeu:

- Dário não adquiriu terreno.

Se a Habitasul tinha ajudado financeiramente a campanha de Dário:

- Não.
_________

Afinal, o que tem a ver terrenos em Jurerê e dinheiro para campanhas políticas?

É que a Habitasul é pródiga em doar terrenos e dinheiro em troca de favores de membros das instituições do Estado.

Rubens Bazzo e Odilon Furtado, da SUSP, e José da Rocha, do Ipuf, foram indiciados por causa de terrenos em Jurerê. No caso do Bazzo e do Rocha, receberam terrenos como contraprestação decorrente de contrato de consultoria.

Os servidores elaboravam o projeto de manhã e à tarde aprovavam-no na Susp e no Ipuf.

Sobre a contratação ilegal de funcionários públicos, Chevarria justificou:

- O Bazzo e o Rocha são dois profissionais que conhecem tudo de Florianópolis.

O fato de serem responsáveis pela aprovação de projetos de interesse da Habitasul é só uma coincidência!
_______

Sobre dinheiro para campanhas:

- Ajudamos quem procura. Todos.

O Tribunal Regional Eleitoral registra doações da Habitasul para dois políticos manezinhos: Juarez Silveira e Sérgio Grando.

- Nós contribuímos porque eles nos ajudam.
________

Sobre o Juarez Silveira, Chevarria disse com sinceridade, aliás característica de seu depoimento:

- Sabe como é o jeito do Juarez, sempre ajudando todo mundo. Depois ele pedia ajuda pra nós.

Thursday, November 08, 2007

Como era Verde o meu relógio....

Coluna Cesar Valente ; 8/11/2007

Sei que alguns de vocês não agüentam mais ouvir falar na tal Operação Moeda Verde, mas tem outros que vivem pedindo pra ler mais alguma coisinha do relatório. Principalmente aqueles trechos onde as autoridades conversam e trocam confidências.

Vou atender hoje ao pedido dos curiosos e depois deixarei algum tempo os arquivos fechados, para tratar de outros assuntos que também requerem a nossa atenção e são tão escabrosos quanto.

O GRANDE AMIGO

Um dos destaques do relatório da Moeda Verde, sem dúvida, é a emocionada amizade que une o empresário Paulo Cézar Maciel e o ex-vereador Juarez Silveira.

O Paulo Cézar, pra quem não conhece, é o “sócio local do empreendimento atualmente denominado SHOPPING IGUATEMI e proprietário de diversas outras empresas (a exemplo da Santa Fé Veículos, Florence Veículos, Construtora Santa Fé e Engec)”.

O shopping está na mira da Polícia Federal pelo menos desde 11 de novembro de 2004, quando foi instaurado o “Inquérito Policial n.º0919/2004 (autuado na Subseção Judiciária de Florianópolis sob o n.º 2004.72.00.018234-5)”.

O motivo, já naquela época, era “a possível ocorrência de crime imputado a servidores da Secretaria Municipal de Urbanismo e Serviços Público de Florianópolis, do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis/SC, da Fundação do Meio Ambiente-FATMA, demais órgão, servidores e pessoas físicas/jurídicas envolvidas, tendo em vista a ocorrência de informações falsas ou enganosas, omissão de verdade, sonegação de informações e dados técnicos-científicos em procedimento de autorização ou licenciamento ambiental, concessão de licenças e autorizações em desacordo com as normas ambientais para atividades, obras ou serviços, cuja realização depende de ato autorizativo do poder público”.

Ou seja, desde 2004 já se suspeitava de procedimentos semelhantes àqueles descritos depois, com novos detalhes, na Operação Moeda Verde.

“PEGAS MEU RELÓGIO?”

Nada comprova melhor uma boa relação de amizade do que esses pequenos favores que só a amigos se pode pedir. Por exemplo, pegar o relógio que está no conserto. Os maledicentes arregalarão os olhos quando virem que o relógio era um Bvlgari (não existe relógio popular desta marca) e que o conserto (um simples polimento) custaria a bagatela de R$ 900,00.

Abaixo, os principais trechos:
“Às 14:52, Lina da Bulgari liga para Juarez, dizendo que seu relógio chegou. Juarez vai mandar Paulo Cezar ir buscar o relógio. Disse que já mandou um outro Bulgari mês passado pra ela. É a loja da Bulgari na Rua Hadock Lobo, 1626, em São Paulo. Juarez diz que vai ligar para ver se Paulo Cezar pode buscar. O preço do serviço de polimento saiu em R$ 900,00. Às 15:21, Paulo Cezar liga para Juarez Silveira, possivelmente retornando ligação deste, e este pergunta se Paulo Cezar está em São Paulo. Paulo Cezar responde que está e Juarez, então, pede um favor, dizendo para buscar seu relógio na Bulgari.

“Eu tenho um relógio lá para pegar, eu ia dar o telefone da moça e tu ias pagar novecentos reais e trazer a nota do meu relógio, que eu deixei lá, entendesse?”. (...)

Juarez dá o endereço e diz que é a relojoaria Bulgari, aquela loja bonita, de relógio e completa: “Eu sou chique. É, eu sou chique, querido!” Juarez pergunta “o que comprasse pra nós, aí, algum conversível?”. Paulo Cezar responde que não e que está tudo a mesma coisa no salão. Juarez diz, então: “eu vou vender o meu pra ti depois”, possivelmente referindo-se ao seu Mercedes conversível.

Às 15:25, Juarez liga novamente para Bulgari, avisando que Paulo Cezar Maciel da Silva passará para pegar o relógio e o descreve como sendo “o futuro dono do Shopping Iguatemi aqui de Florianópolis! Tá?” Diz que ele não tem “aquele documento de vocês” para pegar o relógio. A atendente diz que não tem problema e pergunta se está em nome de Juarez mesmo. Ele responde que sim, no nome de Juarez Silveira e “quem levou aí foi um diretor da Rede Manchete, que era da Globo e tá na Manchete!” Juarez diz que deixou há uns quarenta ou cinqüenta dias. A atendente, de nome Bruna, acha a ordem de serviço do relógio dizendo que “Tá aqui!” Juarez passa o telefone de Paulo Cezar para passarem o endereço para ele e já diz para vender um relógio para ele, que ele gosta de relógio.”

JUAREZ? QUE JUAREZ?

O ato mais surpreendente e elucidativo da relação igualmente próxima entre a prefeitura municipal e o shopping Iguatemi e a Habitasul (empreendedor do Jurerê Internacional), é a viagem de uma comitiva de notáveis a Porto Alegre, para pedir, a um desembargador, a suspensão do embargo das obras.

No final de julho de 2006 desembarcam em Porto Alegre o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, o secretário de Turismo, Mário Cavallazzi, o então líder do governo na Câmara, Juarez Silveira e o procurador do município, Jaime de Souza.

No depoimento à Polícia Federal, em 26 de junho de 2007, o prefeito Dário explicou o que foram fazer e, curiosamente, diz que não sabe, ou não lembra, de como é que o Juarez foi aparecer lá!

Transcrevo a íntegra do depoimento, para que vocês não pensem que eu estou inventando coisas (só os destaques, em negrito, são meus):
“QUE sobre a viagem a Porto Alegre em julho de 2006, para ida até o TRF, para tratar sobre a paralisação das obras do SHOPPING SANTA MÔNICA e do sistema viário da região, acredita que a idéia tenha partido do Procurador Geral do Município JAIME DE SOUZA; QUE acredita ter comentado com JAIME sobre sua preocupação quanto às obras do sistema viário, tendo possivelmente recebido ofício da Associação de moradores do bairro Santa Mônica sobre a movimentação de terras e obras paradas; QUE participaram da viagem o declarante, Dr. JAIME, MÁRIO CAVALAZZI e o Vereador JUAREZ SILVEIRA; QUE o declarante se recorda de ter indagado ao Dr. JAIME se não era importante sua ida; QUE com relação à participação de MÁRIO CAVALAZZI, esclarece que foi convidado pelo declarante por entender que havia interesse relacionado ao turismo e desenvolvimento econômico, e, ainda, porque CAVALAZZI geralmente acompanha o declarante em suas viagens por ser muito experiente; QUE quanto a JUAREZ SILVEIRA, não se recorda de ter convidado o mesmo para a viagem, não sabendo bem de que forma ele passou a integrar o grupo que viajou para Porto Alegre; QUE a viagem do declarante, Dr. JAIME e MÁRIO CAVALAZZI foi custeada pela Prefeitura, que arcou com passagens e diária, por se tratar de viagem oficial; QUE não sabe informar quem custeou a viagem de JUAREZ SILVEIRA, mas certamente não foi a Prefeitura; QUE o objetivo da viagem foi conversar com o Desembargador LIPPMANN, relator do processo junto ao TRF da 4ª Região, tendo o declarante se manifestado unicamente quanto à situação do sistema viário; QUE o declarante e Dr. JAIME também falaram com outro Desembargador, um catarinense, isto por sugestão do Desembargador LIPPMANN; QUE ao que tem conhecimento, não houve contato anterior à viagem com advogados do SHOPPING SANTA MÔNICA ou com o empreendedor PAULO CÉZAR MACIEL; QUE a comitiva chegou a Porto Alegre próximo ao meio-dia, tendo um dos integrantes, não se recordando quem, sugerido que fossem à empresa HABITASUL; QUE acredita que tenham ido de táxi, acreditando que JUAREZ SILVEIRA soubesse o endereço da HABITASUL; QUE Dr. JAIME DE SOUZA entendeu interessante fazer um contato com os advogados da HABITASUL para se informar se os Desembargadores costumavam receber partes ou advogados; QUE não houve o prévio agendamento com o Desembargador; QUE após a interferência do advogado, o declarante se manifesta no sentido de que Dr. JAIME agendou a visita; QUE sendo indagado sobre o motivo pelo qual seria necessário então o contato com os advogados da HABITASUL, respondeu que “houve esse encontro”; QUE não se recorda de ter havido carro da HABITASUL à disposição dos integrantes da comitiva quando da chegada ao aeroporto em Porto Alegre; QUE o declarante não fez nenhum contato com PAULO CÉZAR MACIEL quando a comitiva estava em Porto Alegre, não sabendo se outro integrante o fez; QUE gostaria de registrar que o Desembargador foi simpático, mas não atendeu ao pleito da comitiva.”
Se eu fosse um sujeito intrigante, também transcreveria o depoimento do Juarez, onde ele diz que não esteve na Habitasul com a comitiva: foi lá sozinho, porque sempre que vai a Porto Alegre visita o Dr. Druck. Mas deixa quieto, que, para bom entendedor, já tem palavras sobrando.

Friday, November 02, 2007

Como era verde a minha moeda ... (2)

Coluna Cesar Valente ; 2/11/2007

C
ontinuamos nossa aventura naquela simpática Ilha no Sul do mundo, também conhecida como Ilha da Fantasia. Ali viviam (vivem?) seres mágicos, que faziam com naturalidade coisas que a maioria dos mortais jamais conseguiria. Desobedecer sem remorso às leis que deveriam proteger as belezas da Ilha, por exemplo.

Até que um dia, preocupadas com o azinhavre que estava esverdeando as moedas da Ilha, as fadinhas Pof, Mip e Juf prepararam uma poção mágica que lhes permitiu ver e ouvir o que aqueles seres estranhos estavam fazendo e, principalmente, como faziam.

O pergaminho onde redigiram o relatório do que viram e ouviram, secretíssimo, está guardado a sete chaves embaixo da velha figueira da praça. Mas o DIARINHO, que não é fraco e que também faz das suas, conseguiu receber, num passe de mágica, o ectoplasma do pergaminho. E tudo o que vocês leram ontem e lerão nesta coluna, foi retirado de lá. Shazam!

Ontem contei a história do Monnaie, político e mágico. Mas, é claro, as mágicas dele só são possíveis porque, do outro lado da linha, está um tipo diferente de criatura, um empresário-mágico, que fornece o alimento, a condução e o estímulo para que Monnaie e todos da sua estirpe possam fazer o que fazem.

Sem um, o outro se atrapalha e pode até ficar sem ação. Embora estudos feitos há séculos, naquela mesma academia onde o Harry Potter estuda, tenham demonstrado que essas raças de mágicos, agrupados pelo nome científico de Corruptae corruptalis, são imortais. Podem até hibernar por um tempo nas cavernas, com ou sem grades, mas não morrem.

UMA PEDRINHA NO CAMINHO
A fadinha Pof, com sua visão privilegiada, descobriu que um desses seres, que chamaremos aqui de Dr. Presto Cuore, moveu literalmente céus e terras para ocupar, com o campinho de cricket do seu castelinho, uma área que as leis e decretos reais da Ilha da Magia disseram que deveria ser preservada, para que a Ilha não perdesse sua fantasia.

Claro, se o grande atrativo da região é a sua natureza exuberante e suas paisagens à beira-mar, permitir sua destruição é matar a galinha dos ovos de ouro. Este deveria ser um conceito que os empresários-mágicos, que lidam com moedas e moedinhas, entendessem com facilidade. Mas não é o que acontece.

Pois o Dr. Presto Cuore queria ocupar justamente uma dessas áreas que deveriam ficar intocadas, ali no bairro de Tangolá. E, no meio do caminho, tinha uma pedra. Uma linda pedra cuidadosamente esculpida pela bruxa Gaia, que levou nisso uns bons mil séculos.

A proposta era de explodir a pedra, que atrapalhava os planos de instalar o campinho de cricket e algumas outras benfeitorias do castelo.

Ao longo de 24 páginas, o pergaminho escrito pela fadinha Pof conta as idas e vindas, nas entranhas da edilidade, desenhando um complexo e feioso jogo de (más) influências.

Uma “naba”, como disse um dos duendes, em seu linguajar estranho: o projeto era totalmente, integralmente, profundamente e irremediavelmente proibido por tudo quanto era regulamento. Mas, porque Dr. Presto Cuore era amigo, irmão, “gente nossa”, todos se esforçaram ao máximo para fabricar uma permissão para explodir a pedrinha.

A altura tantas, a fadinha Pof ouviu, na sua bola de cristal, a seguinte conversa, cheia de códigos:
“Little John: (...) o problema é o seguinte, ali é uma APP. APP, tu não pode fazer absolutamente nada. Eu posso até liberar, mas o IBAMA cancela. Vai ser tipo aquele do irmão do intendente, que nós liberamos aqui na...

Lompa: Tá, mas libera na tua parte e deixa ele, deixa ele se entender com o IBAMA, pô. Me ajuda aí, querido.”
Passada a novela da casinha, o mesmo Dr. Presto Cuore embarca em outra missão, não menos complicada, que vai exigir igual dedicação de todos os envolvidos: construir um sanatório em área de mangue. Parece que ele tem uma certa ojeriza por empreendimento fáceis, em locais permitidos.

VAI CINQUINHO AÍ?
O Monnaie, cuja história contei ontem, era amigo, mas amigo de verdade, praticamente irmão, de gente muito generosa. Empresários-mágicos, que sabiam como abrir portas, gavetas e modificar planos diretores, usando apenas a força de suas palavras cabalísticas e o poder das moedas verdes.

Os duendes públicos/políticos sabiam que, se precisassem, para a festinha no seu condomínio, sortear de brinde estadias no hotel Grandão e no hotel Azulzinho, poderiam contar com os empresários que, além de donos dos hotéis, tinham outros empreendimentos imobiliários, todos dependentes de éditos, proclamas e permissões.

Monnaie mesmo, vivia se queixando que estava “duro” (expressão celta que significa “me dá um dinheiro aí”). E não raro, seus interlocutores/empresários, sugeriam aliviar suas dores, com palavras mágicas de efeito balsâmico: “passa aqui que eu resolvo teu caso”.

E ninguém tem qualquer preconceito quanto a valores. Tanto pode ser um carro, um apartamento, um terreno, milhares de reais, ou coisa pouca, como se lê em outro trecho do pergaminho da fadinha Pof:
“Mr. Padamama recorda agora que, em uma oportunidade em que Monnaie esteve na República Oriental, acabou por mandar depositar uma quantia próxima a R$ 5.000,00 em favor dele e a título de empréstimo, não sabendo dizer se Monnaie restituiu tais valores, uma vez que tal dívida ficou a cargo de seu funcionário, responsável pela parte financeira, Bellini;”
CICERONE DE LUXO
É fundamental, para o bom andamento do metabolismo de todos os seres da família Corruptae corruptalis, que as duas faces da mesma moeda estejam em contato. Por isto, é interessante ler o que consta do pergaminho sobre essa arte milenar de ciceronear:
“Pode-se constatar que Monnaie serviu ao intendente como uma espécie de ‘cicerone’, ao ter aceitado convite para ser líder do governo junto à comuna da Ilha. Monnaie, ao que se pôde depreender, apresentou o intendente ao empresariado da Ilha da Fantasia, tendo em vista sua antigüidade na comuna.”
Estes serviços, como parece lógico, não são gratuitos. A arte de ciceronear um intendente no interior das mágicas florestas empresariais é valorizada tanto de um lado, quanto de outro. Como a fadinha Pof registra:
“Monnaie, em arquivo bruxólico apreendido no escritório da Moranorte em Pequena Boca D’Água Global, é listado como recebedor de benefícios financeiros. Consta na planilha denominada “PAGAMENTOS EFETUADOS NO PERÍODO 01/08/2004 –18/07/2005 – MEI” o pagamento de R$ 40.000,00 para Monnaie.”
Dona de um hotel no aprazível vilarejo de Relvado, nos Alpes Andinos, a empresa-mágica, dona do Pequena Boca D’Água Global, abre suas portas generosamente para Monnaie e seus convidados, sempre que ele precisa. Naturalmente, não pede nada em troca. Apenas mantém o relacionamento, entre os dois lados da mesma moeda, devidamente azeitados.

Nós todos, que penamos para conseguir pagar as férias, ficamos com muita inveja de quem pode, por pura mágica, conseguir, sem qualquer desembolso, o que pedem estes cabogramas interceptados pelas fadinhas:
“Enviada em: 30 de agosto de 2006 11:08
Para: encarregada@pbdg.com.br
Cc: ‘Hehe (E-mail)’
Assunto: RES: reservas Monnaie
E, liga para a Cy e confirme. Tens o fone.
O faturamento é corporativa para Moranorte Pequena Boca D’Água.
tks Leonardo
-----Mensagem original-----
Enviada em: 30 de agosto de 2006 11:02
Para: encarregada@pbdg.com.br
Assunto: RES: reservas Monnaie
Prezada , Confirmo solicitação:
Período: 07 á 10/09/06
03 Luxo Casal + 01 Luxo Single
Período : 02 á 10/09/06
02 Suíte Royal
Aguardo Ok. Recebimento.
Atenciosamente,
Lara - Central de Reservas
Hotel Rock Mountain & Resort”
E o pior é que o que vimos, ontem e hoje, representa apenas uma mínima parte, da enorme área exposta do iceberg. Se levarmos em conta que, além disso, tem uma área ainda maior submersa...

Thursday, November 01, 2007

Como era verde a minha moeda ...

Coluna Cesar Valente ; 1/11/2007

E
ra uma vez uma Ilha no Sul do mundo, também conhecida como Ilha da Fantasia. Ali viviam seres mágicos, que faziam com naturalidade coisas que a maioria dos mortais jamais conseguiria. Multiplicar dinheiro e bens sem ter que trabalhar muito, por exemplo.

Até que um dia, preocupada com o azinhavre que estava esverdeando as moedas da Ilha, a fada-madrinha Pof, ajudada pela outras fadas do bosque, a Mip e a Juf, prepararam uma poção mágica que lhes permitiu ver e ouvir o que aqueles seres estranhos estavam fazendo e, principalmente, como faziam.

O pergaminho onde redigiram o relatório do que viram e ouviram, secretíssimo, está guardado a sete chaves embaixo da velha figueira da praça. Mas o DIARINHO, que não é fraco e que também faz das suas, conseguiu receber, num passe de mágica, o ectoplasma do pergaminho. E tudo o que vocês lerão nesta coluna, e na de amanhã, foi retirado de lá. Shazam!

QUANTA COISA!

Pra não cansar os leitores, hoje vou contar a história de apenas um dos seres mágicos. Vamos chamá-lo de Monnaie, para evitar constrangimentos. E nos limitaremos à relação de bens que a fada Pof descobriu que Monnaie acumulou nos últimos tempos. Sempre lembrando que o nosso amiguinho era um representante eleito da comuna da Ilha e que seus ganhos anuais tributáveis (conforme declarou ao leãozinho da montanha), somaram cerca de R$ 168 mil, em 2006.

A fadinha Pof, com sua visão privilegiada, também descobriu que, nos bancos de pedra, Monnaie teve uma movimentação de cerca de R$ 1,2 milhão no mesmo período. Mesmo levando-se em conta que o expedito Monnaie ganhou uma bolada (pouco mais de R$ 100 mil) do Plano de Demissão Incentivada do banco dos duendes onde ele trabalhava, as contas custam a fechar.

A gente, que mora aqui na planície, também gostaria de poder girar, nas contas bancárias, quase dez vezes mais do que nosso minguado salário. Mas é que eles são mágicos e a gente não é.

QUANTA CASINHA!

O Monnaie, além de ser mágico, tem muita, mas muita sorte mesmo. Vejam só: era amigo, mas amigo de verdade, praticamente irmão, de gente muito generosa. Que fazia condições especiais de compra, venda e troca de apartamentos, carros e barcos. Talvez por isso, Monnaie tenha conseguido reunir um patrimoniozinho básico.

Apartamento 1: no sétimo andar do edifício Praça do Século, comprado em 2001 por R$ 140 mil e mantido no nome da construtora (sem transferir para Monnaie). A construtora, por pura coincidência, é do mesmo dono de uma revenda de veículos e de um centro de compras.

Apartamento 2: no 13º andar do mesmo edifício, um pouco maior, com vista melhor, trocado sete anos depois, troca por troca (na verdade o apto. 1 estava mobiliado e o 2, não). Grande negócio. Mágico. Em abril de 2007, Monnaie tentou trocar este apartamento por outro, no bairro de Good Christ Falls. Mas a mágica não deu certo.

Apartamento 3: em meados de 2006 o Monnaie mudou-se para um apartamento no edifício Morena Coast. Por artes mágicas, foi síndico do edifício antes de morar lá. Mas mesmo tendo sido síndico, afirma que não era proprietário (“era alugado”). Também por pura coincidência, o construtor do prédio estava ligado a negócios que tiveram boa tramitação na edilidade comunal. Em maio de 2007, Monnaie tentou vender este apartamento (que dizia não ser dele), o que obrigou a fadinha Pof a pedir à fada Juf que colocasse areia nos planos do moço.

A fada ainda conta sobre dois outros apartamentos, usados por parentes do Monnaie, igualmente enrolados quanto à sua origem. Mas são mágicas comuns, não vale a pena perder tempo com eles.

QUANTO CARRINHO!

O Monnaie, como a maioria dos seres mágicos da Ilha da Fantasia, distribui presentes para toda a família. Assim, é difícil saber o que é de um e o que é de outro. Como disse a fadinha Pof, “ui, tem aqui uma enorme confusão patrimonial”. E seus poderes mágicos ficam claros quando ele compra carrinhos com grande fé, usa-os e depois os revende por valor superior ao adquirido.

A gente, que sempre toma prejuízo quando tenta trocar o carrinho, só tem mesmo que admirar tais poderes.

Mágica 1: no dia 30 de julho de 2004, Monnaie comprou, numa concessionário de veículos de fé, uma lancha por R$ 46 mil e um Astra sedan por R$ 49 mil. Mágica das mágicas, no mesmo dia revendeu o Astra, por R$ 45 mil, para a mesma concessionária. A fadinha Pof arrepiou os cabelos.

Mágica 2: e aí, ele comprou um Ford Ecosport, em novembro de 2004, da tal revenda de fé, por R$ 55 mil e vendeu em março de 2005 pelo mesmo valor, para a mesma empresa boazinha.

Mas chega de falar em bons negócios, vamos apenas apreciar a frota do Monnaie, distribuída nesta coluna, ilustrada com fotinhas meramente ilustrativas. São os modelinhos que, no pergaminho das fadinhas, está comprovado que o Monnaie possuía no momento em que o encanto se quebrou.
Update da madrugada – Esqueci de falar num caminhãozinho que o Monnaie também tinha (tem?) e não mostrei fotinhas de vários outros carrinhos citados no relatório, anteriores a esses aí em cima ou em “test drive”. Mas acho que já deu pra ter uma idéia não só dos poderes mágicos, mas também da sorte do nosso amiguinho, né?

Saturday, October 27, 2007

Juju
Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 28/10/2007

Cesar Souza Júnior foi pedir o voto do ex-vereador Juarez Silveira para prefeito. É candidatíssimo a sucessão de Dário Berger. Mas não levou. Juju declarou seu voto para Esperidião Amin, "que muito me ajudou quando mais precisei", confessou.

Tuesday, October 23, 2007

Encontro

Coluna Paulo Alceu ; 23/10/2007

Durante almoço no restaurante Lindacap em Florianópolis, segundo ouvintes próximos, o ex-vereador Juarez Silveira encontrou-se com o líder do PR, João Batista, e afirmou insistentemente que estava voltando à Câmara Municipal. Tem essa convicção e esperança.

Thursday, October 18, 2007

Ex-vereador sabia de escuta, diz procurador

Folha de São Paulo ; 18/10/2007

O ex-vereador de Florianópolis Juarez Silveira (sem partido) foi alertado no decorrer da investigação da Operação Moeda Verde que havia escuta em seus telefones por ordem judicial, revelou à Folha o procurador da República João Marques Brandão Neto.
Silveira foi indiciado nesta semana sob suspeita de ser o chefe do esquema de corrupção na área ambiental desmontado pela operação da Polícia Federal, de maio deste ano.

Tuesday, October 16, 2007

Reapareceu
Diário Catarinense ; Cacau Menezes 16/10/2007

Ex-vereador Juarez Silveira roubou a cena ontem à tarde na prefeitura, onde acompanhou a posse de Michel Curi no primeiro escalão do governo Dário Berger. Juju, que disse que foi "prestigiar" Curi, voltou a dizer que gostaria de participar de uma acareação com alguns vereadores.

Thursday, October 04, 2007

Coluna Cesar Valente ; 4/10/2007


Foto de arquivo, dos tempos em que o Juarez Silveira (d) ainda circulava na prefeitura.

Saturday, September 29, 2007

Esperança

Coluna Paulo Alceu ; 29/9/2007

"Eu confio na Justiça," expressou um tanto cético o ex-vereador Juarez Silveira que já entrou em contato com seus advogados pedindo que agilizassem seu processo.
Acredita que também tem o direito de voltar á Câmara e receber inclusive indenização, como aconteceu com Ávila.
Tem chances até porque Ávila voltou por erros processuais.
E a sessão cassou os dois.
As chances de Silveira são reais.

Thursday, September 13, 2007

Diarinho (Diário do Litoral ) ; 13/9/2007




Descoberta surpreende ex-vereador

Diário Catarinense ; 13/9/2007

O ex-vereador Juarez Silveira afirmou, ontem, que recebeu com "muita surpresa" a notícia de que documentos relacionados a ele foram encontrados abandonados em um terreno baldio no interior da Ilha.

Silveira explicou que deixou a Câmara "de mãos vazias" e que pediu para que funcionários da Casa se desfizessem "dos papéis velhos".

O ex-vereador acrescentou que considera "estranha" a forma como os documentos foram encontrados e que "mais do que ninguém" quer ver esclarecido como eles foram parar na Barra da Lagoa.

- Estou com a minha consciência tranqüila e à disposição das autoridades para qualquer tipo de esclarecimento. Eu não tenho, nem nunca tive, motivos para jogar documentos fora ou esconder informações - disse, acrescentando não imaginar quem teria levado os papéis até o terreno baldio.

- Eu saí da Câmara com as mãos limpas e fui para casa, só pedi para que recolhessem os meus pertences - concluiu.

Wednesday, September 12, 2007

O retrato 30 x 40 de um político 3 x 4
Documentos da Câmara da capital são encontrados em matagal

ClicRBS ; 12/9/2007

Uma equipe de reportagem da RBS TV encontrou diversos documentos oficiais da Câmara de Florianópolis abandonados em um terreno baldio na Barra da Lagoa, no Leste da Capital, nesta quarta-feira.

Entre o material, originais e cópias de folhas de pagamento, certidões de óbito, ofícios com o timbre da Câmara de Florianópolis provenientes do gabinete do ex-vereador Juarez Silveira, documentos de automóveis em nome do ex-parlamentar, além de cópias de projetos de lei e licenças ambientais.

Alguns ofícios tinham a assinatura de Silveira, que teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar no episódio desencadeado pela operação Moeda Verde, da Polícia Federal.

Os documentos, abandonados às margens de uma trilha que dá acesso à praia da Barra da Lagoa, estavam molhados pelo orvalho e apresentavam resquícios de fogo.

A Polícia Federal foi acionada e fez o recolhimento do material, que apesar de sofrer a ação do tempo, ainda estava legível.

Segundo a PF, todo o documento será analisado minuciosamente, para ver se não há relação com o inquérito da operação que investiga a suposta negociação entre parlamentares para facilitar o licenciamento e o funcionamento de grandes empreendimentos em Florianópolis.

A polícia também irá tentar descobrir quem teria dispensado o material, que também tinha dados sobre o registro de empresas.

Friday, September 07, 2007

Pois é

Coluna Paulo Alceu ; 7/9/2007

...o vereador cassado Juarez Silveira quer um debate com o prefeito Dário Berger na TV Câmara. Assumiu as dores por conta dos ataques do prefeito contra o vereador Guilherme Grillo. “O Dário tem que tomar um calmante está muito atacado. Está atingindo gente que pediu ajuda e foi atendido. Não respeita ninguém...”

Tuesday, August 28, 2007

Correspondências

Coluna Paulo Alceu ; 29/8/2007

O prefeito Dário Berger agradeceu, também através de uma carta, a manifestação do ex-vereador Juarez Silveira que negou ter comentado sobre transações financeiras entre o prefeito e o empresário do Costão do Santinho visando a aprovação da Lei da Hotelaria.
Só que na Câmara Municipal, que cassou o mandato do vereador, o comentário era como Silveira vai negar as gravações telefônicas da Polícia Federal na Operação Moeda Verde onde ele afirmava que houve sim negociação, e reclamava...

Negou tudo

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 28/8/2007

Vereador cassado Juarez Silveira, que, sem emprego, passou a fazer os trabalhos domésticos, enquanto a sua esposa sai para trabalhar, mudou tudo: em carta enviada ao prefeito Dário Berger no último dia 8, negou que tenha dito, a quem quer que seja, que ele e o seu irmão, o deputado Djalma Berger, receberam dinheiro do empresário Fernando Marcondes de Mattos, dono do Costão do Santinho Resort, para a campanha de Djalma.

Em depoimento na Polícia Federal, no dia 17 de julho, quando indagado sobre tal fato, o vereador também negou tudo, elogiando Dário Berger e o empresário.

Resumindo: ameaçado de processo por calúnia e difamação, Juju retirou todas as acusações, em carta ao prefeito e no depoimento na Polícia Federal.

Saturday, August 04, 2007

Verdade ou não ?

Coluna Paulo Alceu ; 4/8/2007

Dizer é uma coisa, provar é outra.
Com base nisso é que os Berger estão se defendendo tentando desqualificar o ex-vereador Juarez Silveira, pelo visto um ex-aliado, que respondia pela liderança do governo em defesa da atual administração municipal. É o caminho que encontraram para acabar com essa história que poderá ter conseqüências danosas.
Silveira terá que confirmar e provar que os irmãos Berger receberam R$ 500 mil do empresário Fernando de Mattos. Foi o que disse em ligação telefônica captada pela Operação Moeda Verde. E paralelo a isso está a Lei da Hotelaria com uma carga de improbidade administrativa.
Ocorre que muitas das informações partiram de declarações do ex-vereador, que comentou “não estar preocupado com o prefeito Dário Berger.” Reafirmando o que disse complica a vida dos irmãos e do amigo empresário, mas caso contrário vai ser Silveira que poderá se complicar por falar inverdades.
“Eu vou voltar pela Justiça. Eles vão ter que me engolir novamente. Eu vou voltar dentro de 60, 90 dias,” declarou o ex-vereador Juarez Silveira apostando que sua cassação será derrubada nos tribunais, ao mesmo tempo diz que está cansado de política e muito triste.

Friday, August 03, 2007

Diarinho (Diário do Litoral) ; 3/8/2007

Diário Catarinense ; Moacir Pereira ; 3/8/2007

Advogado Péricles Prade entra hoje na Justiça estadual, em nome do prefeito Dário Berger, com interpelação criminal contra o vereador cassado Juarez Silveira. Quer que confirme e prove a denúncia de que os irmãos Berger receberam R$ 500 mil para a campanha de Djalma do empresário Fernando Mattos.

Thursday, August 02, 2007

Bloqueados contas e bens do ex-vereador Juarez Silveira

ClicRBS ; 2/8/2007

Uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por ato de improbidade administrativa resultou na concessão de liminar determinando o bloqueio, já efetivado, das contas bancárias do ex-vereador Juarez Silveira e dos bens registrados em seu nome.

Silveira acumulou irregularmente as funções de vereador e de diretor de Planejamento da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Codesc) entre 16 de abril de 2006 e 3 de maio de 2007 (quando foi afastado das funções no órgão estadual), contrariando os dispositivos da Constituição Federal, Constituição Estadual e a Lei Orgânica do Município de Florianópolis.

A ação foi proposta por alguns dos promotores de justiça que integram o grupo de trabalho designado para apurar eventuais atos de improbidade e crimes contra a administração pública, incluindo alterações no Plano Diretor da Capital.

Os promotores demonstram que configura ato de improbidade administrativa não só o exercício concomitante dos dois cargos, mas também o fato de Silveira ter recebido vencimentos do cargo de Diretor de Planejamento da Codesc, que não poderia ter ocupado enquanto vereador - seu mandato foi cassado em 3 de julho de 2007.

Segundo a Lei de Improbidade Administrativa (lei n° 8.429/92), o recebimento de vantagem patrimonial indevida em razão de cargo configura enriquecimento ilícito. A liminar foi concedida pelo Juiz de Direito Domingos Paludo.

O Ministério Público também requer na ação, para quando for julgado seu mérito (proferida a sentença), a condenação de Silveira nas sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa e a devolução aos cofres públicos dos vencimentos recebidos irregularmente na Codesc, que somaram R$ 87.909,09.

O bloqueio das contas bancárias foi determinado liminarmente para assegurar o ressarcimento na hipótese de condenação, e o bloqueio de bens também foi determinado para o caso de o valor das contas não ser suficiente.

Fundamento legal

As Constituições Federal e do Estado vedam a deputados, senadores e vereadores o acúmulo de cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os comissionados, em entidades jurídicas de direito público, autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista ou empresas concessionárias de serviço público.

A Lei Orgânica de Florianópolis diz expressamente, em seu artigo 43, inciso II, alínea b, que é vedado ao vereador ocupar cargo ou função comissionada em autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista, fundações ou empresas concessionárias de serviços públicos. A Codesc é uma empresa de economia mista e o cargo de Diretor de Planejamento, ocupado por Juarez Silveira, é comissionado.

A vedação foi expressa constitucionalmente para assegurar os princípios de independência e autonomia entre os Poderes. Há jurisprudência no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que já suspendeu cargo ocupado irregularmente por vereador.

Tuesday, July 10, 2007

O BOQUIRROTO

Coluna Cesar Valente ; 10/7/2007

O vereador Juarez Silveira, com sua enorme boca e língua afiada, fala compulsivamente e parece ter uma necessidade vital de demonstrar que é influente que conhece gente importante e que faz e desfaz. Essas características levam-nos a ouvir o que ele diz, nas ligações telefônicas grampeadas pela PF, com alguma cautela. Parecia fácil, para ele, citar quem quer que fosse, como se a pessoa estivesse mesmo participando desta ou daquela negociação.

Claro que os citados vão se defender usando justamente esse ponto. No caso da “jamanta” de dinheiro que alguém teria levado, por exemplo, seria bom que o Juarez tratasse de fazer o serviço completo e acrescentasse, ao seu desabafo gravado, alguns outros indícios. Por enquanto, só temos a palavra do Juarez.
Liminar é negada a vereadores

Diário Catarinense ; 10/7/2007

Os vereadores cassados Juarez Silveira e Marcílio Ávila sofreram uma nova derrota, desta vez na Justiça. O juiz Hélio do Valle Pereira, da Vara da Fazenda Pública da Capital, negou liminar em mandados de segurança impetrados pelos advogados de ambos, que queriam a anulação da sessão que cassou os mandatos dos parlamentares.

O magistrado justificou a rejeição do pedido em caráter liminar e requisitou mais informações para poder tomar a decisão final. Cabe recurso da decisão, tomada na sexta-feira, mas publicada ontem no Diário de Justiça. Citados pela Polícia Federal no âmbito da Operação Moeda Verde, os vereadores foram cassados, dia 3 de julho, por quebra de decoro parlamentar. Ambos negam envolvimento e alegam, entre outros, cerceamento de defesa.

Saturday, July 07, 2007

“Não, não denuncia nada!
Vai sobrar pra nós!”


Coluna Cesar Valente ; 7/7/2007

O DIARINHO começou a publicar ontem, em primeira mão, trechos da documentação enviada pelo Juiz Zenildo Bodnar ao presidente da Câmara de Vereadores de Florianópolis. As citações (em itálico), fazem parte do Inquérito Policial nº 2006.72.00.008647-0/SC e foram retiradas do Auto Circunstanciado Complementar nº I elaborado pela Delegada de Polícia Federal Júlia Vergara da Silva.

Hoje, alguns dos trechos que selecionei contam a história do nascimento da Lei Complementar 270, de maio de 2007, que beneficia hoteleiros, redigida pelos hoteleiros, com anuência do prefeito. E só em ISS vencidos representa uma renúncia fiscal de cerca de R$ 6,5 milhões. Valor mais que suficiente para várias “ferraris” e muitas “mercedes”.

O CANDIDATO
Às 19:09:50 (dia 29-09-2006), Juarez fala com Marcílio Ávila novamente dizedo que, “depois daquele almoço, meu amigo, eu não acredito mais em ninguém” e determina a Marcílio: “guarda isso em sete chaves, tá?”. Marcílio responde perguntando: “Nem perguntar nem com o Dário né?” Juarez reafirma: “Não, não. A gente esqueceu. Esquecemos isso e deixa isso pra um futuro”. E sugere: “Quando tu botar tua candidatura a prefeito, não tem?” Marcílio concorda: “Lóóógico, é isso dai.” E complementa: Mas não vamos deixar sacanear o Marcondes, não, heim. O Marcondes é gente boa. Se forem sacanear os Marcondes, nós dois vamos defender.”

Os dois traçam a estratégia de verem o que “eles vão” fazer, pois, após esse fato, teria acabado qualquer tipo de discurso. Juarez diz para se agarrarem a Luiz Henrique, pois agora não tem mais shopping, não tem mais nada. Marcílio concorda dizendo e repetindo várias vezes: “Não, deu pra minha bola, deu pra minha bola...” Demonstram interesse em compor o secretariado de Luiz Henrique da Silveira no segundo mandato e Juarez diz que vão sentar com Çuçu, Içuriti Pereira, e para esquecer Galina e João da Bega. Juarez reforça: “Hoje foi mais uma demonstração da rasteira que deram na gente. Eu fiquei chateado e com dor-de-cabeça. Vim pra casa, se tu qués saber”.
A DIVISÃO TERRITORIAL
Às 09:37:12 do dia 24-10-2006, Juarez liga para um Pedro (muito provavelmente Pedro César Krieger – Diretor da Divisão de Distribuição da Celesc), cobrando, em favor de Marcondes, uns postes de iluminação para o Costão do Santinho. Pedro diz que já encomendou os postes e que há demora pois são postes especiais, decorativos, Juarez pede para resolver essa pendência e fazer já uma revisão para a temporada. E na Praia Brava também, para Juarez não se incomodar. E em Jurerê Internacional, porque aí “o prefeito disse que esses três casos é meu, ele disse.”

Juarez continua: “Ele (o prefeito) cuida de Ingleses, da Barra da Lagoa e do Rio Vermelho.” E Pedro pergunta: “E tu cuida de Jurerê, Praia Brava e...” Juarez interrompe: “Eu cuido Praia Brava, Santinho, Santinho, Santinho... Jurerê, Daniela e Praia Brava é comigo.” Juarez esnoba: “Ele disse que a elite é comigo.”

Juarez aproveita o ensejo para dizer que Artur Guimarães, filho de Ado Guimarães, vai ligar pra Pedro, em nome de Guilherme Grillo, seu colega de Câmara, para pedir um preço mais barato na iluminação de um loteamento na subida do morro da lagoa. “Se puderes dar uma olhadinha?” (...)
O DESCANSO DE LHS
Em 25-10-2006, às 15:00:41, Juarez Silveira liga para Marcondes, que diz estar com Luiz Henrique, que está descansando para o debate. Marcondes diz que retornará.

Às 15:35:45, Juarez Silveira e Marcondes falam-se novamente. Juarez assim inicia a conversa: “Ô Doutor! Fala querido! Já mandei... Ontem entrei com aquele documento, tenho cópia pra te dar. Ontem à tarde eu fiz uma reunião, eu o Michel e o Dário, sobre a lei da hotelaria. Ele pediu... O Michel levou lá uma exposição de motivos feito pelo Moura. E pelo, pela equipe deles lá do norte da ilha. Aí ele, o Dário levou ao Doutor Jaime. Na próxima semana, eu e você e o De Rolt e o Doutor Jaime vamos sentar junto, e o Michel, tá?”

Marcondes concorda e Juarez complementa dizendo que vão fazer um projeto só. “Está tudo certo, tá? Fica tranqüilo. Qualquer coisa tu me liga.” Depois comentam sobre a eleição para governador, dizendo que Luiz Henrique acredita ganhar com uma diferença de 500.000 votos, Juarez pergunta se Luiz Henrique vai ficar descansando lá no Costão do Santinho e Marcondes confirma que sim.
PARCERIA NO BINGO

No trecho a seguir, o personagem identificado como “Saveta”, que demitiu a secretária (que trabalhava com o secretário Knaesel e com o vereador Juarez) é Guilberto Chaplin Savedra, Diretor Geral da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte.
Juarez briga com um tal Saveta, que teria “loja de bingo” no Costão do Santinho, denunciando-o.

JUAREZ: Estranha do mundo, né? Pra ti ver! O Gilmar me ligou agora, confessou comigo: o Saveta tem aí contigo. Ele alugou aí contigo uma sala...
MARCONDES: É meu amigo. Porra! É meu amigo...
JUAREZ: Mas ele tem uma...
MARCONDES: Tem, tem.
JUAREZ: Ele uma casa de, de, de prática de bingo!
MARCONDES: Mas tá fechada agora.
JUAREZ: Tá fechada, né? Mas é dele, né?
MARCONDES: É... parceria conosco.
JUAREZ: Mas eu vou denunciar ele, tá? Deixa ele comigo!
MARCONDES: Não, não denuncia nada. Vai sobrar ora nós, porra! Tá louco!
JUAREZ: Não, não sobra pra ti. Eu vou dizer que ele tem uma casa de jogo na cidade de Florianópolis. Não vou dizer aonde!
MARCONDES: Ah, isso aí não adianta nada. Daqui a pouco vai sobrar pra nós, porra! Tá louco!
JUAREZ: Mas liga pra ele e diz assim: Por que que tu botasse a menina do Gilmar Knaesel e a secretária do Juarez pra rua. Ela ganhava R$ 600,00. Eu falei pra ela, eu vou pagar esse mês. Ganhava R$ 600,00, trabalhava de manhã e ganhava comigo aqui três vezes mais.
MARCONDES: Como é o nome da menina?
JUAREZ: Ele sabe quem é: é a Grazi.
MARCONDES: Como?
JUAREZ: Foi a Graciela. Mas, porra, é menina de primeira linha, rapaz. Primeira linha, olha. É primeira linha mesmo...
MARCONDES: Não, eu vou ligar, vou falar com ele pra saber, porra. Eu tô... é a coisa mais estranha do mundo.
JUAREZ: E diz pra ele assim: Tu assiste a TV Câmara e vê o que o Juarez vai fazer contigo hoje. Já disse pro Gilmar: eu vou no Luiz Henrique. O Pinho Moreira já não gosta dele. Entendesse? Eu vou denunciar ele. (...).
MARCONDES: Mas eu, me cuida do meu assunto! Eu quero saber do meu assunto, não é de Saveta.
JUAREZ: Teu assunto tá resolvido. Mas só liga pra ele. Pra esse vagabundo, que ele te atende.
MARCONDES: Me convoca aí, pra gente ver se vale a pena a gente aumentar a injeção de cinqüenta pra sessenta.
JUAREZ: Tá bom, mas então vamos sentar! Mas deixa o prefeito mandar primeiro, não recebi nada agora!
MARCONDES: Tá, então tá!
JUAREZ: Tá bom?
MARCONDES: Mas cobra lá da Prefeitura! Porque...
JUAREZ: Já estou cobrando do Doutor Jaime, já faz meia-hora que eu cobrei.
MARCONDES: Tá bom!
JUAREZ: Cobrei o teu assunto e o do Eduardo Gomes!
MARCÍLIO NA SANTUR
06-12-2006, às 17:37:50, Juarez liga para Marcondes, cumprimentando-o: “Fala, meu chefe, tudo bom?” Em seguida, Marcondes logo lhe cobra: “Juarez, aquele projeto de incentivo à hotelaria, já tá na Câmara?” Juarez tranqüiliza: “Já tá na Câmara, vai pra comissão segunda-feira, já vou fazer um parecer em conjunto.
(...)

Juarez fala um pouco mais do quadro e, em seguida relata: “Agora, estávamos lá discutindo com o Dário até agora sobre a Casan, sobre o esgoto!” (Caso Vilas do Santinho Residence). Marcondes: “É?” Juarez: “É! Entendesse? Isso o Dário quer assumir essa dianteira aí. Vamos ver.” Marcondes complementa: “A Casan está quebrada.” Conversam sobre política e Marcondes pressagia a ida de Marcílio para a Santur.

Em 07-12-2006, às 20: 10: 59, Juarez incentiva Marcílio a sentar com Gilmar Knaesel para acertar sua ida para a Santur. Marcílio demonstra temor, pois ainda não foi convidado. Juarez persuade dizendo: “Porra, o Gilmar e o Marcondes vão bater o martelo, caralho.”

Emenda: “O Marcondes está querendo aquela lei lá, hein? Precisa daquela lei. Ficou pra esse ano!” Marcílio pergunta: “Qual?” Juarez: “A lei da hotelaria, que não fizesse pedido de urgência ainda.” Marcílio finaliza o assunto dizendo: “Querido, tá na comissão de justiça na segunda-feira.”
LEI MUITO TUMULTUADA
Em 12-12-2066, às 11:03:01, Michel Curi liga do telefone de Juarez Silveira para Dário Berger, o prefeito de Florianópolis.

MICHEL: Eu tô aqui com o Doutor Marcondes e o Juarez aqui na, na, nessa bela estrutura, discutindo essa lei.
DÁRIO: Certo!
MICHEL: Na minha visão essa lei não ajuda a hotelaria de praia.
DARIO: Tá!
MICHEL: Em nada!
DÁRIO: Então... então faz a alteração que tem que fazer!
MICHEL: Eu vou tent... Nós tamos tentando chegar num denominador comum porque nós também tamo apurado pelo prazo, né?
DÁRIO: Certo!
MICHEL: Apurado pelo prazo!
DÁRIO: Certo!
MICHEL: Então, nós temos que ver! Você concordando já é uma grande coisa, né?
DÁRIO: Não, é... Olha, o que vocês fizerem aí... Inclusive eu disse pro Juarez: eu mandei isso assim no afogadilho, porque não foi fácil, Michel, chegar nesse ponto aí também. Tás entendendo?
MICHEL: Eu imagino, eu imagino, eu imagino! Eu imagino, porque é uma lei muito tumultuada!
DÁRIO: É, é. E aí eu pressionei muito pra eles fazerem rapidamente pra cumprir; pra cumprir... esse compromisso que eu tenho com a hotelaria.
MICHEL: E o exercício fiscal, né?!
DÁRIO: É. Agora é o seguinte: ele tá aberto, inclusive, disse pro Juarez, é... pra gente fazer alteração que seja necessário pra atender, dentro de um certo equilíbrio, né?
MICHEL: Cla... Ló, ló, lógico! Da minha parte tu não vais receber nada que não possa ser defensável, né?!
(...)

DÁRIO: Mas eu tenho muita vontade aí... de... atender o Doutor Marcondes!
MICHEL: Então, tá ótimo!
DÁRIO: Tá?
MICHEL: Vamos tentar achar um denominador comum!
DÁRIO: Esse é o melhor Resort de praia do Brasil, pô!
(...)

MICHEL: Agora o que você não sabe é que o melhor Resort de praia do Brasil só está funcionando por uma lei do Michel Curi. Eu levei dois anos pra aprovar essa lei porque teu amigo Edson Andrino não queria.
DÁRIO: Porra, parabéns! Ô Michel, gosto muito de ti, Michel!
MICHEL: Eu sei disso! A recíproca é verdadeira!
DÁRIO: Apesar de não te ajudar em nada!
MICHEL: Não,não, não, você me ajuda! Você me ajuda! Então tá bom!
DÁRIO: O que vocês fizerem aí tá bom pra mim, tá?
MICHEL: Tá, tá. Um grande abraço! heim?
FALTOU DICIONÁRIO
Em 14-12-2006, às 10:14:16, Juarez liga para Paru (assessor do gabinete de Juarez) e este diz que Moura mandou o texto do projeto pra ele, a pedido de Michel. Juarez diz que quer aprovar o original, pois essas modificações podem não atender aos interesses. Juarez quer aprovar conforme projeto original de Dário, pois não quer ajudar os irmãos Daux. Juarez diz que quer ajudar Fernando Marcondes de Mattos, que é quem vende a cidade. Juarez quer que consertem apenas os erros de português, pois não há um dicionário no Gabinete do Prefeito.

Friday, July 06, 2007

"Pegaram uma mão cheia, levaram uma jamanta!"

Coluna Cesar Valente ; 6/7/2007

Tudo o que está em itálico neste post faz parte do Inquérito Policial nº 2006.72.00.008647-0/SC e foi retirado do Auto Circunstanciado Complementar nº I elaborado pela Delegada de Polícia Federal Júlia Vergara da Silva. Selecionei, das mais de 40 páginas do Auto, alguns trechos que parecem mostrar o envolvimento do prefeito Dário Berger na já conhecida história de ajudar os amigos e prejudicar os inimigos em que se transformou a administração municipal de Florianópolis.

Da leitura dessas conversas sempre fica um gosto ruim na boca. Dá náusea. Tem-se a impressão que as guerras de gangues que vemos nos filmes e nos subúrbios violentos inspiraram essa gente. Tem uma turma que ajuda e achaca estes aqui e outra, que ajuda e achaca aqueles lá. Mas às vezes, como nas campanhas eleitorais, pode ocorrer que alguém se atravesse e gere um mal-estar. No fim, não se iludam, todos eles se acertam e acabam amigos, ou, pelo menos, cúmplices.

O ASSESSOR
Em 12-09-2006, Juarez Silveira mantém contato telefônico com Renato Joceli de Sousa, seu cunhado e Secretário Municipal de Urbanismo e Serviços Públicos, que passa o telefone a seu subordinado, Rubens Bazzo. O propósito de Juarez é saber a que título foi aprovado o projeto da Campo de Golf do Costão do Santinho. Bazzo diz que foi aprovado como Condomínio. Juarez Silveira diz que a Portobello está querendo montar um condomínio estilo de Alphaville em Celso Ramos, condomínio fechado. Juarez demonstra estar interessado em assessorar a Portobello, assim como atuou no caso do loteamento Jardim Rio Vermelho. Bazzo diz que conhece e que vai necessitar de projeto de lei especial. Juarez responde que fazem, sem problema, e pergunta a Bazzo se ele não quer lhe dar “uma mão nisso”. Bazzo diz que “não tem problema”, e Juarez sugere sentarem ele, Juarez e Lauro Santiago.

A VISITA
Em 19-09-2006, às 17:33:04; Juarez Silveira mantém contato com o empresário Fernando Marcondes de Mattos. (...) Marcondes pergunta “aonde é que tu estás?’” Juarez: “Eu tô com o prefeito e o Marcílio, vindo da Lagoa”. Acrescenta: “’Tamo aqui na beiramar”. Fernando Marcondes indaga a Juarez aonde que ele vai agora. Juarez, demonstrando clara subserviência responde: “Agora eu vou... onde que tu queres”. Marcondes sugere: “Ah, eu tô aqui no meu apartamento. Na cidade.” Em seguida, Juarez pergunta se quer que ele passe lá. Marcondes: “então passa aqui, aí fica perfeito.” Juarez responde: “tá bom. Tamo indo aí falar contigo.”

As 17:42:33 do mesmo dia, Juarez Silveira fala com Dona Iolanda, esposa de Fernando Marcondes, informando-a: “Eu estou aqui na sua casa!” Iolanda disse que Marcondes lhe teria relatado que iria para casa tentar falar com Juarez”. Juarez responde: “Tô aqui com a Excel... com o... chefe da... da cidade.” Iolanda responde: “Bom, esse então eu não conheço”. Ao que ele revela: “Nosso prefeito”. Ela pergunta, então; se Dário está lá. Juarez responde: “É, é. Tamo aqui.” Ela responde agradecendo bênção divina: “Ô, Graças a Deus.” Ao final, Juarez pergunta: “Tá bom?” Iolanda responde que “Está ótimo!”

DATA: 20-09-2006 HORA: 18:37:26
JUAREZ: O Rodolfo está fazendo o Marcondes de gato e sapato, naquele negócio lá de coisa! Puta que pariu.
RENATO (Joceli): Não, ele falou pra mim. Puta, nem falei... O Rodolfo... O Rodolfo! O Marcondes me ligou de manhã e disse que ligaria à tarde pra me dar o número do processo. (...)
JUAREZ: Eu liguei. Eu liguei. Eu liguei de manhã, Eu liguei pro Rodolfo de manhã com o Marcondes, porque nós passamos a tarde com ele, eu e o Dário.
RENATO: Ele falou, ele falou!
JUAREZ: Quem que falou?
RENATO: O Marcondes. O Marcondes falou!
JUAREZ: Ahnm!
RENATO: Que vocês estiveram lá!
JUAREZ: Na casa dele, entendesse?
RENATO: Ele falou!
JUAREZ: Então, precisava resolver essa pendência, porra. Entendesse? Então amanhã tu pega...
RENATO: Eu vou até ligar pro Rodolfo agora, o Rodolfo tá já ainda!
JUAREZ: E, manda ver isso ai, porque, porra
RENATO: Ele sabia, ele falou que tava em área de preservação ou alguma coisa assim!
JUAREZ: Não, não tava. Tá , tchau!
A TURMA DO “TÁ BOM”
DATA: 27-09-2006 HORA: 14:06:37
JUAREZ: Doutor Marcondes, Juarez, tudo bom?
MARCONDES: Tudo.
JUAREZ: Tudo bom!
MARCONDES: Umas duas horas eu te dou uma posição clara!
JUAREZ: Tá! Ele vai, ele disse, ele mandou eu dizer uma coisa pra ti tá? Que ele vai te ajudar em tudo que for... Mas eu quero que tu faça, que tu venha comigo e entrega na mão dele, tá?
MARCONDES: Tá bom!
JUAREZ: Tá bom?
MARCONDES: Tá bom!
JUAREZ: E ele vai resolver tudo pra ti!
MARCONDES: Esse, esse... essa última ai tá dentro... esses cem está dentro daqueles cento e cinqüenta, né?
JUAREZ: É
MARCONDES: Tá bom!
JUAREZ: Tá bom!
MARCONDES: Tá bom.
JUAREZ: Aí depois eu pego os outros contigo, tá?
MARCONDES: Tã bom!
JUAREZ: Tá bom. Tá, tchau!

Foto de um trecho do documento, onde se podem ver
os destaques feitos pela delegada


LEVARAM TUDO!
Às 13:48:11, Juarez Silveira liga para José Nilton Alexandre, o Juquinha, secretário da extrema confiança do prefeito Dário Berger, apregoando que “fui lá no norte da ilha, naquele nosso amigo grande lá” e que Adir e Dilmo, respectivamente, Diretor de Finanças da campanha eleitoral de Djalma Berger, irmão de Dário, e Dilmo Berger, também um dos irmãos Berger, teriam passado lá e “pegaram uma mão cheia”, “levaram uma Ferrari”, “levaram uma jamanta”. Na mesma ligação, Juquinha pergunta se saiu o habite-se do Shopping Florianópolis, Juarez diz que sim, pois “eles ajudaram o Djalma, né?” Juarez se indigna e diz que vai se afastar disso, pois “não sou garoto de ir num lugar e...e.. os outros vem na frente. Eu tô fora.” Juarez argumenta, demonstrando seu comprometimento na solicitação feita que resultou no apanhado da tal “mão cheia” que menciona:
“Ah.. a gente combina uma coisa a gente fala. Aí vêm os caras aqui de manhã cedo.” Juarez repete: “levaram uma Mercedes completa”, “uma ML e mais uma C, uma C200.” Finaliza pedindo a Juquinha: “Não, só tenta saber se o... se o nosso amigo sabe, tá?” Juquinha responde que vai ver com ele depois e termina a ligação.

Em 31-10-2006, às 16:12:28, Juarez Silveira fala com Aurélio Remor:
JUAREZ: Não, eu só fiquei magoado, ô Aurélio Remor, por que o seguinte: porra, eu botei o Dário, eu boto o Dário com o Luiz Henrique, porra, boto o Dário lá em cima, defendo o governo o tempo inteiro. E ele pega o Marcílio, o Marcílio porque queria o habite-se e estava devendo o tratamento de esgoto do Amastha, que vão inaugurar dia 9. Então ele fica agradando, e agradando o Dário, e contando estória não real. E o Dário tem que passar a mão no telefone e falar: Doutor Jaime, verifica com o Augusto. Verifica, o fulano, verifica. Entendeu? Não. Daí ele resolve ficar de mal! De mal! Ah, pára, porra, montei aquele comitê, dei um Ômega ora ele fazer campanha. Arrumei, aquele nosso amigo lá, ô. Aquele nosso amigo lá do sul da ilha, do norte da ilha, aquele que fomos só eu e tu uma vez, o cara deu meio, meio... milhão pra... porra, tudo, tudo. Ainda me ligou pra saber. Olha, eu vou dar, mas tu é responsável, hein!? Entendeu, então assim, ó. Foi ele e foi aquele outro que fez aquela besteira toda. O irmão e o outro buscar. Entendeu? Tudo eu faço pra eles. Agora, pelo menos, passa a mão no telefone e pergunta.” (...)

Ressalte-se que, em consulta ao site do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, pode-se apurar que não há registro de doação de empresa da qual Fernando Marcondes de Mattos seja sócio para o candidato Djalma Vando Berger. Consta apenas uma doação, feita para Luiz Henrique da Silveira.

Percebe-se que Juarez Silveira é intimamente ligado a Marcondes de Mattos e percorre os meandros da Administração defendendo direitos seus, seja cercando o fisco para minorar a cobrança de impostos, propondo leis direcionadas para favorecê-lo, ou utilizando-se de seu cargo para negociar terrenos e promover desaprop,.iações de terras que beneficiem aquele que chama de “seu chefe”. Pode-se depreender dos diálogos que Juarez Silveira solicitou, em troca de seus préstimos ao empresário, vantagem financeira para ajudar a campanha do irmão do prefeito a Deputado Federal. No diálogo, Juarez trata a percepção de R$ 100.000 reais, mas no dia 29-09-2006, após a efetivação da negociata, retifica a cotação do valor propalando a terceiros, por duas vezes, dizendo, primeiro; que o valor corresponde a uma Mercedes ML e uma C200, e depois que tal valor seria de “meio milhão”.
O ROMPIMENTO
Em 05-11-2006, Juarez Silveira fala novamente com Marcílio Ávila e os dois discutem sobre os nomes cotados para a composição da base do governo de Luiz Henrique. Juarez acrescenta seu ponto de vista dizendo que o cara que mais vai ter acesso a isso é o Fernando Marcondes de Mattos. Marcílio diz que gostaria de almoçar com Fernando esta semana. Juarez diz para deixar primeiro ele participar do comitê para a reforma do secretariado. Juarez diz que falou com Içuriti e Marcondes para participarem da coalizão, pois “Eu não sou bobo, né”, é melhor colocar pessoas que gostem deles, afinal. Marcílio concorda: “É claro, gosta da gente, é parceiro! Porra, nós temos que ajudar ele, né, Juarez!”

Em seguida repete: “Marcílio, o Fernando Marcondes de Mattos ele não gosta de Deputado Estadual, nem de Federal. Pra ele nada interessa. O negócio pra ele é Vereador dinâmico e honesto, com ele.” Marcílio concorda dizendo que é lógico, pois ele é inteligente, não é burro. Juarez .conta a Marcílio que a raiva do Dário Berger se dá pelo fato de que Marcondes “tinha tomado uns vinhos” e disse na cara do Dário que estava “sacaneando com ele” – pois há um ano de governo e não lhe atende –, que a sorte dele (Marcondes) é que ele tinha Juarez e Marcílio e que não precisava mais do Prefeito.
Pra encerrar: o pior é que esta é apenas uma gota d’água num oceano de corrupção.

Wednesday, July 04, 2007

Diarinho (Diário do Litoral) ; 4/7/2007


Vereador promete voltar

Diário Catarinense ; 4/7/2007

Depois da cassação, o ex-vereador Juarez Silveira subiu à tribunal e fez um discurso exaltado, com frases carregadas de acusações.

Apesar de dizer que não sairia atirando, garantiu que vai contar muita coisa. Afirmou também que pretende voltar à vida pública e deixou o prédio prometendo declarações para a imprensa hoje. Os vereadores assistiram a tudo silenciosos e alguns demonstraram pouco interesse.

Já o público que continuava presente aplaudia, pedia para ele citar nomes e revelar quais as falhas da administração do prefeito Dário Berger. Enquanto estava na tribuna, o ex-vereador prometeu ainda revelar detalhes sobre corrupção.

Insinuou ainda que as obras da reforma do Mercado Público de Florianópolis e a alteração do sistema viário possuem irregularidades. Misturadas com as acusações, o ex-vereador soltou frases aparentemente sem sentido ou formuladas de forma que somente os envolvidos pudessem compreender.

- Não vou subir em cima de caminhão porque não tomo café - , disse em determinado momento.

Em outro momento afirmou que o time de futebol Atlético Paranaense se juntou com o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), para atacar Esperidião Amin (PP). O motivo, conforme Juarez Silveira, seriam as letras do tesouro.

- Ainda vou varrer essa cidade. Vou contar muita coisa, passar a limpo, seja quem for, subir ao palanque e voltar. Tenho muito o que falar e fazer - prometeu.

O vereador Xandi Fontes (PP) pediu a ata completa da sessão. A estratégia é usar as acusações na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Ele deseja que Juarez Silveira revele quem seriam os corruptos.

Tuesday, July 03, 2007

Coluna Carlos Damião ; 3/7/207

Juarez Silveira é uma figura da cidade, embora muita gente não goste dele. Mas ele é uma encarnação escrita e escarrada do manezinho típico, aquele que dá mil voltas para fazer política. Tem a seu favor o fato de que nunca escondeu esse jeito político-mané, amplamente praticado pelos políticos tradicionais do passado e do presente. De origem humilde, cresceu no ambiente do Besc, de onde saiu para fazer carreira como vereador. É amigo de todos (até dos inimigos e adversários ideológicos), ajudou muita gente ao longo de sua trajetória e jamais negou amizades com empresários e outros poderosos. Jogou aberto a vida inteira; mudou de partido várias vezes, ao sabor das conveniências pessoais, sociais, econômicas ou políticas. Atrapalhado, falante ao extremo, pode até ser cassado. Mas volta, por cima, com votação consagradora.
A MOEDA VERDOLENGA

Coluna Cesar Valente ; 3/7/2007

Ontem no começo da tarde encontrei, por acaso, o vereador Juarez Silveira, na rua Pe. Miguelinho, perto da Câmara de Vereadores. Conversamos um pouco, naturalmente sobre o caso em que ele é um dos personagens principais. O vereador Márcio de Souza (PT) estava junto.

Juarez não acredita que será cassado. Afima que terminará o mandato. E ameça contar coisas que sabe e que poderiam comprometer (ainda mais) o presidente da Santur e ex-presidente da Câmara de Vereadores, Marcílio Ávila. Ele seria, segundo Juarez, o grande manipulador, a serviço do colombiano Amashta (que construiu o Floripa Shopping).

Outra fonte de problemas, segundo o vereador, é a própria prefeitura, dividida em áreas controladas pelo deputado Djalma Berger (irmão do prefeito, que foi secretário de Obras), pelo próprio prefeito Dário Berger e por outros participantes do esquema.

Ontem, os relatores da comissão de ética da Câmara pediram a cassação dos mandatos dele e de Marcílio Ávila. Juarez ainda acha que consegue convencer os colegas e a opinião pública, de que se alguém tiver que ser cassado, que seja Ávila.

O problema é que, enquanto Marcílio Ávila tomava cuidado para não deixar impressões digitais (a proposta de cidadão florianopolitano para Amashta foi assinada por João da Bega) e falava cautelosamente ao telefone (embora não desgrude do aparelho), o Juarez, como sempre, falava pelos cotovelos.

Mesmo com o processo por descaminho (o tal “contrabando” de bebidas) extinto por causa do pequeno valor, nas rodas de conversa ele continua sendo identificado como o cara que foi preso com a camionete cheia de vinhos para o amigo Içuriti. “O Içuriti não tem nada com isso, ele é do bem”, preocupa-se Juarez.

É possível que a Câmara tome alguma decisão sobre o caso dos dois na sessão de hoje. Façam suas apostas.

Pesado

Coluna Paulo Alceu ; 3/7/2007

No relatório o vereador Walter da Luz destacou que a Susp transformou-se num “balcão de negócios utilizado pelo vereador Juarez Silveira e seu cunhado Renato Joceli, na obtenção de vantagens ilícitas e imorais.”
Pedida cassação de Juarez e Marcílio

Diário Catarinense ; João Cavallazzi ; 3/7/2007

Em uma decisão inédita na história política de Florianópolis, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Vereadores aprovou ontem, por unanimidade, os relatórios que sugerem a cassação dos mandatos dos vereadores Marcílio Ávila (PMDB) e Juarez Silveira (sem partido), ambos citados pela Polícia Federal nas investigações da Operação Moeda Verde, que apura suspeitas de favorecimento a empreendimentos imobiliários na Capital.

O presidente da Câmara, Ptolomeu Bittencourt Júnior (PFL), disse que os relatórios produzidos pelos vereadores Walter da Luz (PSDB) e Ângela Albino (PC do B) devem ser levados a votação em plenário ainda hoje à noite. Em sessão secreta, os vereadores podem aprovar ou rejeitar os relatórios. No primeiro caso, ambos os parlamentares perdem os mandatos logo após à votação. No segundo, as acusações são arquivadas. Até ontem à noite, porém, ainda não estavam definidos quais vereadores estarão aptos a votar. De acordo com o presidente da Casa, há interpretações diferentes quanto à participação dos quatro integrantes da Mesa Diretora na votação - há quem defenda que o quarteto deva votar, outros acham que a lei veda.

Ptolomeu Bittencourt aguarda parecer do procurador-chefe Antônio Chraim esclarecendo o caso, trabalho que não havia sido concluído até o fechamento desta edição. O procurador explicou ainda que a cassação resulta na inelegibilidade dos acusados, porém, o período que ambos ficarão sem exercer cargo político, caso percam o mandato, será decidido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Sessão foi marcada pela tensão
Pedida cassação de Juarez e Marcílio

Diário Catarinense ; João Cavallazzi ; 3/7/2007

Embora tenha ocorrido sem maiores percalços, a sessão de ontem do Conselho de Ética foi marcada pela tensão. Responsável por avaliar a situação de Juarez Silveira, o vereador Walter da Luz foi o primeiro a falar. Depois de citações bíblicas e éticas, o correligionário do prefeito Dário Berger discorreu sobre a atuação do colega, apontado pela Polícia Federal como chefe de um suposto esquema de vendas de licenças ambientais. Para o relator, Juarez transformou a Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp), da qual seu cunhado era o titular, em "um balcão de negócios" para "obter vantagens pessoais", procedimento que, para Luz, é "incompatível" com a função de vereador.

Mais direta, Ângela Albino criticou a "defesa velada de interesses particulares" que, segundo ela, Marcílio Ávila promoveu para liberar a obra do Floripa Shopping. A relatora disse ainda que a situação é "especialmente insustentável por ser (Marcílio) à época um presidente de poder", numa referência à presidência da Câmara, cargo que o peemedebista ocupava.

Friday, June 29, 2007

Outro lado
Diário catarinense ; Cacau Menezes ; 29/6/2007

O ainda vereador Juarez Silveira pode estar com o prestígio em alta com líderes políticos e com o povo nas ruas, como está dizendo nas entrevistas, mas junto aos meus leitores, uma massa crítica que pensa diferente, seu ibope é quase zero. Desde a sua prisão, as manifestações contra Juju que chegam à coluna são as piores possíveis.

Thursday, June 28, 2007

Diário do Litoral (Diarinho) ; 28/6/2007

Wednesday, June 27, 2007


Tráfico de influência se faz do nascimento até a morte, diz Juarez SilveiraVereador apontado como líder de suposto esquema de fraudes falou hoje em TV e rádio

ClicRBS ; 27/6/2007

Juarez disse que tem recebido apoio de empresários e políticos - Hermínio Nunes / Agência RBS
Juarez disse que tem recebido apoio de empresários e políticos

O vereador Juarez Silveira (sem partido) disse nesta quarta-feira que em Florianópolis se faz tráfico de influência "desde para nascer até para enterrar".
Preso durante a Operação Moeda Verde e apontado pela Polícia Federal como líder em suposto esquema de compra e venda de licenças ambientais para favorecer empreendimentos imobiliários da Capital, Juarez falou pela manhã com o apresentador Mário Motta, da rádio CBN/Diário, e depois apareceu no Jornal da Almoço, da RBS TV, em entrevista ao colunista Cacau Menezes.

Na conversa com Cacau Menezes, depois de imitar o comportamento na cadeia do empresário Fernando Marcondes de Mattos, também detido na Moeda Verde, Juarez Silveira contou que tem recebido apoio de empresários e políticos, além de pessoas que encontra na rua:

– Dizem que vou ser o vereador mais votado das próximas eleições.

Juarez está sendo julgado pela Comissão de Decoro e Ética da Câmara de Vereadores da Capital e pode ter o mandato cassado. No entanto, o vereador afirmou que não está preocupado:

– Estou com muita tranqüilidade, não cometi nenhum erro e não causei prejuízos aos cofres públicos em 20 anos de mandato – disse ele, na entrevista à CBN/Diário.

Saturday, June 23, 2007

"Sou vítima da máquina da prefeitura"

JOÃO CAVALLAZZI



Em sua primeira entrevista desde que deixou a carceragem da Polícia Federal, no dia 15 de maio, onde passou 12 dias detido sob acusação de comandar um suposto esquema de compra e venda de licenças ambientais para favorecer empreendimentos imobiliários na Capital, o vereador Juarez Silveira (sem partido) rompe o silêncio sobre a Operação Moeda Verde, defende-se das acusações que o levaram à prisão e parte para o ataque:

- Ainda tem muita coisa pela frente, que vou falar perante o senhor juiz, seja do prefeito, seja de quem for.

Ex-líder de governo da administração Dário Berger (PSDB), Juarez diz se considerar "vítima da máquina da prefeitura". Nega intenção de renunciar ao seu quinto mandato e garante que vai "até o fim" para se defender.

Juarez empareda os colegas na Câmara afirmando que "muitos vereadores vão se arrepender se eu for cassado", porque, segundo ele, "a maioria" dos parlamentares fazia os mesmos pedidos que, para a PF, pode caracterizar crimes de tráfico de influência e advocacia administrativa.

Aos 51 anos, 13 quilos mais magro, visivelmente abatido, mas se esforçando para parecer o mesmo Juarez de antes da Operação Moeda Verde, o vereador conversou com a reportagem do DC por 54 minutos na tarde de quinta-feira, no Centro da Capital.

A entrevista, gravada em uma mesa ao ar livre da confeitaria Café Sorrentino, no calçadão da Rua Padre Miguelinho, a poucos metros da Câmara, foi interrompida nove vezes por pessoas - algumas anônimas, outras conhecidas - que queriam cumprimentar Juarez. Não houve manifestação hostil. O vereador, que não fuma, é casado mas não tem filhos, tomou dois refrigerantes.

Ao final da conversa, emocionado, lembrou que a primeira coisa que fez ao deixar a carceragem da PF foi tomar café com a mãe, de 87 anos. Agora, inclinado a deixar a vida pública, Juarez anuncia a intenção de retomar um antigo projeto: ter um programa de rádio em Florianópolis.

Deflagrada pela PF no dia 3 de maio, a Operação Moeda Verde resultou na decretação da prisão de 22 pessoas, entre políticos, funcionários públicos e empresários. Todos estão em liberdade aguardando eventual denúncia e posterior julgamento, se for o caso.

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista exclusiva.

A prisão

É muito triste você ser preso. Eu me candidatei a vereador, estou no quinto mandato com muito orgulho, com o voto popular. Eu não cometi crime. Ainda não consigo dormir porque o barulho de cela é muito triste, foram os piores dias da minha vida. Não tenho nada do que reclamar da Polícia Federal no tempo em que fiquei preso. Só lamento a prisão, que foi dolorida injusta, não era necessária.

Acusações da PF

Eu fiz favores a todas as pessoas, de A à Z, do pobre ao rico. Desde antes de ser vereador já fazia favores. E essa cidade é muito provinciana, os serviços públicos ainda são de balcão. A prefeitura é desorganizada, cada vez mais, nesse período da administração Dário Berger. Tenho meu Imposto de Renda para provar que não recebi vantagens pessoais. Eles (PF) vão ter que provar. Isso é assunto de Justiça. Se tiver que prender, tem que prender mais gente. Fazer um pedido é uma coisa, quem autoriza é outra coisa.

Câmara

Eu não aprovo nada. Meu dever de vereador e de cidadão é pedir. As pessoas me pedem e eu passo os pedidos para frente. A Comissão de Ética está no seu papel, a Câmara também. Mas eu acho que quase todos os vereadores ou ex-vereadores pediram ou pedem o que eu peço. Então, estou com a consciência tranqüila, limpa. Meu dever de político fiz e faço, e se tiver que ser punido pelos meus colegas, lamento, porque quase todos fazem o mesmo pedido. Então, a Câmara tem que ter autocrítica e julgamento, ou então fechar a porta daqui para frente e não fazer mais nada, porque os pedidos são iguais. Se os vereadores me cassarem, muitos vão se arrepender. Eu não feri a ética, não fiz nenhum projeto de lei, a rua do Santa Mônica (atual shopping Iguatemi Florianópolis) eu aprovei com os votos de todos os vereadores, em todas as comissões. Procura no Ipuf, dentro da Câmara, se algum dia eu pedi para modificar qualquer parecer. Eu não fiz e não faço pedidos, respeito as comissões técnicas da casa. A Câmara tem que fiscalizar todos os atos do Executivo, que não está cumprindo o seu papel.

Dário Berger

A administração do prefeito Dário Berger não cumpre nem o regimento da Câmara, respondendo às comissões. Se alguém tem que ser cassado tem que começar pelo prefeito, que descumpre todo o regimento da casa legislativa. Temos que passar uma vassoura na cidade na próxima eleição, tanto para vereador quanto para prefeito. Acho que a prefeitura parou, a prefeitura precisa se organizar. Eu já fiz críticas à administração do Dário desde o início e não vou me calar. Eu não faço ameaça, eu faço e provo aquilo que digo. Ainda tem muita coisa pela frente, muita coisa vou falar perante o senhor juiz, seja do prefeito, seja de quem for. Eu só lamento que a prefeitura tá parada, que a administração tá parada, perdeu o rumo... o prefeito está com a consciência pesada (...) acho que tem várias consciências pesadas (...) porque a administração é fraca, o poder público é inseguro e foi essa insegurança que causou essa desgraça (Operação Moeda Verde), porque o prefeito ajudou os dois shoppings, entendeu? E acho que muita coisa vai acontecer na Justiça. Essa novela não acaba agora, tem muitas coisas que serão reveladas ainda. Muitas coisas na Justiça. O prefeito erra quando deixa de falar o que pensa. Quer ser bonzinho. O grande defeito do Dário Berger é não saber dizer não. Ele faz muita conversa paralela, o governo dele nunca está completo. O tempo vai dizer, o circo será desmanchado logo, o circo vai cair. Espero que a humilhação sirva de lição para os políticos e futuros políticos da Capital, me considero vítima da máquina da prefeitura.

Defesa

Não me arrependo de nada porque não cometi crime. Eu sou um dos mais inocentes. O que existe é que eu tenho um coração grande e a vontade de ajudar todas as pessoas. Não existe adversário político nem inimigo, ajudo todos. Todos os favores que fiz nunca foi para tirar multa, tirar impostos. Pelo contrário, só defendi empreendimentos que geram emprego. Eu nunca fui tirar um carnê de IPTU. Sempre defendi que a prefeitura tem que cobrar não só do pequeno; os poderosos deixam de pagar nessa cidade, e a administração não faz nada para mudar. Achei um grande pecado prender empresários que investem e dão emprego. Muitos são amigos meus há mais de 30 anos. O que eles sofreram eu sofri também.

Família

Hoje, o que existe para mim é uma tristeza muito grande porque o que ocorreu na casa da minha mãe e das minhas irmãs (ambas revistadas pela PF) foi injusto. Primeiro, a polícia deveria ter levado um médico para invadir o apartamento da minha mãe, viúva, de 87 anos, que mora sozinha. A primeira coisa que fiz quando saí (da PF) foi tomar um café com ela.

Futuro

Primeiro, eu quero saúde para mim e minha família. Saúde e paz não tem mandato que pague. Se você não tiver paz, tranqüilidade e saúde não adianta. Para mim, a vida pública perdeu a graça. A menos que venha um prefeito muito bom, com raízes fortes para administrar essa cidade com uma administração moderna. Minha vontade não é mais completar 20 anos de mandato.

Contraponto
O prefeito se nega a responder a Juarez
No início da tarde de sexta-feira, o DC esteve na sede da prefeitura da Capital. Em conversa com o secretário de Comunicação, Ariel Bottaro Filho, informou do teor das declarações do vereador Juarez Silveira sobre o prefeito e a prefeitura. Bottaro afirmou que Dário Berger não estava no prédio, mas seria contatado por telefone.
Às 16h15min, o secretário deu retorno à reportagem informando que o prefeito havia decidido não responder às declarações de Juarez Silveira.

Saturday, June 16, 2007

Jornal Notícias do dia ; 16/6/2007


Moeda Verde

Coluna Paulo Alceu ; 16/6/2007

Indagado pelo vereador Xandi Fontes sobre as razões de procurar o vereador Juarez Silveira já que a documentação do Floripa Shopping estava em dia e legal, o vereador Marcílio Ávila confirmou que havia “boicote.” “Todos sabem que o vereador Juarez Silveira tinha poder dentro da Susp,” expressou Ávila.

Defesa

“Respeito e tenho apreço pelo Marcílio Ávila. Votei nele para presidente e trabalhei para reelegê-lo. Não vou responder sobre o que ele disse. Vou deixar para a Justiça. Nunca mandei na Susp, faço o que me é solicitado,” declarou o vereador Juarez Silveira no início do seu depoimento sempre destacando seus cinco mandatos e o relacionamento com os vereadores, inclusive, os que o estavam inquirindo.

Estratégia?

“Vocês me conhecem. Sabem como eu sou. Sabem como me comporto. A Casa me conhece. Eu não faço pressão, eu faço pedido” repetia o vereador Juarez Silveira muitas vezes colocando os vereadores numa situação de cumplicidade.

Tuesday, June 12, 2007

DIARINHO / Diário do Litoral ; 12/6/2007


Thursday, June 07, 2007

O CASO DO GRAMPO

Coluna Cesar Valente ; 7/6/2007

Falei aqui, na terça, sobre a sentença do Juiz Leopoldo Brüggemann, condenando o vereador Guilherme Grillo a dois anos de serviços forçados, por ter feito escuta ilegal no telefone do também vereador Juarez Silveira.

O vereador Grillo, naquele dia mesmo, mandou-me alguns comentários sobre o caso. Dizia ele, entre outras coisas:
“Quando na sentença fala em testemunhas do edifício contra o Grillo, só pode ser em outro processo, pois na fase processual, nem a polícia pode testemunhar contra mim. A polícia foi apenas informante. Portanto, a acusação levou ZERO testemunhas contra mim, e eu tinha 7 a meu favor. Por que não levaram testemunhas contra mim? Porque simplesmente não as tinham. Todo aquele processo que ocorreu comigo foi muito estranho, ainda mais depois que apareceram gravações de figurões do governo estadual em uma fita que a polícia “apreendeu” dentro do gravador, e que disse na época textualmente na imprensa que aquela fita era absolutamente virgem. E por ai vai... Nunca pude falar sobre isso pq o processo corria em segredo, mas agora falarei e mostrarei a quem quiser as estranhezas desse rolo todo”.
Publiquei esse comentário na versão online da coluna e, em seguida, o próprio Juiz Brüggemann, por intermédio da sua assessoria de imprensa, enviou-me um calhamaço de 22 páginas com a íntegra da sentença, para que eu tomasse conhecimento das razões que levaram à condenação (que, de resto, poderá ser revista em segunda instância).

Da leitura da sentença fica a impressão que está certo, o Juiz. Afinal, foram encontrados o gravador e uma extensão da linha telefônica do Juarez num apartamento vazio, de propriedade do vereador Grillo. E o vereador ia todos os dias lá, como se fosse trocar a fita. Entrava, demorava um pouquinho e saía.

Pra mim (e para o juiz) se tem gravador e um fio ligados à linha do outro, não resta espaço para muita dúvida. Mas, na política florianopolitana, as coisas andam tão estranhas, que é bem capaz que o vereador Juarez acabe afirmando que tinha pedido, a seu amigo Grillo, que fizesse uma auditoria informal nas ligações telefônicas. Tudo de comum acordo. E tudo, como sempre, muito esquisito.

Ah, o Juiz transcreve depoimento do porteiro do edifício que, por uma dessas esquisitices, não foi ouvido no curso do processo. Por que? Sei lá. E, a estas alturas, tenho a impressão que nem quero saber.

Wednesday, June 06, 2007

Juarez diz que vai largar vida pública

Diário Catarinense ; 6/5/2007


O vereador Juarez Silveira (sem partido) disse, ontem, que vai deixar a vida pública ao final deste mandato, em dezembro de 2008. A declaração foi feita em entrevista ao repórter Daniel Cardoso, de ANotícia, no intervalo da primeira sessão ordinária em que ele compareceu desde a prisão, em maio.

Ele é acusado pela PF de ser o mentor de um suposto esquema que negociava licenças ambientais e atos administrativos.

- Fecho a minha vida política depois de 20 anos. Desenhei cinco mandatos seguidos. E é isso - disse.

Juarez não quis comentar as acusações que vem sofrendo. A estratégia é falar apenas na Justiça e, agora, espera pelo relatório final da delegada Julia Vergara. A única defesa esboçada na entrevista foi quando disse que os últimos dois anos de trabalho foram dedicados apenas à liderança de governo do prefeito Dário Berger (PSDB).

- Pode ver na procuradoria ou nas assessorias da Câmara. Não encaminhei nem pedi nenhum projeto. Fiquei apenas cuidando dos assuntos do governo.

Ontem à noite, o vereador voltou às atividades parlamentares. Mas continua sob cuidados médicos. Os exames mostraram que mantém a arritmia no coração, o que o obriga a tomar nove remédios por dia.

Hoje, o vereador Deglaber Goulart (DEM), relator da CPI da Câmara sobre a Operação Moeda Verde, entrega parecer preliminar, sugerindo que as investigações iniciais sejam focadas em duas obras - Hospital Vita e Floripa Shopping -, porque esses empreendimentos já passaram pelo Legislativo.

Monday, June 04, 2007

ESCUTA SÓ...

Coluna Cesar Valente ; 5/5/2007

Desanimado com a semana, que começa fria e fraca com um feriado no meio, estava lendo a decisão do juiz Leopoldo Augusto Brüggemann, titular da 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital, que condenou o vereador Guilherme da Silva Grillo “à pena de dois anos de reclusão e mais multa pela prática de interceptação telefônica (escuta e gravação ilegal)”.

O esperto Guilherme montou um esquema (em janeiro de 2005) para ouvir os telefonemas do Juarez Silveira, esse mesmo, que foi gravado pela PF. Como a gravação do Grillo era ilegal e ele foi pego com a orelha na botija, nada mais justo que levar uma condenação mesmo.

Mas o que chama mais a atenção no caso é que o Ministério Público, titular da ação, “ao final do trâmite processual solicitou a absolvição do acusado sob o argumento de ausência de provas e, ainda, de um possível perdão concedido pela vítima em relação ao acusado em nome de uma velha amizade”.

O juiz Brüggemann deve ter ficado assustado, tanto quanto qualquer um de nós, com essa história de “perdão” e de falta de provas. O cara foi preso no ato, tinha até fita da escuta no bolso. Que provas teriam faltado?

O Juiz mesmo escreveu: “Devo asseverar que de perdão não há que se falar, seja por não previsto em lei, seja porque versa a questão de ação penal pública incondicionada, que não comporta tal instituto”. Traduzindo: na letra da lei não existe essa conversa de vítima perdoar o réu. O juiz, convencido da culpa do Grillo na maracutaia, lascou uma sentença condenando-o a dois anos de serviços comunitários (mas, é claro, cabem inúmeros recursos).

E ainda deu um puxão de orelhas: “Homem público que é, o vereador Grillo deveria, mais do que ninguém, respeitar os direitos e garantias fundamentais e os direitos e deveres individuais e coletivos consagrados em nossa Constituição Federal, e não poderia atrever-se, em hipótese alguma, em assacá-los, como de fato fez”, afirmou o juiz Brüggemann.
Condenado

Coluna Paulo Alceu ; 5/5/2007

O Ministério Público solicitou a absolvição, sob o argumento de perdão concedido pela vítima, mas o juiz Leopoldo Brüggemann condenou a pena de dois anos e mais multa o vereador Guilherme Grillo pela prática de grampo telefônico. O grampo foi localizado pela polícia após denúncia do vereador Juarez Silveira, que mais tarde solicitou a absolvição do acusado sob o argumento de uma velha amizade.

Pena

Grillo poderá recorrer da sentença que foi substituída de pena privativa de liberdade por prestação de serviços à comunidade ou entidades públicas por dois anos. O juiz Brüggemann refutou todas os argumentos de absolvição destacando além dos testemunhos que Grillo como homem público deveria respeitar os direitos e garantias fundamentais consagrados na Constituição.

-O processo de cassação na Câmara de Vereadores, na época do episódio, foi arquivado.

Manifestação

O vereador Guilherme Grillo afirmou que “respeita a decisão judicial, mas estranha.” Evidenciou que no processo que correu sob segredo de Justiça não teve testemunhas contra ele e que o Ministério Público, que apresentou a denúncia pediu por sua absolvição. Espera reverter no Tribunal de Justiça. “Que notícia, logo esta semana que faço aniversário,” reagiu o vereador.

Friday, June 01, 2007

Processo contra Juarez Silveira é suspenso


Diário Catarinense ; 1/6/2007

O processo de descaminho que o vereador Juarez Silveira responde, por causa de compra sem nota fiscal de bebidas no Uruguai, foi suspenso por uma liminar do desembargador Elcio Pinheiro de Castro, do Tribunal Regional Federal.

O advogado de defesa, Rodrigo Silva, argumentou que não existe crime se o valor de impostos não arrecadados é menor que R$ 2,5 mil. Ele criticou a Polícia Federal (PF), que estaria pré-julgando o cliente com denúncias antecipadas. A PF informou que apenas revela fatos.

Em apuros
Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 1/6/2007

A cada dia que passa mais se complica, com a divulgação de suas conversas telefônicas grampeadas pela mídia, a situação do vereador licenciado Juarez Silveira, apontado como o líder na Operação Moeda Verde.

Se não piora a sua imagem com a Justiça, que já sabia de tudo, tanto que mandou prendê-lo, fica cada vez mais desgastado com a opinião pública, que, se o vê na rua, periga vaiá-lo. Juju vai precisar de muito papo para ser perdoado. Pelos amigos que ele comprometeu e pelos eleitores, que o elegeram para isso.

Thursday, May 31, 2007

Show man

O Estado ; Henrique Ungaretti ; 31/5/2007

Por estes dias, devem ser reveladas novas passagens dos grampos telefônicos feitos no vereador Juarez Silveira (sem partido) pela operação Moeda Verde. No que tem sido, aliás, uma farra para a indústria do jornalismo local.

As coisas vão aparecendo aos poquinhos, conforme a conveniência de alguém, com certeza.

No dia 30 de outubro do ano passado, o vereador Juarez Silveira deixa recado para Paulo César Maciel, do shopping Iguatemi : “Avisa para o doutor Paulo que eu já tô mandando o Omega, aquele que o prefeito tava usando, tá?”.

Mais tarde, Juarez fala com o cunhado: “Porque o Dário devolveu o carro do Paulo César, aquele Ômega que eu emprestei. Então, eu mandei lavar, mandei tudo. Por que o Dário nem pra isso ele presta, né? Aí eu vou pegar e vou entregar para o Paulo César o carro que é particular do Paulo Cesar. Paulo Césas mandou dois carros: um... entendesse? Então o Dário,o Dário mandou o carro, entendeu,e tão fechando o comitê!”.

Em campanha política, é normal que empresários colaborem com comitês de candidatos, quase sempre com mais de um ao mesmo tempo (a prática pode deixar de existir com o financiamento público das campanhas).

O que as conversas realmente provam é que Juarez Silveira é histórico. Por mais seriedade que o caso peça.

Vamos e venhamos :o vereador é um pândego histórico. Juntam-se 10 Robertos Jefferson e não se tem um Juarez Silveira.


Trechos de diálogos

A Notícia ; 31/5/2007

Hospital Vita

Juarez telefona para Gilson Junckes (Hospital Vita) e pergunta se pode passar na concessionária Dimas (Ford).
Juarez – Já posso passar lá na Dimas?
Gilson Junckes – A hora que sair a publicação, aí tu pega a autorização comigo e pega lá com ele.
Juarez – Não, mas aí vai demorar, porra!
Gilson – Não, ô Juarez, mas assim ó: tu sabes que já teve problema de percurso aí, as coisas mudaram e eu preferia assim, ó! Eu também tenho pressa dessa publicação porque eu também tô precisando pegar a viabilidade pra poder pegar o alvará, entendesse? E assim ó: não depende só de mim, tu sabe disso, e... eles tão me cobrando lá de São Paulo, direto: como é que tá, como é que tá, eu tô: essa semana sai, essa semana sai e não tá saindo!
Juarez – Não, mas já tá no Diário Oficial, né?
Gilson – Eu sei, mas tem que tá publicado pra poder...
Juarez – Mas o JB já não te deu uma declaração, ontem? (referindo-se ao vereador João Batista Nunes)
Gilson – Mas com essa declaração eu não consigo, não consigo fazer nada!
Juarez – Não, tudo bem. Não, entra com a consulta de viabilidade, tá?
Gilson – Então tá bom! Eu entro com a consulta de viabilidade hoje e tu...
Juarez – Entra e me dá a cópia. Esse assunto é comigo!

Obs: Segundo a PF, “a lei a que se referem é a Lei Complementar Municipal 250/2006, que alterou o zoneamento do bairro Santa Mônica, caracterizando o local de implantação do Hospital como ACI-III – Área Comunitária Institucional, na modalidade Áreas de Saúde, Assistência Social e Culto Religioso”.

Supermercado Bistek

Trata da construção de uma filial da empresa Bistek Supermercado Ltda., de propriedade de João Carlos Ghislandi, Walter Ghislandi e Mário Cesar Ghislandi, na Costeira do Pirajabué.

Juarez – Alô?
João – Ah, bom-dia, rapaz! A respeito da nossa votação, ocorreu?
Juarez – Tudo 10!
João – Tudo 10?
Juarez – Tá? Deu tudo 10 e agora nós vamos botar no Diário Oficial. O prefeito já passa a caneta, e vai para o Diário Oficial! Mas, não tem mais coisa...
João – Mas isso é um processo rápido, né?
Juarez – Não, é rápido, é rápido! Agora não, agora dá pra tocar. Pode começar a tocar, agora vai ter o número do processo já!
João – Ahm, ahm!
Juarez – Amanhã. Hoje à tarde vai pra Prefeitura, o prefeito dá o número, com este número de lei eu já mando pra Susp, tá?
João – Certo!

Revelados detalhes da origem da Operação Moeda Verde

ClicRBS ; 30/5/2007

Il Campanario deu origem às investigações - Hermínio Nunes / Agência RBS

I

Com base nos 28 relatórios sigilosos encaminhados à Justiça Federal (JF) pela delegada Julia Vergara da Silva, o Diário Catarinense, a RBS TV e o clicRBS revelam, a partir de hoje, os principais detalhes do trabalho que deu origem à Operação Moeda Verde, investigação da Polícia Federal (PF) que durou nove meses.

A operação resultou na decretação da prisão, no dia 3 de maio, de 22 pessoas suspeitas de fazer parte de um suposto esquema de corrupção para favorecer empreendimentos imobiliários em Florianópolis.

Os documentos, obtidos com exclusividade, formam um calhamaço de quase mil páginas, entre textos e transcrições de gravações telefônicas captadas do dia 21 de julho a 19 de dezembro de 2006, todas autorizadas pela JF.

Na introdução dos relatórios, quando faz um resumo de toda a investigação, Vergara registra que "o requerimento do Ministério Público Federal (que deu origem às investigações) teve por base os indícios de crime constatados na implantação do empreendimento Il Campanario, em Jurerê Internacional, pelo Grupo Habitasul".

Iniciado o monitoramento telefônico a fim de descobrir eventuais irregularidades no projeto, os agentes foram surpreendidos com inúmeras ramificações proporcionadas por alguns alvos da polícia e seus interlocutores ao telefone. Com isso, o que era para ser investigação pontual, sobre apenas uma obra, transformou-se em uma ampla varredura em inúmeros empreendimentos já concluídos ou em andamento na Ilha de Santa Catarina.

Ao fim de nove meses gravando conversas, seguindo, filmando e fotografando suspeitos, 22 pessoas, entre políticos, empresários e funcionários públicos tiveram prisão decretada pela Justiça.

Na documentação enviada ao juiz Bodnar, a delegada afirma que "a análise do material de áudio coletado evidenciou a existência de uma verdadeira quadrilha dedicada à prática de crimes ambientais e crimes contra a administração pública".

Veja abaixo as acusações da PF.

JOÃO CAVALLAZZI E FELIPE PEREIRA/DIÁRIO CATARINENSE
As acusações da PF

Veja o que diz a delegada Julia Vergara da Silva



Caso Habitasul
"Nos áudios organizados neste caso, encontra-se exteriorizada a intenção do Grupo Habitasul em agir contrariamente às normas ambientais, sempre com vistas à maior obtenção de lucro no loteamento Jurerê Internacional. Fernando Tadeu, um dos diretores do Grupo Habitasul em Porto Alegre, disse expressamente a Hélio Chevarria (representante do grupo em Florianópolis) que a Loja Maçônica a ser construída em Jurerê Internacional deveria ser colocada em APP, ou seja: Área de Preservação Permanente, porque assim não perderiam terreno". Em uma das conversas pinçadas pela PF, Chevarria diz que está "há anos mudando o Plano Diretor" para a escola (Colégio Energia)".
Relatório Habitasul e Juarez Silveira
"Este trecho trata da 'relação' entre a Habitasul, Juarez Silveira, Renato Juceli, ex-secretário de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp) e Rubens Bazzo, funcionário da Susp. De acordo com os áudios, a Habitasul, através de Hélio Chevarria, liberou para Juarez Silveira a quantia de R$ 20 mil para supostas obras de reforma da Susp. O valor foi recebido na Habitasul, pelo chefe de gabinete de Juarez, Itanoir Cláudio".

Em outra parte, a delegada Vergara destaca que "em outro áudio, Juarez diz a Péricles Druck (dono da Habitasul) que ninguém mudará o Plano Diretor se não for ele, e que Péricles tem que lhe 'dar a linha' do que quer e que aí Juarez vai 'até o inferno' com aquela postura".
Caso Il Campanario
"Com relação ao empreendimento Il Campanario, foi realizada perícia pela PF concluindo que há área de restinga, de água subterrânea e presença de dunas no local do empreendimento e, ainda, que o curso d'água existente foi aterrado para a implementação do empreendimento. As licenças expedidas pela Fatma para o empreendimento em questão foram assinadas por André Luiz Dadam, flagrado com R$ 8 mil em espécie após sair da Habitasul, sendo que os áudios registrados indicam toda a movimentação da Habitasul com vistas à obtenção do dinheiro que foi entregue a Dadam."

"Com relação à autorização da Floram para o Il Campanario, registre-se que Marcelo Vieira Nascimento, técnico da Floram, em conversa com Juarez Silveira sobre a liberação de colocação de estande em Jurerê Internacional, disse que autorizaria a atividade, mas que teria que dar um 'tempinho' porque, recentemente, havia autorizado outros empreendimentos de interesse da Habitasul, entre eles o Il Campanario, referido por ele como 'o hotel'".
Caso Amoraeville
"Os áudios agrupados neste caso revelam como se dá a relação entre a Habitasul e Rubens Bazzo, que confere tratamento especialíssimo a prepostos da empresa, dispensando-a até mesmo de ter que ir ao Pró-Cidadão protocolar o requerimento pretendido, instituindo uma espécie de Pró-Habitasul, ou seja: setor de atendimento específico e a jato para a Habitasul - tratamento este que se contrapõe àquele prestado à população em geral".
Caso Energia
"Em conversa com servidor do Ipuf, Rubens Bazzo diz que está com o processo da Escola Energia em Jurerê Internacional, mas que só pode deferir se a substituição da 4ª Etapa de Jurerê Internacional estiver aprovada, dizendo que 'eles fizeram a substituição da quarta etapa baseada naquela lei nova, que modificou tudo ali' (possivelmente uma lei criada sob encomenda da Habitasul) e, a seguir, Bazzo diz: 'Eu vou aprovar essa escola aqui e depois que se f... Porque nós já deferimos a substituição aqui' (...)"

"Em conversa com Fábio Filippon, enteado de Percy Haensch e diretor do Grupo Energia, Hélio sugere que sejam colocadas placas no local de obras do Energia: 'Licença de corte número tal, entendeu? Pra ir dando... né? Pra ir dando a legalidade'. A seguir, nesta mesma conversa, Hélio indica a Fábio qual será a estratégia a ser seguida pelo empreendimento, possivelmente com o intuito de burlar a legislação ambiental ou de se esquivar da fiscalização do órgão federal ambiental".
Caso Shopping Santa Mônica - Iguatemi
"Os áudios interceptados revelaram a rede de relacionamentos (e de favores) de que se valeu Paulo Cezar Maciel da Silva, empreendedor do Shopping Iguatemi. Paulo Cezar contou com a colaboração da prefeitura, mas, principalmente, a de Juarez Silveira, que parece ter atuado como um procurador de fato seu, em troca de vantagens financeiras. Juarez Silveira foi, no caso do Shopping Iguatemi, 'uma espécie' de Marcílio Ávila no caso do Shopping Florianópolis, entretanto, com uma vantagem: a de contar com um cunhado seu como secretário municipal. Para tanto, abriu portas nos órgãos pelos quais tramitaram processos para a obtenção das licenças necessárias."

"Em contrapartida, Juarez, seus parentes e seu chefe de gabinete recebem diversas facilidades nas concessionárias de Paulo Cezar: a Santa Fé (GM) e a Florence (Peugeot). Juarez chega até a retirar valores em espécie com o funcionário da Santa Fé chamado Fachini. Juarez refere-se a ter recebido um Peugeot 307, que não pretende devolver. De acordo com consulta ao sistema do Detran, tal veículo foi, recentemente, transferido de Juarez para a sua irmã".
Caso Hospital Vita
"Os áudios revelam intensa movimentação na Câmara de Vereadores da Capital com vistas a possibilitar o empreendimento, sendo cogitado até 'anular assinatura do vice'. Após ser concretizada alteração legislativa viabilizando o empreendimento, Juarez Silveira entra em contato com um dos empreendedores, Gilson Junckes, indagando se já pode passar no Dimas (revenda de carros)."

"Posteriormente, Juarez recebe o sinal verde para retirar veículo (s) no setor de usados do Dimas num crédito de R$ 50 mil. Juarez escolhe um Ford Ecosport, o qual é, posteriormente, deixado para venda na Santa Fé (de Paulo Cezar), mais especificamente sob os cuidados de Fachini, empregado da concessionária. Juarez encaminha Junckes à Susp, recomendando a Renato Juceli, secretário e seu cunhado: 'Então tu dá um atendimento vip aí, daqueles! Só tu e ele, tá bom? Falou, tchau! Abre a guarda, que não tem problema. Colhe frutos depois!'"
Caso Bistek
"A tramitação dos processos para a aprovação da instalação do supermercado Bistek, em Florianópolis, no Bairro Costeira do Pirajubaé, contou com os 'serviços' de Juarez, que determinou a Renato Juceli de Souza: 'Então, tu trata ele bem aí, esse caso, tu trata bem!' e que fosse tudo tratado na sala de Renato. Os áudios indicam ter havido votação de projeto de lei de interesse do Grupo Bistek - possivelmente versando sobre alteração do Plano Diretor."

"Juarez informa que 'foi tudo 10!' e que é para o dono do grupo ir falar com ele. Em contato com prepostos do Grupo Bistek, Renato informa que 'avançamos com aquilo, daquela forma, aquele dia, tu lembras? Que falamos?' E, em seguida, diz: 'Tá! Tu não tem nada aí? Vou passar o final de semana duro, eu?'"
CD guarda áudio e texto de cada relatório


Diário Catarinense ; 31/5/2007

Os 28 relatórios encaminhados pela Polícia Federal ao juiz Zenildo Bodnar estão em um CD que contém arquivos em texto e áudio. Cada caso que está sendo investigado pela equipe da delegada Julia Vergara da Silva é descrito minuciosamente e vem acompanhado das gravações feitas com autorização judicial. A íntegra das conversas consta em outros nove CDs.

Quem tem acesso aos relatórios percebe por que o vereador Juarez Silveira é apontado pela polícia como chefe do suposto esquema de compra e venda de licenças ambientais. Ex-líder do governo Dário Berger na Câmara de Vereadores da Capital, Juarez aparece em quase todas as investigações, sempre aparentemente intermediando favor ou ajuda.

Nos relatórios do Shopping Iguatemi, do Hospital Vita e do Supermercado Bistek estão as conversas que, para a PF, são as mais comprometedoras. Nessas e em outras interceptações, Juarez faz lobby para empresários, solicita carros emprestados, negocia veículos e publicação de lei, fala em dinheiro e até intermedia automóveis de luxo para, segundo o próprio Juarez, uso do prefeito na campanha eleitoral.

Entre o material há duas filmagens e fotos. Nas gravações em vídeo, os alvos são André Luiz Dadam, funcionário comissionado da Fatma, e, novamente, o vereador Juarez Silveira. André Dadam é flagrado saindo com R$ 8 mil, em dinheiro, da sede do Grupo Habitasul, em Jurerê Internacional, antes do pleito de outubro de 2006. Já o vereador aparece saindo de uma caminhonete Grand Cherokee, preta, em um posto de combustíveis no Centro da cidade.

Gravadas à distância, as imagens mostram Juarez indo ao encontro de um homem em um veículo pequeno, onde pega um pacote de papel pardo. Em seguida, retorna ao veículo e segue à sede da Codesc, onde trabalha como diretor. A polícia filmou tudo e não fez menção sobre o conteúdo do pacote. Naquele dia, preferiu não abordar o vereador para evitar qualquer suspeita que comprometesse a Operação Moeda Verde. No relatório sigiloso encaminhado ao juiz, a PF registra que "os áudios das gravações revelam um triste quadro de como tem sido tratada a questão ambiental em Florianópolis, e mesmo pelo órgão ambiental".

Wednesday, May 30, 2007

O retrato 30 x 40 de um político 3 x 4
Câmara avalia o futuro de vereadores


Diário Catarinense ; 30/5/2007

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Capital volta a reunir-se amanhã, às 14h, para discutir o futuro político dos vereadores Juarez Silveira (sem partido) e Marcílio Ávila (PMDB), acusados pela Operação Moeda Verde.

A Polícia Federal investiga o envolvimento dos políticos em um suposto esquema de compra e venda de licenças ambientais em favor de grandes empreendimentos em Florianópolis. Durante a reunião do conselho, os vereadores vão se debruçar sobre os argumentos das defesas dos acusados.

Juarez Silveira entregou a papelada na segunda-feira. Sobre as gravações, o vereador afirma que nelas não se "vislumbra a prática de qualquer delito ou de atos contrários à ética e ao decoro parlamentar".

O presidente do Conselho de Ética, Aurélio Valente (PP), informou que a defesa de Juarez foi distribuída aos cinco integrantes do grupo. Cada um vai analisar em separado os argumentos para o debate no conselho. A convocação de Juarez e Marcílio estará na pauta da reunião. Mas não é prioridade.

- Nós tivemos ainda que pedir mais informações para a Polícia Federal. O que eles nos enviaram no início era muito pouco - disse.

O prazo para entregar as defesas termina hoje. Marcílio Ávila ainda não encaminhou a documentação.

Expectativa
Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 30/5/2007

O advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho confirma para esta quarta-feira o julgamento do mérito do habeas-corpus que permitiu a soltura de Juarez Silveira e outros três envolvidos na Operação Moeda Verde. A decisão será tomada pela Justiça Federal em Porto Alegre. Se a liminar for cassada, os quatro podem voltar para a cadeia.

A propósito, Juarez Silveira foi visto escolhendo carro novo, sábado, na Top Car, revendedora BMW na cidade, dias depois de ter comprado um novo telefone celular no Beiramar Shopping.

Tuesday, May 29, 2007

CONFRARIA MANÉ

Coluna Cesar Valente ; 29/5/2007

Se a turma de Joinville se protege e apoia, se a turma de Criciúma também age corporativamente, por que a turma de Florianópolis deveria ser diferente?

Não surpreendem os gestos de amizade, de lealdade e até mesmo de carinho que a gente percebe na relação do Içuriti, presidente da Codesc, com seus amigos, entre os quais o Juarez.

Quem é manezinho da Ilha compreende bem. Afinal, essa forma quase familiar, essas ligações tão próximas. vêm de um tempo, que não está muito longe, quando Florianópolis era uma pequena cidade, em que todos se conheciam. Talvez o morador da Ponta do Leal não conhecesse “todo mundo” da Praia de Fora, mas num grande raio eram todos conhecidos, amigos, quando não meio parentes, compadres.

Claro que incomoda o fato de um diretor de estatal pedir ao diretor administrativo (Otto Entres, outro manezinho, recebeu o troféu no mesmo ano que eu) que arranje uma brecha para que o amigo não se estrepe ainda mais.

Mas pelo menos não fez como tantos, que ao primeiro sinal de perigo lava as mãos, desliga o celular e deixar o ex-melhor amigo fritar em fogo brando. Seja pela imprensa, seja pelas forças intestinas que sempre combatem dentro de qualquer esquema de poder.

Até poderia me orgulhar dos meus conterrâneos, se essas demonstrações de saudável provincianismo não viessem seguidas de tantos indícios de crimes. Até pra se safar da prisão, o Juju usou um velho artifício ilhéu: o atestado do Dr. JJ Barreto. Com a modernidade, o velho médico bonachão foi substituído por uma clínica onde diretores fazem às vezes de amigos dos amigos. Mas o efeito é o mesmo.

É O SEGUINTE, JUJU

O Juarez se sente tão protegido na Codesc, que nem parou para pensar antes de sair dizendo que deixaria a política e ficaria “apenas na Codesc”. Em respeito à nossa adolescência vivida na mesma vizinhança, freqüentando o cine Glória, o bar Margarete, o Seis e tantas outras boquinhas do Estreito e adjacências, peço licença aos demais leitores para dizer algumas palavras apenas para o Juarez Silveira.

É o seguinte: foram teus eleitores que te colocaram na Câmara, Juarez. Eles. Não foram os teus amigos empresários, nem teus amigos ricos (por mais tenham ajudado na campanha e por mais que joguem isso na tua cara sempre que se sentem contrariados). Foram os eleitores. Tens um mandato.

Num momento difícil, o político deveria se recolher, abraçar-se com a única fonte de seu poder, que é o eleitor. E tentar reconciliar-se com aqueles que, um dia, fizeram este gesto corajoso e generoso, de votar. Até o Severino, que não chega a teus pés em termos de rapidez de raciocínio, sabe disso.

Isto, Juarez, não tem preço.

Se pensares bem, verás que a fonte dos teus dissabores não está na política propriamente dita. O desgosto não nasce em servir ao público e ao bem público fiscalizando e legislando. Nem o relacionamento com aquela massa de eleitores que te reelege já há quanto tempo causa problemas.

Por isso, Juarez, se queres mesmo mudar de vida, foge da Codesc. E experimenta ouvir mais os teus eleitores.

Saturday, May 26, 2007

Coluna Cesar Valente ; 26/5/2007

ESCUTA SÓ!
“Tou preso por causa
daquelas porras
dos vinhos do Içuriti*!”


Para sua leitura de final de semana, publico aqui a transcrição de alguns trechos das escutas feitas pela Polícia Federal com autorização judicial e distribuídas sem autorização judicial. A seleção foi feita entre as escutas gravadas de 8 a 21 de novembro de 2006. Nesse período, o vereador Juarez Silveira, na época líder do governo e diretor da Codesc, foi preso preso por contrabando, ao chegar do Uruguai com uma camionete cheia de bebidas importadas. E escolhi uma questão principal: como é que o funcionário da Codesc, Juarez Silveira, vai justificar que não só não estava trabalhando naqueles dias, como também se ausentou do país sem autorização oficial? Os outros trechinhos são só para contextualizar e dar o clima da coisa.

* O Içuriti é o Içuriti Pereira: presidente da Codesc e tesoureiro do PMDB-SC

A ATA FAJUTA
Dia 10/11/2006, às 11:44, Otto Entres Filho, Diretor Administrativo da Codesc, liga para Cláudio (chefe de gabinete do Juarez) perguntando se ele está em contato com o vereador, que está “preso” na clínica SOS Cárdio.

Otto Entres Filho: É o seguinte, tem que dizer pro Juarez, que ele pediu uma licença agora lá na Codesc por causa do período eleitoral, pra não complicar mais a vida dele, entendesse? Porque a princípio ele teria que estar trabalhando, entendesse?

Cláudio: Fazer como, de qual maneira?

Otto: Nós fazemos uma ata, lá, que ele pediu licença de 30 dias pro período eleitoral, entendesse? do dia 16 de outubro a 14 de novembro. Aí se perguntarem ele diz, não, não, eu pedi licença por causa da eleição, pedi licença do dia 16 de outubro ao dia 14 de novembro na Codesc.

Cláudio: Tá.

Otto: Entendesse? porque não pode tirar férias porque não tem um ano na companhia ainda, entendesse? Então eu falei isso com o Içuriti, que tinha me telefonado, a maneira que eu vi é essa, porque não tem outra, entendesse?

Cláudio:

Otto: Então, se ele for perguntado pelo serviço dele, pra não complicar a vida dele, ele diz que tirou uma licença na Codesc de 16 de outubro a 14 de novembro.

Cláudio: eu vou dar um jeito de pedir pra ele ligar pro senhor.

Otto: Tá bom, querido, obrigado... Cláudio, na hora que tu falar, que tu ligar pra ele, o telefone dele deve estar grampeado. Tá, querido?

Cláudio: Já entendi. Pode deixar comigo.
Às 21:11, Juarez recebe a notícia, por meio de seu advogado Achilles, de que a fiança fora fixada em R$ 14 mil. Achilles alerta Juarez de que deve ser paga em dinheiro. Juarez diz que vai tentar arrumar.

Às 21:17, Juarez liga para Paulo Cesar Maciel da Silva (um dos donos do Shopping Iguatemi, que meses depois também seria detido na operação Moeda Verde).
Juarez: tudo bem? eu tô preso, tá? por causa daquelas porras dos vinhos do Içuriti ali, tá?

Paulo Cesar: Puta merda!

Juarez: é o seguinte, o juiz determinou agora, pelo Dr, Achilles e ele liberou e agora preciso arrumar 14 mil reais vivos pra me tirar da prisão... da prisão, não, do SOS Cárdio, que eu tou. E pra mim sair eu tenho que levar em dinheiro vivo, da fiança. Tu não tens aí vivo pra emprestar pro Içuriti, ou o Renato pra emprestar?

Paulo Cesar: vamos ter que correr atrás.

Juarez: dá uma olhadinha pra mim, porra? eu preciso em meia hora, senão eu vou ficar aqui, cara.

Paulo Cesar: eu corro atrás.

Juarez: pelo amor de Deus, me ajuda com isso.

Paulo Cesar: te ligo de volta em 20 minutos.
A coisa vai longe, mas se vocês ficaram preocupados, eu conto o final: o Juarez conseguiu o dinheiro da fiança e talvez até com sobras, porque ele recebeu envelopes de dinheiro não só do bondoso Paulo Cesar Santa-Fé/Iguatemi, como também do Luiz Henrique Dias Figueiredo (sócio majoritário da Assessoria para Projetos Especiais Ltda., que tem entre seus principais clientes o Departamento Estadual de Infra-estrutura de Santa Catarina, Deinfra, e a Prefeitura Municipal de Florianópolis).

Thursday, May 24, 2007

ESSE JUAREZ...

Coluna Cesar Valente ; 24/5/2007

O Juarez Silveira, vereador que está com a vida bem enrolada por causa de umas moedinhas verdes que encontraram no bolso dele, foi chamado para depor no inquérito sobre aquelas caixas de bebida que trouxe “informalmente” do Uruguai. Agora, o que deu na cabeça de um sujeito, que estava com a vida arrumada, de ficar servindo de mula, trazendo bebida pros amigos?

Wednesday, May 23, 2007

Juíza vai ouvir Juarez Silveira por contrabando

Diário Catarinense ; Felipe Pereira ; 23/5/2007



Na categoria de réu, o vereador Juarez Silveira foi intimado a depor na Vara Federal Criminal de Florianópolis pela compra de164 garrafas de bebidas em Rivera, no Uruguai, sem o pagamento de impostos. Ele será ouvido em 10 de julho pela juíza Ana Cristina Kramer sobre o processo que responderá por crime de descaminho. Se for condenado, pode pegar até quatro anos de prisão.

Juarez viajava com dois sobrinhos, mas Ana Cristina preferiu não abrir processo contra eles por causa do princípio da insignificância. Esse dispositivo jurídico determina que, em crimes com prejuízo inferior a R$ 2,5 mil, os acusados não respondem ação.

A juíza aceitou a denúncia contra Juarez por entender que ele recebeu da sociedade o cargo de vereador, que concede poderes para elaborar leis, por isso deve ter uma conduta exemplar. Ana Cristina também levou em conta o fato de o acusado já responder processo por crime tributário. No entanto, a magistrada não se manifestou sobre as acusações do Ministério Público Federal, apenas informou que elas cumprem os requisitos para abrir uma ação penal.

Depois que o vereador prestar depoimento, a Justiça ouvirá testemunhas de defesa e acusação.

Juarez foi preso pela Polícia Rodoviária Federal em Palhoça, no dia 9 de novembro. Na caminhonete em que viajava, foram encontradas caixas de uísque, de vinho do Porto, de champanhe e de energético.

O advogado do vereador, Rodrigo Silva, disse que pedirá habeas-corpus para o cliente e o trancamento da ação penal. Ele defendeu que a Justiça aplique o princípio da insignificância também a Juarez.

Atestado
Diário Catarinense ; Roberto Azevedo ; 23/5/2007

Finalmente, ontem, o vereador Juarez Silveira (sem partido) entregou um atestado médico, assinado por um cardiologista do SUS, à Câmara da Capital. O documento justifica a ausência de 21 de maio a 5 de junho.

Portanto, como ficam os demais dias? Afinal, o pedido de afastamento, tão alardeado, ainda não foi protocolado no Legislativo de Florianópolis. Ontem, a Justiça Federal intimou Juarez pela ação que responde por descaminho. Ele foi detido, no ano passado, com bebidas contrabandeadas do Uruguai.

Tuesday, May 22, 2007

Gostou da idéia
Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 22/5/2007

Vereador Juarez Silveira desta vez vai acatar minha sugestão: depois de conversar muito tempo, em casa, com a mulher e seus amigos de fé, Juju está seriamente decidido a abandonar a vida pública. Não se deu bem com política, onde queimou o seu filme. Ficaria apenas na Codesc, já que precisa de um emprego para viver. E com os amigos de sempre.

Saturday, May 19, 2007

Juarez
Diário Catarinense ; 19/5/2007

Apesar de ter declarado a disposição de licenciar-se da Câmara de Vereadores de Florianópolis, Juarez Silveira (sem partido), envolvido na Operação Moeda Verde, da PF, ainda não encaminhou o pedido oficial ao protocolo ou ao gabinete do presidente, Ptolomeu Bittencourt (DEM).

A atitude tem dupla implicação: prejudica o trabalho do Legislativo - ficaram 15 em plenário - e impede a posse do suplente, Aloísio Acácio Piazza (PMDB). Resta saber como Juarez está justificando a ausência, passível de punição.

Friday, May 18, 2007

Desabafo



Coluna Paulo Alceu ; 18/5/2007

“Não vou disputar mais um mandato. Acho que vou deixar a política. Pedi licença na Câmara. Nem sei se volto. Gostaria de permanecer na diretoria da Codesc. Vou conversar com o governador. Recebi convites para a iniciativa privada,” destacou o vereador Juarez Silveira dizendo que vai aguardar o processo, lembrando que não há acusações até o momento...

Thursday, May 17, 2007

"Defesa de quê? Vou cuidar da minha saúde"

Entrevista: Juarez Silveira, vereador licenciado, suspeito de envolvimento na venda de licenças ambientais

Diário Catarinense ; 17/5/2007

Várias vezes grampeado pela Polícia Federal em conversas que davam indícios da existência de um esquema de venda de licenças ambientais, o vereador licenciado Juarez Silveira, libertado na terça-feira da prisão preventiva, passa a ser alvo, agora, de investigação em duas comissões da casa onde legislava.
Diário Catarinense - Qual foi o assunto dessa reunião que o senhor teve com a presidência da Câmara?
Juarez Silveira - Eu vim aqui fazer um relato para eles, pedindo, inclusive, o meu afastamento. Vou pegar uma licença para fazer o meu tratamento médico. É só isso o que eu vou fazer agora: tratamento médico e seguir com a minha vida.
DC - Antes de tratar da sua defesa, o senhor vai cuidar da saúde. É isso? Juarez - Acho mais importante saúde e família, né? É disso que eu vou cuidar primeiro. DC - O que o senhor tem a dizer aos seus eleitores diante destas denúncias?
Juarez - Primeiro eu vou aguardar o relatório total das apurações. Os meus eleitores me conhecem, entendeu? Sabem como é o meu comportamento, o meu trabalho, às vezes emocional, mas sempre com muito carinho, muito respeito e muita gratidão.
DC - Como vai ser sua defesa? Juarez - Minha defesa de quê?
DC - Desse processo da Polícia Federal. Juarez - Eu não conheço nenhum processo. DC - Mas a polícia afirma que existia um esquema de vendas de licenças ambientais...
Juarez - Eu te falo o seguinte: vai até a diretoria legislativa e você vê o que eu aprovei de projetos nos últimos anos.
DC - O senhor não acha que este é o momento de se defender? Juarez - Eu não tenho o que falar. Você tem o direito de ir ao Legislativo e ver a porção de projetos que eu aprovei. É só isso. Eu cuidei, nestes últimos dois anos, só do governo Dário Berger (PSDB).
DC - E quando a polícia fala que existia um esquema para beneficiar empreendimentos e que o senhor usaria de tráfico de influência para aprovar estes projetos?
Juarez - Eu desconheço isso. Não vou falar nada agora.
DC - É uma tática de defesa do senhor?
Juarez - Não é tática de nada. Primeiro a saúde e família. Segundo, eu não conheço nada do processo.

Tuesday, May 15, 2007

Livres

Coluna Paulo Alceu ; 16/5/2007

Segundo o advogado Rodrigo Silva, que representa o vereador Juarez Silveira, a probabilidade é que todos respondam o processo em liberdade. Não voltam à carceragem salvo fatos novos, como foi destacado pelo desembargador do TRF da 4ª Região. “Acho que este processo vai ser longo. A bem da verdade não tem nem processo ainda.”

Fato

Dificilmente a Comissão de Ética da Câmara de Florianópolis vai se antecipar à Justiça. Certamente ouvirá os vereadores Juarez Silveira e Marcílio Ávila e aguardará a sentença judicial para manifestar-se sobre cassação. É só esperar para ver.

Monday, May 14, 2007

Hora para repensar
Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 14/5/2007

Quem conhece o vereador Juarez Silveira, preso na Polícia Federal, sabe que, no fundo, ele é um bom sujeito. Manezinho, de origem humilde, como descreveu, ontem, o repórter João Cavallazzi aqui no DC, Juarez tem esse defeito, grave, de ser bocudo. Fala muito. Principalmente ao celular. Tinha preocupação de mostrar poder, força. Queria ser o prefeito. Sempre achou que podia tudo na administração pública de Florianópolis. Se oferecia para resolver os problemas de todos. Alguns fazia sem interesse, outros, mostra agora a polícia, nem tanto. Conheço o Juju há muitos anos, desde guri. Já tentei mudá-lo, mas não foi possível.

Quem sabe agora, com esse novo escândalo, ele abandona a vida pública e volta às origens. Juju não se deu bem com a política. Não teve o necessário equilíbrio. Está perdendo amigos e, agora, a liberdade. É hora de tirar o seu time de campo. Cair na real. Voltar a viver como antes.

Saturday, May 12, 2007

Político de influência em Florianópolis


Diário Catarinense ; 13/5/2007

Desde a primeira eleição para a Câmara de Vereadores, em 1988, Juarez Silveira vem construindo uma carreira que o coloca, atualmente, entre os políticos mais influentes da cidade.

Levado à vida pública pelo amigo Paulo Bornhausen (DEM), atual deputado federal, assumiu a condição de líder do governo Dário Berger (PSDB) depois de uma relação tempestuosa com a prefeita Angela Amin (PP), sua ex-correligionária.

Homem forte do governo Berger, Juarez conseguiu emplacar o cunhado Renato Juceli de Souza na estratégica Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp), além de indicar correligionários para vários outros órgãos municipais.

Amigo de longa data do prefeito, Juarez inúmeras vezes fez duras críticas à administração do tucano, mas nunca foi repreendido à altura. Na Câmara não era diferente. Explosivo, atacava colegas quando contrariado. Mas não demorava para se arrepender dos excessos e procurar o ofendido para pedir desculpas - que geralmente eram aceitas.

É praticamente uma unanimidade entre os colegas, exercendo influência em vereadores da maioria dos partidos.

Apaixonado por carro, não se importava em andar pela cidade a bordo de um Mercedes-Benz conversível, ano 2007, avaliado em torno de R$ 300 mil, ou de caminhonete Grand Cherokee, apesar do apelo dos amigos para que fosse mais "discreto".

Ostentava patrimônio incompatível com a sua renda de vereador e funcionário da Companhia de Desenvolvimento de Santa Catarina (Codesc), para onde foi levado pela mão do amigo Içuriti Pereira, presidente do órgão estadual.

O DC tentou conversar com Bornhausen, com Içuriti e com o prefeito Dário Berger. O deputado não atendeu às ligações nem retornou o recado deixado com sua assessoria. Já o presidente da Codesc foi contatado por telefone, três vezes, na sexta-feira. Em todas disse estar em reunião e que não poderia falar. Pediu para o repórter ligar mais tarde, mas a partir das 19h o telefone celular estava desligado.

O prefeito Dário Berger, segundo seu secretário de Comunicação, Ariel Bottaro, não falaria do assunto na sexta-feira.

O vereador falastrão

Diário Catarinense ; João Cavallazzi ; 13/5/2007



Vereador pelo quinto mandato consecutivo e apontado pela Polícia Federal (PF) como líder de um suposto esquema de venda de licenças ambientais para grandes empreendimentos em Florianópolis, Juarez Silveira é filho de uma família humilde que, durante décadas, morou no Morro do Geraldo, comunidade localizada na periferia da região continental da Capital.

Ali, entre partidas de futebol no campinho próximo ao Exército e festas no Clube Cinco de Novembro, Juarez começou a formar, graças a sua personalidade expansiva, um círculo de amizades que incluía pobres e ricos, sem distinção.

Único homem entre quatro irmãos, Juarez trabalhou como lavador de carros e vendedor. Mas não demorou para conseguir um emprego melhor, graças à influência do pai, falecido há dois anos, que era motorista da Assembléia Legislativa e muito bem relacionado na cidade.

Juarez teve seu primeiro emprego de carteira assinada no Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), para onde foi levado pelo pai do amigo e colega de Câmara Guilherme da Silva Grillo (PP). Há dois anos, entrou no Plano de Demissão Incentivada (PDI), depois de quase 30 anos de serviço público.

- O Juarez tem um coração maravilhoso. É uma pessoa muito ligada à família, que faz tudo pelos sobrinhos e sempre muito leal aos amigos - define Grillo, que, em 2004, foi detido depois de ser acusado de ter instalado um "grampo" no apartamento de Juarez - o episódio, diz Grillo, está "superado", tanto no "campo pessoal quanto jurídico".

Outra característica, apontada por quase todas as pessoas que convivem com Juarez, é a incontrolável incontinência verbal. O advogado Antônio Chraim, procurador da Câmara da Capital e um dos garotos que jogavam futebol nas várzeas do Estreito com Juarez, conta, em tom de brincadeira, que "naquele tempo, ele já era uma gralha".

E foi o hábito de falar demais que o levou a ser detido pela primeira vez. O fato aconteceu em novembro passado, quando, sem saber que já era monitorado pela PF no âmbito da Operação Moeda Verde, foi ao Uruguai comprar roupas e bebidas acima da cota (leia a transcrição).

Tática da internação, desta vez, não colou

Da central de escutas da PF, os agentes ficaram sabendo pelo próprio Juarez seu itinerário - inclusive com hora. Aí foi só avisar os colegas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que realizaram a prisão no posto de fiscalização de Palhoça.

Simulando um mal-estar, Juarez foi levado para uma clínica na Avenida Trompowsky, um dos endereços mais caros de Florianópolis, próximo à Beira-Mar Norte, onde o ex-menino pobre do Estreito possui um apartamento.

Internado, novamente foi traído pela língua. Em conversas monitoradas, se gabava da "tática" que o livrou da carceragem. Resultado: quando decretou a prisão dos 22 suspeitos de negociar licenças ambientais, o juiz Zenildo Bodnar deixou expresso no despacho que, caso Juarez passasse mal, deveria ser atendido apenas por um médico da PF.

Não deu outra. Preso em casa na manhã do dia 3, passou mal e tentou voltar para a mesma clínica (cujo dono também foi detido), mas foi proibido. A Justiça ofereceu dois hospitais públicos para a internação, mas Juju, como é conhecido pelos mais íntimos, preferiu a carceragem da PF, onde permanecia até a noite de sexta-feira em uma cela.

Diálogos comprometedores
Diálogos gravado pela PF com autorização judicial (*)
Dia 8 de novembro de 2006, às 21h04min. Juarez Silveira está retornando da cidade de Rivera, no Uruguai, onde comprou roupas e bebidas acima da cota permitida para importação, o que caracteriza crime de contrabando. Ele liga para um amigo - funcionário comissionado do governo do Estado - assim que chega à capital gaúcha, última escala da viagem antes do vereador chegar a Florianópolis:
Juarez - Já estou em Porto Alegre, viu?
Amigo - Ô bicho bão. Passasse lá (na aduana) com tudo?
Juarez - Passei com tudo! A caminhonete veio que veio o bicho! Tem umas 15 caixas (de bebidas).
Amigo - Tu chegas amanhã que horas?
Juarez - Agora estou em Porto Alegre, guardei o carro no hotel para ninguém me roubar, né. Vou sair daqui perto do meio-dia, eu chego aí (em Florianópolis) no finalzinho de tarde. (...)
Juarez - Agora já montei um esquema. Tem um rapaz que trabalha no hotel que vem toda a semana pra aí (Capital). O rapaz compra lá em Rivera e a gente acerta quando ele chega. Ele entrega tudo aí no Kobrasol, mas passei com tudo lá (na fronteira).
No dia seguinte, às 18h58min, logo depois de ser preso pela Polícia Rodoviária Federal em Palhoça, na Grande Florianópolis, Juarez liga para um médico.
Juarez - Eu tô precisando de um médico. Eu tenho de ir ao SOS Cardio, eu vim de Rivera agora e trouxe muito uísque, muito vinho de coleção.
Médico - Como é que é?
Juarez - Eu trouxe muito vinho de coleção.
Médico - Vinho de coleção?
Juarez - Vinho, vinho, vinho!
Médico - Quem que tomou?
Juarez - Não, eu trouxe vinho de coleção e a polícia me prendeu aqui em Palhoça e tá me levando pra Polícia Federal. Só que a minha pressão subiu. Eu tô precisando que alguém me atenda lá e me deixa lá, porque se não eles podem me dar ordem de prisão!
Médico - Ah, entendi!
Às 15h38min do dia 10, já "detido" na clínica, Juarez faz outro telefonema, desta vez para um alto funcionário da prefeitura, e brinca:

- Eu dei uma de doido, né, doutor! Minha pressão tá alta, minha pressão tá alta, tô com arritmia, e... pra não ir preso, né? Por que os meus dois sobrinhos, eles não iam prender, mas eu eles iam prender. Pra eles era um prato cheio. Aí o que é que eu fiz: eu vim pro SOS Cardio, cheguei aqui, peguei uma suíte dessas da UTI e tô deitado aqui, né?
Às 21h28min, Juarez volta a telefonar para o médico dizendo que o juiz já arbitrou a fiança (R$ 14 mil em dinheiro) e que já poderia ser liberado. O vereador insiste que quer deixar a clínica "ali pela uma hora da manhã", com o objetivo de despistar a imprensa, mas o médico, que precisa assinar a alta, se mostra relutante:
Médico - Pra eu te liberar agora, medicamente é complicado! Sabe, Juarez? Porque... eu tive vendo junto ao CRM (Conselho Regional de Medicina). Porque eu vou ser questionado por que eu não te liberei às 9h, 10h e tô te liberando esse horário. Aí eu vou ter de explicar isso perante a Justiça!
Juarez argumenta, então, que "amanhã cedo 'a rádio CBN Diário' estará lá, ao que o médico reafirma:
Médico - É, mas eu tenho de te liberar amanhã. Eu não tenho como te liberar hoje!
Juarez pergunta ao médico se não é possível ele ser liberado pelas 4h da manhã.
O médico diz que só "amanhã cedo" e que não pode ser agora, se não seria um "problema ético complicado" para ele, mas que pode ser às 7h.
(*) As palavras entre parênteses foram incluídas pela reportagem para melhor compreensão da conversa.
Fonte: Autos da Operação Moeda Verde.
Saída
Diário Catarinense ; 12/5/2007

O vereador Juarez Silveira (sem partido), que cumpre prisão preventiva na carceragem da Polícia Federal, por conta da Operação Moeda Verde, pediu licença do cargo na Câmara, ontem à tarde.

O suplente que assume é o vereador e ex-prefeito de Florianópolis Aloísio Acácio Piazza (PMDB).

Thursday, May 10, 2007

Desligado

Coluna Paulo Alceu ; 10/5/2007

Coube ao Conselho da Codesc determinar o afastamento do vereador Juarez Silveira, que ocupava a direção de Planejamento. O presidente Içuriti Pereira reafirmou que o cargo ficará em aberto, por determinação do governador, até que saia a sentença final.

Tuesday, May 08, 2007

Capa do jornal "Notícias do Dia" ; 8/5/2007

Monday, May 07, 2007

Saturday, May 05, 2007

Friday, May 04, 2007

Thursday, March 15, 2007

Vereadores

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 15/3/2007

Chegou ontem à mesa da juíza federal Ana Cristina Kramer, nova titular da Vara Federal Criminal da Capital, a denúncia do Ministério Público Federal contra o vereador da Capital Juarez Silveira, preso em flagrante, no final do ano passado, com bebidas contrabandeadas do Uruguai. Caso a magistrada receba a denúncia, Juarez passa à condição de réu na ação penal - a decisão deve sair nos próximos dias.
Aliás, por falar na Câmara de Florianópolis, é grande o ti-ti-ti entre os funcionários da Casa. Tudo isso porque Juarez e seu ex-inimigo Guilherme Grillo pediram licença de suas funções.


Wednesday, February 14, 2007

Brabo

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 14/2/2007

Vereador Juarez Silveira disparou contra o prefeito Dário Berger, na sessão da noite de segunda-feira, da Câmara da Capital. Chamou DDario de "mentiroso" e disse que a administração municipal "não é séria".

A ira de Juju tem um motivo simples: sua total anulação na atual administração do Legislativo, agora comandado pelo vereador Ptolomeu Bittencourt Júnior. Sente-se rejeitado pelos colegas e pelo prefeito.

Thursday, February 08, 2007

Troca-troca

Coluna Paulo Alceu ; 8/2/2007

Enquanto o vereador Juarez Silveira de Florianópolis afirma que deixará antes do Carnaval o PTB ingressando no PMDB, o ex-vereador Nildão saiu do PC do B e vai assinar ficha no PT.
Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 8/2/2007

Paulo Toniolo, da Mercedes-Benz, cobrindo de carinho o vereador Juarez Silveira, que acaba de vender sua Mercedes conversível

Monday, January 29, 2007

Batida

Diário Catarinense ; Coluna Cacau Menezes ; 29/1/2007

A polícia fechou, às 2h de sábado, a boate KM-7, que estava lotada. Leandro Adegas reclama que está sendo discriminado em Jurerê. O que vale para ele não vale para os outros beach clubs. Desconfia que a Susp, através daquele vereador que ainda acha que manda na cidade, protege alguns comerciantes, infernizando a vida de outros. E faz acusações que o prefeito Dário Berger deveria ouvir.

Poderoso

Coluna Paulo Alceu ; 29/1/2007

O ingresso do supersecretário Adir Gentil na administração municipal de Florianópolis colocou a barba de molho de algumas lideranças que achavam que tinham trânsito livre junto ao prefeito para mandar, ameaçar e desmandar.
-Gentil já está dando ordens e interferindo em secretarias na defesa de interesses da administração. Aconteceu na Susp.

Amigos

Diário Catarinense ; Coluna Cacau Menezes ; 22/1/2007

Um dos primeiros atos do novo presidente da Câmara de Vereadores de Florianópolis, Ptolomeu Bitencourt, foi exonerar a irmã do vereador Juarez Silveira, que é dona de ótica e não sabe o que é assiduidade no serviço. Enquanto isso, o novo vice-presidente, vereador Guilherme Grillo, autor de um projeto de proíbe o nepotismo no Legislativo municipal, conseguiu a nomeação da mesma irmã do seu ex-arquiinimigo Juarez para trabalhar na vice-presidência da Casa.

Coluna Paulo Alceu ; 15/1/2007

O episódio do grampo telefônico ao invés de separar acabou aproximando ainda mais os vereadores Guilherme Grilo e Juarez Silveira, hoje mais amigos do que em tempos passados, apesar de observações contrárias.

Tuesday, December 26, 2006

Deu zebra

Diario Catarinense ; Cacau Menezes ; 27/12/2006

Vereador Juarez Silveira tem revelado aos amigos que a sua maior frustração este ano foi não ter sido eleito presidente da Câmara, conforme estava devidamente acertado, até que aconteceu a prisão com bebidas contrabandeadas.
A culpa é minha, reclama ele, que se tivesse ficado calado, hoje ele seria o presidente.
Num país mais sério, Juju teria perdido o mandato e não só a presidência da Casa. Saiu ainda no lucro.

Wednesday, December 20, 2006

MESA

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 20/12/2006

Ptolomeu Bittencourt na presidência e Guilherme Grillo na vice levaram ontem a eleição na Câmara Municipal de Florianópolis. Jogada foi tirar Juarez Silveira do páreo.

META

ColunaPaulo Alceu ; 20/12/2006

Para o vereador Juarez Silveira sua meta era não dar chances aos vereadores João Batista e Jaime Tonello. Neste aspecto saiu-se vitorioso com a eleição de Ptolomeu Bittencourt que obteve 12 votos com 4 em branco. Mas Silveira teve que sair da chapa, como vice, para garantir o voto de Gean Loureiro, que fez esta exigência. Gean em conversa com Silveira argumentou que não teria como explicar para suas bases que votou numa chapa onde estava a pessoa que o tirou da secretaria do Continente. Silveira saiu.

Saturday, December 09, 2006

Prepotência

Diário Catarinense ; Cacau Memezes ; 10/12/2006

O vereador Juarez Silveira (aquele, não tem?), no melhor estilo dono da cidade, ordenou a lacração do Roy Bean, a melhor hamburgueria de Floripa, proibindo o funcionamento das chapas e da grelha, sob a alegação de que o cheiro da fumaça era um incômodo no apartamento onde está morando.
Detalhe: nenhum outro vizinho reclamou nos 12 meses de existência da casa. O Roy Bean tem todas as licenças necessárias para operar, inclusive uma máquina para fazer a purificação da fumaça, removendo a gordura, chamada Ecofiltro
.

Thursday, December 07, 2006

Bastidores

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 7/12/2006

Experientes observadores da cena política debitam na conta do senador Jorge Bornhausen o desprezo do governador Luiz Henrique para com os pleitos dos irmãos Dário e Djalma Berger.
Ontem, almoçaram juntos em Florianópolis os César Souza (pai e filho), Paulinho Bornhausen, Jaime Tonello e o presidente do PFL na Capital, Ronaldo Freire.
No cardápio, entre outros pratos, o plano de nova ofensiva contra o grupo dos irmãos tucanos, que apostam na dobradinha Guilherme Ávila-Juarez Silveira para manter o controle na Câmara Municipal.

Sunday, December 03, 2006

Conselho

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 3/12/2006

A propósito de política e contrabando, nunca é demais repetir um velho e sábio ditado segundo o qual à esperteza, quando é demais, engole o esperto

Parodiando

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 2/12/2006

Como dizia o humorista Stanislaw Ponte Preta, que vivia gozando do colunista Ibrahim Sued, famoso por suas gafes.
- Ai, ai Ibrahim, o que seria de mim se não fosse o Ibrahim.
E Cacau, parodiando o hilário e saudoso Ponte Preta, diria a respeito de conhecido personagem de Floripa, mais uma vez em evidência:
- Ai, ai Silveira, o que seria de mim se não fosse tanta sujeira..."

Ressaca


Jornal Imagem da Ilha ; Urbano Salles ; 30.11.2006

Menos de duas semanas após ter sido preso em flagrante por contrabando de bebidas alcoólicas, o líder do governo Juarez Silveira surpreende de novo.

Mesmo diante do desgaste provocado pelo escândalo, anunciou que quer ser o próximo presidente da Câmara de Vereadores.

Thursday, November 30, 2006

Menos mal

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 30/11/2006

Sobre o vereador Juarez Silveira, de quem pouco se tem falado, seus amigos não podem reclamar de um detalhe precioso: pelo menos as suas bebidas não são adquiridas no Paraguai.

Friday, November 17, 2006

Caso Juarez afeta eleição na Câmara

A Notícia ; 16/11/06

A ocorrência que envolveu o vereador Juarez Silveira (PTB), preso na semana passada por trazer bebidas alcoólicas do Uruguai sem nota fiscal e sem pagar impostos de importação, tem reflexos na disputa pela presidência da Câmara da Capital, cuja votação será no dia 21 de dezembro.
O desgaste político causado pelo episódio ao líder do governo municipal, que já tinha lançado seu nome ao cargo máximo do Legislativo, deve mudar a correlação de forças e beneficiar os demais quatro pré-candidatos: João da Bega (PMDB), João Batista (PDT), Ptolomeu Bittencourt (PFL) e Jaime Tonello (PFL).
A pouco mais de um mês das eleições que vão definir a nova composição da mesa diretora, nenhum dos pretendentes recuou da pretensão. Também não apresentaram chapas ou apresentaram propostas administrativas para os próximos dois anos.
Os votos do petebista - que pediu licença da Câmara depois de ter sido liberado pela Polícia Federal (PF), sob pagamento da fiança de R$ 14 mil -, dependem do apoio do prefeito Dário Berger (PSDB).
Caso o tucano mantenha o vereador na liderança do governo e manifeste apoio para sua condução à presidência da Câmara, o vereador mantém sua candidatura oxigenada.
O afastamento das funções, no entanto, abre espaço para o único correligionário do governador eleito Luiz Henrique da Silveira (PMDB) com vontade de disputar o pleito: João Itamar da Silveira, o João da Bega.
O peemedebista já deixou claro que não vai desistir da presidência e se dispôs a dividir o mandato "desde que fique com o primeiro ano". O prefeito ainda não definiu para quem dará apoio.
Nem o presidente atual, Marcílio Ávila (PMDB). "Vou esperar até as chapas se apresentarem", disse. A mesa atual da Câmara é composta por Marcílio na presidência, João Batista, como vice-presidente, Márcio de Souza (PT), 1o secretário, e Jair Miotto (PTB) na segunda secretaria.

Culpa

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 17/11/2006

Pode-se afirmar que é próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia, como se o bom e o interessante não tivessem presente e nem futuro.
Nessa complexa operação mental, até o péssimo e o deletério ganham uma aura mágica, como revelou, em entrevista à rádio CBN/Diário, o prefeito Dário Berger, referindo-se ao episódio em que o seu líder na Câmara de Vereadores, o irrequieto Juarez Silveira, foi flagrado, na semana passada, pela polícia contrabandeando uísque e champanha do Uruguai.
Nosso alcaide disse, literalmente, estar convencido de que o episódio teve repercussão maior do que o próprio fato.
Então ficamos assim: a culpa é de quem divulgou a notícia da prisão, e não se fala mais nisso. Em política, o buraco continua sendo um pouco mais abaixo.

RESPEITO

A Notícia ; Raul sartori ; 17/11/2006

· O vereador Juarez Silveira cometeu o erro - foi preso contrabandeando do Uruguai 170 litros de bebida - e tem que pagar por isso. Mas se for eleito presidente da Câmara, a respeitabilidade do Legislativo da Capital, que já anda muito baixa, afundará de vez diante da opinião publica. Seria uma desmoralização total.

Wednesday, November 15, 2006

Solidariedade

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 15/11/2006

Guilherme Grillo foi um dos primeiros políticos a visitar Juarez Silveira no S.O.S. Cárdio. Chegou a beijar o vereador no rosto.
O gesto foi interpretado como mais uma prova de que o neto do doutor Aderbal já perdoou o colega, seu algoz no escândalo do grampo. Aliás, Juarez, que está de licença médica, mas remunerada, não está na cama, como se espera de um doente, mas na rua, fazendo o que gosta: dando entrevistas, telefonemas, contatos e recebendo muita solidariedade.
Dos colegas da Câmara, que nunca pensaram em cassá-lo por falta de decoro parlamentar, do prefeito Dário Berger, de amigos jornalistas e de boa parte da hight society, especialmente aqueles que estavam mapeados para ganhar o seu litrinho de uísque from Uruguai no final do ano. Esse Juju dá um banho. É o melhor. A cidade sem ele ficaria sem graça.

Licença

Coluna Carlos Damião ; 15/11/2006

Juarez Silveira se licenciou do cargo de vereador por 15 dias. Quer deixar a poeira baixar. Ele, como muitos, suspeita que sua prisão foi uma armação dos inimigos. O que não é impossível, visto a quantidade de gente que não gosta de Juarez.
Já há quem diga que, depois dessa, dificilmente o nobre edil conseguirá se reeleger em 2008 para mais um mandato – logo ele, que é campeão de votos (são quase 20 anos de Câmara).

Tuesday, November 14, 2006

Complicado

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 14/11/2006

Em seu desabafo, ontem de manhã, ao colega Mário Motta, pela Rádio CBN/Diário, o vereador Juarez Silveira, detido com 180 garrafas de uísque contrabandeadas do Uruguai, sem convencer nas explicações e abusando da ironia, na hora em que tentou falar sério, conseguiu incriminar-se mais ainda perante o eleitor ao revelar que está levando o empresário Fernando Marcondes de Mattos para investir em um resort em Canela, na serra gaúcha, onde seu sogro tem hotel.
E eu que pensei que um vereador fosse eleito e pago para defender os interesses da sua cidade?

Juarez pede licença da Câmara

Diário Catarinense ; João Cavallazzi ; 14/11/2006

Indiciado pela Polícia Federal (PF) sob acusação de ter cometido o crime de contrabando, o vereador Juarez Silveira (PTB), líder do governo na Câmara da Capital, tirou licença de 15 dias para tratamento de saúde.
De acordo com ele, a decisão foi tomada depois de uma consulta médica ontem à tarde.
O exame teria detectado arritmia (alteração nos batimentos cardíacos), razão pela qual o médico particular do vereador, Oscar Zomer, sugeriu que tirasse uns dias para "descanso".
O vereador, que por volta das 16h foi à Câmara, reconheceu que cometeu um "erro" mas disse que não é "contrabandista" nem "bandido".
Garantiu que vai pagar os impostos devidos e tentar reaver as bebidas, que, segundo ele, seriam usadas em festas particulares ou dadas de presente no fim do ano. Silveira acrescentou ainda que continua sua campanha para ser o novo presidente da Casa e que sua saída da liderança do governo depende do prefeito Dário Berger (PSDB), com quem teria uma reunião ontem à noite. Patrulheiros rodoviários federais pararam a caminhonete guiada pelo vereador, na noite de quinta-feira, em uma blitz de rotina no trecho da BR-101 que passa por Palhoça, na Grande Florianópolis.
Dentro do veículo, os policiais constataram que havia caixas com cerca de 170 litros de uísque e vinho comprados na cidade uruguaia de Rivera, na fronteira com o Rio Grande do Sul. Como não comprovou o pagamento de impostos, já que a mercadoria excedia a cota permitida para compras livres de taxas, Silveira recebeu voz de prisão.
Quando soube que seria levado para a sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), começou a passar mal. Internado em uma clínica particular, na noite de quinta, foi autuado no artigo 334, do Código Penal.
O vereador escapou de ir para a carceragem da PF na noite de sexta-feira, quando a Justiça Federal arbitrou R$ 14 mil de fiança. Sábado pela manhã deixou a clínica.
- O dinheiro para pagar minha fiança veio de amigos meus e familiares. Os nomes vão estar na minha declaração de imposto de renda - afirmou Silveira, que negou veemente que o prefeito Dário Berger (PSDB) tenha emprestado a quantia, como chegou a ser especulado.

Conversa com Dário

Diário Catarinense ; 14/11/2006

O prefeito Dário Berger afirmou ontem que só vai discutir a situação do seu líder na Câmara da Capital quando o vereador Juarez Silveira (PTB) retornar da licença médica de 15 dias, que tirou ontem.
A decisão foi tomada no final da tarde, após uma conversa entre ambos. Por enquanto, não há motivos para afastar o vereador da liderança do Executivo, informou Berger através do secretário municipal de Comunicação, jornalista Ariel Bottaro Filho.
Desde a prisão do vereador, na noite de quinta-feira, o prefeito evita falar publicamente sobre o assunto.
Amigo de infância de Silveira, Berger prestou solidariedade ao vereador na manhã de sexta-feira, quando ligou para a clínica para saber seu estado de saúde.
- Ficar na liderança do governo ou não é uma decisão do prefeito, não cabe a mim decidir. Confesso que não estou preocupado com isso, só me preocupo mesmo é com o julgamento dos meus eleitores.

DEDO-DURO

A Notícia ; Raul Sartori ; 14/11/2006

Para alguns amigos, o vereador e líder do governo na Câmara de Florianópolis, Juarez Silveira, jura que teve um dedo-duro no espetaculoso flagrante da Polícia Federal, que o prendeu por contrabando de bebidas, quinta-feira.

Liberado pela PF, vereador pede licença

A Notícia ; Daniel Cardoso ; 14 / 11/2006

Após pagar fiança de R$ 14 mil para ser liberado pela Polícia Federal, o vereador Juarez Silveira (PTB) pediu licença médica de 15 dias dos trabalhos no Legislativo. Enquanto estava depondo ao delegado, na quinta-feira, o vereador passou mal e ficou dois dias internado na clínica SOS Cárdio, no Centro de Florianópolis.
O futuro político de Juarez, no entanto, é incerto.
Quando retonar aos trabalhos, ele vai conversar com o prefeito Dário Berger (PSDB) sobre a sua permanência como líder da bancada governista.Os rumores de que o petebista seria sacado do cargo começaram antes da prisão e logo após o segundo turno das eleições e davam conta de insatisfação do prefeito com o comportamento de seu líder de governo.
Um dos motivos seriam as freqüentes críticas do petebista à condução da administração municipal e a aliados do prefeito - como dirigentes da campanha para governador de Luiz Henrique (PMDB) em Florianópolis.
Mas a versão mais forte para a saída de Juarez da liderança tem relação com os elogios que o vereador fez ao casal Amin (Esperidião e Angela) em período eleitoral.
Isso teria desagradado Dário, que vê neles os principais rivais para o pleito de 2008. A saída de Juarez poderia se refletir também na exoneração de Renato de Souza, secretário de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp), cunhado do vereador.
"Até agora o prefeito não me disse nada quanto à liderança do governo. O que importa é ser líder do povo e vou seguir na Câmara enquanto for eleito", disse Juarez.
Sobre a prisão, o parlamentar afirmou que foi bem tratado pela Polícia Federal, inclusive com a presença de um médico durante o depoimento.
Sua reclamação recai apenas sobre a velocidade com que a imprensa ficou sabendo da história. "Quando começaram (patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal) a vistoriar as malas, já apareceu uma equipe de TV", registrou. O vereador foi flagrado, quando retornava do Uruguai, com 164 garrafas de bebidas alcoólicas sem nota fiscal.
Rendeu

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 13/11/2006

A prisão do vereador Juarez Silveira, como não poderia ser diferente, foi o assunto do final de semana na Ilha. Seus inimigos, que não são poucos, produziram as mais variadas piadas com a situação.
No Mercado, sexta-feira, não havia quem não tivesse a sua versão na ponta da língua (venenosa) para a prisão do líder do governo na Câmara.
A manezada quer saber, agora, qual é a festa que vai ficar sem uísque no fim do ano? Juarez tem tudo para dar a volta por cima.
É forte, já saiu de outras piores e tem quem lhe faça cafunés.

Bolão

A Notícia ; Raul Sartori ; 13/11/2006

Nos corredores da Câmara de Florianópolis corre uma aposta para saber de quem era a festa que contratou o vereador Juarez Silveira como barman. Para muitos, Juju queria festejar a sua indicação para um cargo no novo mandato do governador reeleito. O certo é que essa festa está dando dor de cabeça antes de começar.

Prestigiado

Coluna Paulo Alceu ; 13/11/2006
-Apesar do incidente com a Polícia Federal o vereador Juarez Silveira continua o preferido do prefeito Dário Berger para comandar o Legislativo municipal nos próximos dois anos.
-O prefeito Dário Berger durante um jantar, revelou que vai trabalhar para que seu líder de Governo, Juarez Silveira, obtenha maioria na Câmara.
-Tudo indica que Silveira receba inclusive apoio da bancada oposicionista - PP - com o aval da deputada federal eleita Angela Amin.

Saturday, November 11, 2006

Vereador deixa clínica

Diário Catarinense ; 12/11/2006

O vereador Juarez Silveira foi liberado pelos médicos da clínica SOS Cárdio, na Capital, no início da manhã de sábado. Segunda-feira ele será submetido a novos exames. O vereador, preso em flagrante por contrabando, foi liberado pela PF ao pagar R$ 14 mil de fiança.

O passeio do Juarez

Coluna Cesar Valente ; 12/11/2006

Florianópolis, cidade que cultiva um amor apaixonado pela fofoca, pela desgraça alheia, amanheceu ontem em festa: afinal, não é todo dia que um vereador é apanhado numa blitz da Polícia Rodoviária Federal com a caçamba cheia de bebida.
Claro que o fato do Juarez ser líder do Governo Municipal (embora viva às turras com o prefeito), diretor da Codesc e amicíssimo do influente Içuriti Pereira só aguçam a curiosidade e amplificam o fato.Ele garante que, feitas as contas, só excederam a cota de importação em US$ 200 (a cota é de US$ 150 por pessoa e eles estavam em três).
O fato em si não deverá ter maiores conseqüências. Imagino que não se conseguirá comprovar que a “muamba” era para vender. Trata-se apenas de um festeiro prevenido que foi abastecer sua adega particular para a festa de seu casamento e as festas de final de ano.
Talvez escape com uma multa ou coisa parecida.
O problema maior é justamente ter o nome circulando nas rodas de conversa, na boca do povo.
Além do vexame público que é ter sido apanhado por uma blitz de rotina, há a circunstância inevitável da fofoca: quem conta um conto aumenta um ponto.
Fatos passados, presentes e futuros relacionados ou não ao vereador são adicionados à história nem que seja só para fazer graça ou para mostrar intimidade com o caso.
E o Juarez acaba, nestas horas, colhendo o fruto das posições polêmicas, dos confrontos políticos e das suas atitudes que, ao longo de sua carreira, foram certamente criando inimigos e desafetos.
Todos eles, ontem e hoje, devem estar exultantes.
E é nessas horas que aparecem aquelas “amigos da onça”.
A parte boa desta notícia é o fato que a Polícia Rodoviária Federal (ou pelo menos seu Grupo de Operações Especiais) não tenha se deixado impressionar pelo fato do vereador ser diretor de uma estatal, nem pela extensa relação de amigos bem posicionados em umas tantas áreas, que o Juarez, se quisesse, poderia ter acionado.
A parte ruim é todo o resto.
Mais um

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 11/11/2006

Quem sabe agora, com esse outro escândalo (foi preso com bebidas contrabandeadas no carro), o nobre vereador Juarez Silveira volte a se lembrar daquela velha e indispensável característica dos grandes homens: a humildade. Juju, líder do governo na Câmara, com excesso de poder e influência, vinha se considerando o dono da cidade, com seus 4 mil votos. Contrabando caracteriza quebra de decoro parlamentar, mas é absolutamente certo que Juarez Silveira jamais será cassado pelos seus colegas por "tão pouco".

Diário Catarinense ; Moacir Pereira ; 11/11/2006

Vereador Juarez Silveira (PTB) está licenciado da diretoria da Codesc até o dia 15 de novembro. Antes do flagrante da Polícia Rodoviária, era um dos nomes mais fortes para a eleição do presidente da Câmara Municipal.

Vereador admite compra de bebida

Diário Catarinense ; 11/11/2006

A Polícia Federal (PF) ouviu, ontem à tarde, o vereador Juarez Silveira, da Capital, acusado de contrabando. Segundo a assessoria de comunicação da PF, o político confirmou que trouxe os cerca de 170 litros de bebidas alcoólicas de Rivera, no Uruguai.
A cota livre de importação é de quatro litros por pessoa. Como Silveira estava com dois sobrinhos em uma caminhonete Hilux, o limite seria de 12 litros. Mas o carregamento superou em quase 14 vezes o permitido.
De acordo com o vereador, uma parte da carga seria consumida no seu aniversário de casamento, adiado por causa de problemas de saúde de seu pai.
O restante seria distribuído como presentes de fim de ano.
Na quinta-feira, Silveira e os sobrinhos foram parados em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF), às 20h30min, no posto em Palhoça.
O vereador foi detido com caixas de uísque, champanhe e licor, mas não chegou a ser levado para a Superintendência da PF, em Florianópolis. Ele alegou que sentia dores no peito e foi encaminhado a uma clínica de cardiologia. Apenas ontem a delegada Júlia Vergara tomou o depoimento de Silveira.
A delegada, que ouviu o político no centro médico, não quis passar mais informações, alegando que não preside o inquérito e que só agiu porque estava de plantão.
O advogado de Silveira, Rodrigo Silva, entrou com pedido de liberdade provisória na Vara Federal Criminal da Capital. O juiz federal João Batista Lazzari estipulou fiança de R$ 14 mil, por volta das 21h de ontem. Silva alegou que seu cliente foi ao Uruguai passear com os sobrinhos e, "como todo o brasileiro trouxe as mercadorias".
Na sua opinião, o fato teve maior repercussão por envolver um vereador.
- Por que não prendem as pessoas que comprar no camelô sem nota fiscal? Por que os camelódromos continuam abertos? - questionou o advogado.
Os dois sobrinhos que estavam com Silveira foram soltos na madrugada de sexta-feira.


Prisão de vereador é tratada com cautela

A Notícia ; Daniel Cardoso ; 11/11/2006

Apesar de ter sido preso na tarde de quinta-feira, o vereador Juarez Silveira (PTB) continua como líder do governo na Câmara da Capital.
Antes de tomar qualquer atitude em relação ao afastamento ou não de Juarez, o prefeito Dário Berger (PSDB) pretende esperar pelo desenrolar dos fatos e pelas informações oficiais da Polícia Federal (PF).
Segundo o secretário de Comunicação, Ariel Bottaro, o prefeito soube pelos jornais que Juarez permanece internado em clínica médica - após passar mal na superintendência da PF da Capital - e que a investigação está apenas no início. Na Câmara de Vereadores, a notícia também não chegou de forma oficial e, por isso, nenhuma ação parlamentar foi definida.
"Não vou emitir juízo sem informações e não falo em tese. Primeiro deve-se ter os elementos para fazer qualquer coisa", afirmou Ptolomeu Bittencourt Júnior (PFL) Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, ele pensa de maneira semelhante à Marcílio Ávila (PMDB).
"O conselho só abre qualquer processo se alguém pedir instauração", falou Marcílio, presidente do Legislativo municipal.Juarez Silveira está preso sob acusação de ter cometido crime de descaminho: trazer produtos estrangeiros (considerados legais no Brasil) sem pagar impostos de importação.
Quando iria começar a prestar depoimento ao delegado da PF, o vereador passou mal e foi encaminhado à clínica SOS Cárdio, na rua Trompovsky, Centro, com quadro de hipertensão.
Ele passa bem, mas ainda não se sabe quando receberá alta da clínica, onde está escoltado por dois agentes federais. O vereador do PTB foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), no posto de Palhoça, com 164 garrafas de bebidas alcoólicas sem nota fiscal.
Ele vinha de Rivera, no Uruguai, e trazia uísque do tipo Johnny Walker Red, champanhes, vinho do Porto, vinho Santa Helena, caixa de licor Amarula e de energéticos. No Uruguai, as bebidas custam cerca de R$ 3,5 mil.
No Brasil, elas podem valer quatro vezes mais. Segundo informações de bastidores, o vereador pretendia distribuir as garrafas como presentes de final de ano. Juarez ocupava uma Toyota Hilux com dois sobrinhos: Eduardo Pires e Renato Silveira Souza.
O vereador assumiu sozinho a responsabilidade pelo delito e a polícia liberou os rapazes.
Caso não consiga alvará de soltura até receber alta pelos médicos, o vereador será levado para uma cela da superintendência da Polícia Federal, na avenida Beira-mar Norte.

Grillo também foi detido no início de 2005

A Notícia ; Daniel Cardoso ; 11/11/2006

A prisão de Juarez Silveira (PTB) é o segundo caso policial da atual legislatura da Câmara de Vereadores.
O primeiro também envolveu o petebista, mas, na época, ele foi vítima. Em 28 de janeiro de 2005, a Polícia Civil prendeu o vereador Guilherme Grillo (PP), acusado de utilizar uma central telefônica clandestina no mesmo prédio onde Juarez era síndico.
Quando foi preso, Grillo estava com as chaves do apartamento da família - no mesmo prédio de Juarez - com uma fita no bolso. O pepista negou a utilização do grampo e chegou a acusar Silveira de armação para prejudicá-lo.
O vereador foi solto ao pagar fiança e escapou de ser enquadrado eticamente na Câmara.
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar apurou o caso e emitiu parecer favorável inocentando o vereador.
O relator, João da Bega (PMDB), afirmou que o conselho não podia aplicar as penalidades previstas por não encontrar tipificada a conduta do progressista no código de ética interno.
Em abril de 2005, o parecer foi aprovado em plenário por 9 votos contra 4.
Grillo não recebeu qualquer punição no Legislativo.

Friday, November 10, 2006

Vereador é detido por contrabando

Diário Catarinense ; 10/11/2006

O vereador Juarez Silveira foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, na noite de ontem, quando transportava de Rivera, na fronteira do Brasil com o Uruguai, para Florianópolis, caixas de uísque e de champanhe.
Até o fechamento desta edição, ele prestava depoimento e não havia uma definição se ele ficaria detido ou se seria liberado.
Silveira e outras pessoas - o número e os nomes ainda não haviam sido divulgados pela PF até o começo da madrugada de hoje - viajavam numa caminhonete Hilux pela BR-101 Sul.
Eles foram parados numa blitz de rotina da Polícia Rodoviária Federal, às 20h30min, no posto localizado em Palhoça.
O grupo foi levado para a Superintendência da PF porque, segundo a polícia, não possuía notas fiscais dos produtos.
Como as bebidas estavam acima da cota livre de importação, Silveira e seus amigos podem ser acusados de contrabando. O delegado federal que estava ouvindo o vereador e seus acompanhantes abriu inquérito para investigar o caso.

Thursday, November 02, 2006

Feio

Coluna Paulo Alceu ; 2/11/2006

O bate-boca entre o líder do governo Juarez Silveira e o prefeito Dário Berger quase acabou em “sopapos”. Os “deixa disso” seguraram. Mais uma vez se desentenderam e no meio a ex-prefeita Ângela Amin.

Vereador avalia reflexos da crise na Prefeitura

A Notícia ; Upiara Boschi ; 29/10/2006

Pego de surpresa quando os secretários Gean Loureiro (Continente, Governo e Planejamento), Filipe Mello (Administração), Rodolfo Pinto da Luz (Educação) e Ildo Rosa (Defesa do Cidadão e Ipuf) anunciaram o pedido de demissão coletiva, há pouco mais de uma semana, o vereador Juarez Silveira (PTB) recebeu a reportagem do AN Capital durante a semana para avaliar a crise administrativa que atingiu a gestão Dário Berger (PSDB) às vésperas da eleição. De seu gabinete - com vista para a Catedral Metropolitana, praça 15 de Novembro e ponte Hercílio Luz - o líder do governo na Câmara comentou o episódio, fez um balanço das dificuldades enfrentadas por Berger nesses dois anos de mandato e sobre sua própria atuação na liderança.

AN Capital - O senhor vai trocar esse gabinete por uma vaga no secretariado? Juarez Silveira - Não sei (risos), não tive convite.

ANC - E se tivesse?
Silveira - No primeiro momento, não. Porque eu vou disputar a presidência da Câmara. Quem está me lançando é o presidente da Câmara, Marcílio Ávila. Eu sou o candidato do presidente da Câmara.

ANC - Como avalia o episódio sobre o pedido coletivo de demissão de membros do secretariado?
Silveira - Isso compete e é capacidade do prefeito Dário Berger (PSDB), já que convida e são cargos de confiança dele. Mas me pegou de surpresa, porque o vereador Gean Loureiro prestou um grande serviço à administração Dario Berger, foi um bom secretário, é um bom vereador. Ele prestou um grande serviço na eleição, para ele e para o Dário. Trabalharam juntos. Toda a transição do governo Angela Amin (PP) foi ele que fez, o prefeito Dário Berger deu a chave da Prefeitura para ele, deu todas as condições. Pela primeira vez na vida eu vi um prefeito passar para um vereador toda a liberdade e toda a confiança. Dário deu toda liberdade para que o Gean comandasse toda a Prefeitura como comandou.

ANC - Foi um erro essa concentração de poder?
Silveira - Se falar que foi um erro, podem achar que eu estou com ciúme. Acho que foi a primeira vez nos meus 20 anos de mandato e 12 de serviço público que eu vi tanta liberdade e tanta confiança depositada em um vereador.

ANC - O senhor acredita que essa demissão apresentada de forma conjunta tenha representado uma forma de ganhar força dentro da Prefeitura e não um desejo de deixar a administração?
Silveira - Foi cabeça quente. Não pararam para pensar no mal que estavam fazendo para o partido.

ANC - Como o senhor recebeu a indicação de José Nilton Alexandre, o Juquinha, para a Secretaria do Continente?
Silveira - Primeiro, ele já foi vereador (em São José). Tem que respeitar a pessoa que tem quatro mandatos. Ganhar quatro vezes nas urnas é ter o reconhecimento da população.

ANC - Como avalia o desempenho da gestão Dário Berger até o momento?
Silveira - A Prefeitura é como uma casa nossa. Às vezes a gente tem dificuldade financeira, tem dificuldade de administrar. É uma herança. Cada prefeito que sai deixa uma dívida e cada prefeito que entrar tem que pagar os compromissos do anterior. Acho que a gestão Dário Berger está fazendo para os pequenos. Ele está cumprindo os compromissos de eleição. Tem muito o que fazer, a gente precisa buscar parceria. O Dário não teve recursos federais para fazer os grandes projetos e também o governo do Estado não está pagando os convênios e isso também tem nos atrapalhado muito. O governo do Estado não repassou os convênios na área social e na área de obras. Isso deixou a Prefeitura nesse momento com algumas dificuldades, mas eu tenho confiança de que o Dário será um grande prefeito.

ANC - Em alguns momentos o senhor fez discursos em plenário exigindo mudanças no secretariado, pediu a demissão do secretário-adjunto do Continente e quando o prefeito vetou o projeto que impedia a construção da subestação da Celesc na rua Ângelo Laporta foi um dos líderes da derrubada do veto. Se o senhor fosse prefeito, gostaria de ter um líder do governo na Câmara tão independente assim?
Silveira - Eu sou eleito pela população de Florianópolis. Meu compromisso é com a cidade. Estou prestando um grande serviço para o prefeito Dário Berger, com transparência no dia-a-dia com os vereadores, até da oposição que tem um bom relacionamento comigo. O prefeito Dário Berger é um prefeito moderno. Nós todos na base de governo temos que ter posição e o Dário respeita. Na verdade, esse elefante que é a (subestação) Ângelo Laporta que a Celesc fez aqui, o Dário pegou esse projeto andando da gestão anterior. A Celesc conduziu mal e a Câmara também conduziu a sua parte mal nas audiências públicas. E a comunidade não quis. A comunidade é que nos paga, que nos coloca aqui, e ela entendeu que ali não queria. Então eu não estou aqui para agradar o senhor governador ou a direção da Celesc, estou aqui para cumprir meu compromisso com a cidade de Florianópolis e com os seus eleitores.

ANC - Mesmo com a proximidade política entre o prefeito Dário Berger e o governador Luiz Henrique esses convênios não têm sido cumpridos?
Silveira - Acho que o governo não repassou todos os convênios. Hoje o prefeito esteve aqui na matriz da igreja com o vice-governador, que é o governador atual (Eduardo Pinho Moreira/PMDB), para ver a situação dos convênios - pagamentos inclusive para o arcebispo. Tem algumas coisas na área social que o governo não repassou. Florianópolis depende do governo do Estado, nós temos dificuldades também com o governo federal que não repassou e não fez nenhum convênio. O prefeito Dário está fazendo uma ginástica danada para fazer seus pagamentos, cumprir os compromissos do governo passado e do atual, mas eu acredito que vai dar certo.

Sunday, October 22, 2006

Queda-de-braço racha PSDB da Capital

A Notícia ; Upiara Boschi / Daniel Cardoso ; 22/10/2006

O pedido de exoneração em conjunto dos secretários Gean Loureiro, Filipe Mello, Rodolfo Pinto da Luz e Ildo Rosa que pegou de surpresa as lideranças políticas da Capital pode ter sido uma tentativa de demonstração de força dos demissionários dentro da Prefeitura.
A pista foi dada pelo próprio prefeito Dário Berger (PSDB) na entrevista coletiva dada na sexta-feira. Citando o tempo em que militava no PFL, Berger disse ter lembrado das lições do falecido ex-governador Vilson Kleinübing. "Aprendi com o Kleinübing. Sou eu quem governa. Se me pedirem demissão, eu aceito", afirmou Berger.
Se o prefeito pedisse aos secretários que permanecessem nos cargos, o grupo liderado por Gean Loureiro teria mais força no governo e faria frente à atuação do líder do governo na Câmara , Juarez Silveira (PTB).
Loureiro, que acumula as pastas de Governo, Planejamento e Regional do Continente, foi alvo do vereador na semana passada, que pediu na tribuna da Câmara a reforma de todo o colegiado. Junto com o vereador Deglaber Goulart (PSDB), atacou especialmente o poder concentrado em Loureiro. Os três têm base eleitoral no Continente.
A queda-de-braço explodiu a crise e redefiniu o mapa das forças na Prefeitura. Na coletiva de sexta-feira, Dário Berger chegou acompanhado de Silveira e afirmou: "ele é mais líder do que nunca" - rechaçando especulações de que o vereador também perderia o cargo de liderança.
A disputa entre Loureiro e Silveira ficou mais clara na audiência pública realizada quarta-feira no Legislativo municipal sobre a gestão do Parque de Coqueiros.
O secretário demissionário apóia que o parque seja controlado por diversas comunidades, enquanto Juarez é a favor do controle único da Associação dos Amigos de Coqueiros. Mas o que divide mesmo os aliados é a influência que Loureiro conquista pouco a pouco no Continente.
Na audiência pública sobre o parque, o líder do Governo acusou o secretário de levar comissionados para pressionarem no plenário e exigiu a demissão do secretário-adjunto do Continente, Paulo Roberto de Freitas Júnior. Foi além, chegou a dizer que solicitaria a lista de cargos comissionados sob gestão de Loureiro.
Ainda na quinta-feira, o vereador afirmou que o episódio nada tinha a ver com as demissões conjuntas - do qual também participou Freitas Júnior, de quem Silveira tinha pedido a cabeça - e que lamentava as baixas. "O Gean é um bom secretário, um bom vereador", disse o vereador.
Agora, a secretaria da região passa a ser cobiçada tanto por Silveira quanto por Goulart.
Questionado se o petebista poderia indicar o novo secretário, Berger respondeu rispidamente: "Ninguém indica ninguém. Apenas aceito sugestões". A expectativa agora é pelo primeiro discurso de Gean Loureiro em sua volta à Câmara Municipal - que deve ocorrer assim que Berger indicar seu substituto. Assim, o duelo com Juarez Silveira passaria a ser travado no plenário.

Thursday, October 19, 2006

Líder do governo ataca Gean Loureiro e pede lista de comissionados das pastas do Continente, Planejamento e Governo

A Notícia ; Carlito Costa ; 19/10/2006

Falhou ontem a segunda tentativa da Câmara de Vereadores de intermediar uma solução para a briga entre a Prefeitura de Florianópolis e a Sociedade Amigos de Coqueiros pelo controle do parque do bairro.
Os vereadores não conseguiram concluir uma audiência pública para chegar a um acordo sobre quem tem direito a administrar o Parque de Coqueiros. Desta vez, a audiência foi interrompida por outra briga.
De um lado estava o líder do governo na Câmara, Juarez Silveira (PTB), e o vereador Deglaber Goulart (PSDB). Do outro, o secretário regional do Continente, Gean Marques Loureiro (PSDB). Juarez chegou a mandar o secretário-adjunto do Continente, Paulo Freitas, "calar a boca".O bate-boca entre os dois lados e entre associações de moradores levou o presidente da Câmara, Marcílio Ávila (PMDB), a suspender a sessão por cinco minutos.
Mas os ânimos se acirraram, em vez de se acalmarem, e Ávila optou por suspender a sessão e marcar posteriormente uma nova data para a audiência. "Eu fico triste, como líder do governo, ver um super-secretário como o Gean Loureiro (que acumula as pastas do Continente, Planejamento e Governo) fazer o que fez aqui hoje", disse Juarez Silveira.
"Ele deve ter decretado feriado na secretaria do Continente, porque todos os chefes e cargos comissionados estavam aqui, além de funcionários do gabinete do prefeito."
Silveira acusou Gean de direcionar a audiência pública para atingir o vereador Deglaber Goulart, do mesmo partido, mas que divide com Gean a base eleitoral no Continente.
"Ele mobilizou associações e moradores de outros bairros, como Vila Aparecida, Abraão e Praia do Meio, algumas que nem sede própria tem e são muito dependentes da secretaria do Continente, para desequilibrar a audiência", disse Deglaber. Juarez Silveira promete contra-atacar.
"Vou pedir na segunda-feira a lista de todos os cargos comissionados das secretarias do Continente, do Planejamento e do Pró-Cidadão", disse o líder do governo. "E quero a demissão do Freitas, secretário-adjunto do Continente."Gean não podia se manifestar durante a audiência, mas depois da confusão garantiu que entregaria a lista dos comissionados para quem quiser.
"Todo mundo sabe quem são as pessoas que trabalham aqui. A informação é pública. Quanto ao Freitas, quem demite ou não demite é o prefeito (Dário Berger)", disse.
O secretário rechaçou a acusação de que estaria cooptando as associações do Continente. Ele também considerou que os dois vereadores menosprezaram a tradição e a história das entidades quando as chamaram de frágeis. "Ficou claro na audiência que 99% da comunidade do continente quer participar da administração do parque de Coqueiros. Foram eles que se manifestaram, não eu", falou Gean. A audiência pública lotou o plenarinho da Câmara da Capital e, além das entidades de bairro, estavam presentes 12 dos 16 vereadores. (colaborou Daniel Cardoso)

Resistência

Diário Catarinense ; Cacau menezes ; 19/10/2006

Inexplicavelmente, o vereador Juarez Silveira (aquele, não tem?), com a ajuda de um colega de Capoeiras, que está morrendo de ciúmes do secretário do Continente, transformou a audiência pública de ontem, sobre o Parque de Coqueiros, que a turma de "diplomados" insiste em manter sob controle e privatizado, numa das sessões mais vergonhosas da Câmara Municipal de Florianópolis.
Deu até polícia.
Juarez não tem mais remédio. É o novo Duduco.
Daqui a pouco vai ficar falando sozinho. Ontem, sem controlar o ranço e a picuinha, e se achando o dono da cidade, quase apanhou, na rua, da comunidade de Coqueiros, que quer o parque livre de cadeados, algemas e donos.

Wednesday, October 11, 2006

Abriu a boca

Diário Catarinense ; Cacau Menezes ; 11/10/2006

Foi inflamado o discurso, anteontem, transmitido ao vivo pela emissora de televisão da casa, do vereador Juarez Silveira, da Capital, que apertou seus colegas, numa pesada autocrítica, durante a sessão sobre essas intermináveis alterações de zoneamento, que mutilam o nosso Plano Diretor.
Empolgado e ao mesmo tempo irritado com um tal senhor Rocha, do Ipuf, Juju abriu a boca, revelando tudo o que fez de certo e de errado para favorecer amigos, eleitores, empresários, correligionários, não deixando de citar, também, o "jeitinho" que encontrou para permitir a construção do Angeloni e da Polícia Federal na via de contorno Norte.
Esqueceu do Shopping Santa Mônica. Mas citou muitos outros.
Falou quase 30 minutos e não concedeu apartes. A sessão foi até as 3 da madrugada. Decisão tomada: ninguém muda mais nada em Florianópolis nos próximos dois anos e meio, quando estará em vigor o novo Plano Diretor.
Foi decretada uma espécie de moratória.

Thursday, September 14, 2006

Guerra

Coluna Paulo Alceu ; 14/9/2006

Não convidem o vereador Juarez Silveira para sentar na mesma mesa do vice-prefeito Bita Pereira. Foi declarada guerra entre os dois. Silveira acusa Bita de perseguição a empresas da construção civil. "Multam dois ou três e não fazem nada com os demais. Escolhem a dedo," atirou o líder do governo na Câmara.
Tudo começou porque Bita comentou com o vereador Marcílio Ávila que Silveira ameaçou impedir a liberação do alvará do Floripa Shopping caso algumas construtoras inadimplentes não fossem atendidas pela Prefeitura. Silveira alega que mudaram as regras de fiscalização, mas valendo apenas para alguns e não para todos. Foi tirar satisfação do vice-prefeito.

Friday, September 01, 2006